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TAVITO preside o Juri do Prêmio Sorocaba de Música
Clean
June 16, 2009 06:12 AM PDT
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Amigo e parceiro de Zé Rodrix, que morreu há quase um mês, o compositor Tavito foi convidado e será o presidente do júri do Prêmio Sorocaba de Música, que acontece em julho no Teatro Municipal. A escolha partiu do empresário e organizador do festival, João Caramez. Ele disse que a decisão levou em conta a identidade entre os artistas. “Muito provavelmente, e sem querer estabelecer comparações, Zé Rodrix e Tavito tiveram uma convivência mais próxima do que aquela mantida, por exemplo, com a dupla Sá e Guarabyra


http://www.cruzeiro dosul.inf. br/materia. phl?editoria= 42&id=193961

Sá, Rodrix & Guarabyra no Rio e Janeiro
Clean
January 10, 2009 03:18 AM PST
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Antecipando o novo disco, a ser lançado após o carnaval, e estreando o novo show, SR&G retornam ao Rio após 4 longos anos em show no Teatro Nelson Rodrigues ( av. Chile), dia 13 de janeiro, às 19:30 min. Somente uma oportunidade para rever/conhecer os criadores do Rock Rural.

Ingresso populares:
R$ 15,00 - inteira
R$ 7,50 - meia, idoso ou funcionário da Caixa

Sá, Rodrix & Guarabyra em Brasília
Clean
January 10, 2009 03:15 AM PST
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Dias 10 e 11 de Janeiro, lançando o show AMANHÃ!
Teatro da Caixa Cultural

Dia 10 às 20:30 min
Dia 11 às 19:30 min

Silvério Pessoa - NÔMADE
Clean
November 18, 2008 06:38 AM PST
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NÔMADE chama-se o livro de crônica de viagens, sempre tão deliciosas, narrando os tours Europeus e Asiáticos de Silvério Pessoa.Originalmente postagens de blog, foram ficando tão completas e descritivas que mereciam outro suporte que não o volátil e virtual mundo blogueiro. Somente esse ano foram 3 temporadas fora de casa, e sua turnê Francesa já faz parte do calendário há alguns anos. Esse é apenas o primeiro produto fruto desse intercâmbio, outros virão.

O lançamento será em Recife, dia 20/11, às 19 hrs, na sede das Edições Bagaço, na Rua dos Arcos, 150, Poço das Panelas, Recife/PE.

Deu No New York Times: Orquestra Contemporânea de Olinda
Clean
November 11, 2008 02:37 AM PST
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"Na grande Recife

O New York Times publicou em sua edição digital um texto recomendando o disco da pernambucana Orquestra Contemporânea de Olinda, lançado no Brasil pela Som Livre.

O jornalão americano explica que o grupo veio de Recife, uma cidade portuária, onde os ritmos locais, como a ciranda e o maracatu, nos últimos anos tem se misturado naturalmente com o rock e o hip-hop."
Coluna do Anselmo Góes
Jornal O Globo
10/11
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?t=na_grande_recife&cod_Post=139120&a=98

New York Times ( matéria com foto!!):

ORQUESTRA CONTEMPORâNEA DE OLINDA

This remarkable new cross-generational big band comes from the state of Pernambuco in northeastern Brazil. For nearly 20 years, that region — particularly Recife, its port city — has been worth watching: it’s a place where the strong old local rhythms like ciranda and maracatu mesh naturally with hip-hop and rock. With 12 pieces, including tuba, trombone, saxophones, violin, percussion and voices, the band compounds those earlier mixtures with Afrobeat and ska. On its remarkable self-titled first album (released by Som Livre Apresenta) you hear parade-samba rhythms, echoey guitar, brass and reed sections alternately booming and muted with jazz arrangements, the rustic scrape of a violin and anthemic choruses. It hasn’t been picked up for American distribution. But for now you can hear some of the band’s songs in compressed form on Youtube and Myspace, or buy a copy of the CD through somlivreapresenta.com.br.

http://www.nytimes.com/2008/11/02/arts/music/02play.html

"De Olinda para o mundo!"

"FOLIA de SANTO" - Novo Projeto de Alessandra Leão em pré estréia!
Clean
November 05, 2008 05:17 AM PST
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Ao conhecer Tiné, ele me contou desse projeto, já antigo, de cantarem loas, hinos e toadas nas Igrejas de Recife. Fiquei encantada imaginando as vozes de Alessandra e Tiné, o violão de Caçapa, além do restante do grupo, envolvidos em um projeto lindo desses. Não como um coro lírico, mas vozes populares, do jeito que minha vó cantaria esses hinos, como D. Olga ( Nãção Estrela Brilhante de Igarassú) canta suas loas.
Que os anjos saúdem, guiem e protejam o projeto, agora registrado em CD, com participações especialíssimas de Silvério Pessoa, Siba,Nilton Jr., Públius, Ivanildo Vila Nova, Tiné, Rudá e Bruno Vinezof, além do historiador Guilherme Medeiros, que assina o texto de abertura do CD.
A produção musical foi assinada por Alessandra Leão, Juliano Holanda e Missionário José (José Guilherme Lima).

A pré estréia é nesse domingo, dia 9/11, no projeto Sítio Cultural (Concha Acústica do Sítio da Trindade, as 17hs e com entrada franca)Recife, PE. O show conta com a participação dos músicos: Alessandra Leão (voz, composições e direção musical) Juliano Holanda (baixo e direção musical), Maíra Macêdo (cavaco e voz), Moema Macêdo (bandolim e voz) e Carlos Amarelo (percussão).

Para escutar um pouco do resultado desse trabalho, basta acessar www.myspace.com/projetofoliadesanto

.: Contatos :.
www.alessandraleao.com.br
www.myspace.com/alessandraleao
www.youtube.com/alessandraleao

VITRÔ RECIFE PRODUÇÕES
Jô Maria / Mery Lemos / Alê Leão
vitroproducoes@gmail.com

Na foto: a Capa do CD FOLIA DE SANTO

ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA
Clean
September 23, 2008 03:16 AM PDT
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A Orquestra Contemporânea de Olinda está em temporada no Rio de Janeiro. Começou sexta passada com um super show no Clube Democráticos ( lotado!) e vai até o final da semana com shows quase diários.
A O.C.O. é formada por 12 músicos de origens e formações variadas, quase todos com trabalhos paralelos solo ou em outras bandas:
Gilú (percussão), Tiné (voz), Maciel Salú (rabeca e voz), Hugo Gila (baixo e teclado), Raphael Beltrão (bateria) e Juliano Holanda (viola e guitarra). Maestro Ivan do Espírito Santo (flauta, sax alto e barítono), regente da tradicional Orquestra Henrique Dias, e de alguns integrantes deste verdadeiro patrimônio musical olindense: Lúcio Henrique Vieira (sax alto), Luís Antônio Barbosa (trompete), José Abimael e Adriano Ferreira (trombones) e Alex Santana (tuba).

Essa mistura resulta em um disco variado, com composições que vão desde música de raiz com pitadas de ritmos paraenses( Balcão de Venda, de Maciel Salú e Tiné) até composições mais complexas e contemporâneas, como "Durante o Carnaval". Essa, com uma sensualidade contida, composta e interpretada por Tiné, é apaixonante!

Sobre ela encontrei a seguinte crítica:

"Durante o Carnaval é uma das músicas mais bonitas do disco. O frenesi dos momentos mais felizes da maior festa quer ser vivido de mãos dadas com a musa, a menina que domina o pensamento, o corpo, o coração e a alma, assim como o mais belo frevo. A melodia é suave e transcendemos nos braços da paixão até quarta-feira chegar."
Rodrigo "Jovem" Palerosi
Estagiário da Programação Musical
São Carlos, 19 de maio de 2008

A O.C.O. estará no Rio de Janeiro até dia 9 de outubro, portanto não deixe de conferir esse som alegre, dançante, leve mas complexo ao mesmo tempo, pois eles têm muito a dizer, "TÁ FALADO" !

23 set 2008 21:00
Nuth - Barra da Tijuca -
Oi Novo Som Rio de Janeiro

24 set 2008 20:00
Gafieira Elite/RJ Rio de Janeiro

25 set 2008 18:00
SESC Tijuca _ WorkSHOW. Rio de Janeiro

28 set 2008 20:00
Teatro Popular - Niteroi/RJ - Teatro Popular Oscar Niemeyer Rio de Janeiro

3 out 2008 23:00
Casa Rosa Cultural/RJ Rio de Janeiro

9 out 2008 23:00
Estrela da Lapa Rio de Janeiro

10 out 2008 20:00
Sesc Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, São Paulo

11 out 2008 20:00
Studio SP - Rua Augusta
São Paulo, São Paulo

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Pra ouvir:
"Durante o Carnaval"

Pernambuco é aqui!
Clean
August 27, 2008 02:15 PM PDT
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Pelo menos essa é a proposta do agitador cultural Roger de Renor (http://www.rogerderenor.com.br) instalando a "EMBAIXADA de PERNAMBUCO” (http://www.embaixada.art.br) em Santa Tereza, RJ, para 15 dias de oficinas, shows, performances variadas, numa boa amostra de cultura popular pernambucana para cariocas conhecerem, e pernambucanos matarem a sede ( e a fome) cultural!
A programação acabou gerando outros eventos pela cidade, tornando o Rio uma sucursal de Olinda:

Aí vai a programação para os próximos dias:

27/08 - quarta-feira - Junio Barreto
28/08 – Quinta – Eddie, Academia da Berlinda, Pedro Salú
29/08 – Sexta – 3 na Massa, Pianorquestra (Todos, e muitomais, na Embaixada)

30/08 - Sábado – RECICLE no Circo Voador(c/ Isaar de França lançando seu último disco Azul, Eddie e a Academia da Berlinda) (1/2 entrada para Pernambucanos)

sábado- Casa Rosa- Adryana BB, Lia de Itamaracá e as Filhas de Baracho

Sábado - Na Embaixada: Vitor Araújo

31/08 – domingo: Grande final da Embaixada com show de Carlos Malta, arrastão de blocos até o Largo dos Guimarães

01/09 – Isaar de França na Modern Sound

04/09 – China no Cinemathéque

06/09 – China na Lapa

Avexe-se!!

Academia da Berlinda
Clean
August 26, 2008 10:59 AM PDT
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Há algum tempo atrás, zapeando, me deparei com um programa daqueles dirigidos à “juventude” ( este produzido por uma TV Governamental) e esse grupo me chamou logo a atenção. Acho que nem cheguei a fazer nenhuma busca, esqueci-me deles.
Corta para sábado passado, sentados num dos puffs da garagem, transformada em lounge, conversávamos sobre Cavalo Marinho, e a conversa foi seguindo pelos rumos musicais do meu interlocutor, um menino ainda. Mas como eu nunca havia ouvido falar nele, já que conhecia todos os demais citados?!
Já em casa procurei conhecer melhor aquele com quem havia conversado: sua música, seus trabalhos tão distintos me impressionaram. Tiné é esse menino de Arcoverde(PE), músico, compositor e cantor que desenvolve trabalho tanto na música de raiz ( c/ disco solo Segura o Cordão, com Caçapa, e o Terno do Terreiro com Maciel Salú) quanto no pop pernambucano através da Academia da Berlinda e no coletivo Orquestra Contemporânea de Olinda ( sem falar no trabalho com Alessandra Leão, com DJ Dolores, e tantos outros)!
Sua capacidade é do tamanho de sua humildade!!
O grupo lá de cima, do 1ºparágrafo é a Academia da Berlinda, que trabalha com ritmos latinos em profusão, cúmbias, salsas, merengues misturados aos carimbós paraenses e que não deixa ninguém parado quando toca! Seja em Pernambuco ou no Rio de Janeiro!

Show de Uberlândia - Arte na Praça ( 1º programa)
Clean
August 02, 2008 09:32 AM PDT

3 vídeos que compõem a primeira parte do programa ARTE NA PRAÇA com o show apresentando por Sà, Rodrix & Guarabyra em Uberlândia, dia 6 de julho passado. Trechos do show entremeados com trechos da entrevista!


Roque santeiro/ Harmonia





Viajante/primeira canção da estrada


Aqui se faz, aqui se paga/



Gravações do Novo Disco de Sá, Rodrix & Guarabyra
Clean
August 01, 2008 03:10 AM PDT
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Ontem, enquanto rolava uma polêmica ao redor de um release que anunciava o lançamento do disco para novembro, em Curitiba ( show cancelado), Marlene foi dar uma conferida no estúdio Showlivre, em São Paulo, onde o Trio coloca a voz nas faixas. O resultado foram fotos inéditas mostrando o meticuloso processo de gravação, orquestrado pelo produtor musical TAVITO (cujo disco solo, recheado de inéditas, será lançado em Outubro, para deleite de seus fãs e admiradores. )

Difícil selecionar algumas fotos em quase 200 registrando o momento histórico da gravação da voz nesse disco tão aguardado por todos que admiram o Sá, Rodrix & Guarabyra: o primeiro num intervalo de 7 anos, só músicas inéditas ! Algumas, como "Cidades Meninas" já disponíveis para "degustação" no youtube. Mas todas com a marca registrada do Trio, o DNA SR&G!

Fotos: http://paraisoagora.blogspot.com

PAPO de MÚSICO com Tavito, Ana Paula Xavier e Toninho Spessoto
Clean
June 02, 2008 02:54 PM PDT
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O cantor, compositor, publicitário e produtor TAVITO é o próximo convidado do Projeto PAPO DE MÚSICO, que o jornalista, radialista e produtor musical TONINHO SPESSOTO apresentará na terça-feira, 10 de JUNHO, no Villaggio Café, em São Paulo.

Mineiro de Belo Horizonte, TAVITO faz parte da maravilhosa geração do Clube da Esquina, confraria musical formada por músicos das Minas Gerais, ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta e Flávio Venturini, entre outros nomes. Foi integrante do lendário Som Imaginário, grupo que acompanhou Milton Nascimento e fez discos memoráveis.

Casa no Campo, parceria com Zé Rodrix, já seria suficiente para inscrevê-lo na galeria dos maiores compositores da música brasileira. Mas além da canção imortalizada por Elis Regina, TAVITO é autor de outros clássicos como Rua Ramalhete (parceria com Ney Azambuja), Começo, Meio e Fim (com Ney Azambuja e Paulo Sérgio Valle) e Água e Luz (com Ricardo Magno). Tem canções gravadas por, entre outros, Zé Rodrix, Amelinha, Jane Duboc, Leny Andrade, Golden Boys, Erlon Chaves e Paul Mauriat, Elis Regina, Rosa Marya Colin, Roupa Nova, Zizi Possi, Ronnie Von, Selma Reis, Rosemary, Erasmo Carlos, Vânia Bastos, Sandra de Sá, Zé Ramalho, Affonsinho, Biafra, Trio Esperança e Pery Ribeiro. Criador de jingles publicitários da maior qualidade, foi dono de uma das melhores produtoras do mercado, a Zurana, Como produtor, fez discos e arranjos vocais para, entre outros, Zé Rodrix, Marcos Valle, 14 Bis, Renato Teixeira, Roberto Carlos e Ivan Lins.

Radicado em São Paulo, TAVITO tem feito grandes canções em parceria com Zé Rodrix e Alexandre Lemos e com novos autores, quase todos ligados ao Clube Caiubi de Compositores e à M-Música, comunidade virtual de discussão musical. Atua, também, como produtor de trilhas de novelas da TV Record. No momento, termina as gravações de seu quarto disco e começa a trabalhar na produção do próximo trabalho do trio Sá, Rodrix & Guarabyra.

No PAPO DE MÚSICO, TONINHO SPESSOTO conversará com TAVITO num clima de total descontração, a exemplo do que faz no Vitrola, programa que produz e apresenta há quatro anos na allTV, TV pela internet, e do que ocorreu nas edições anteriores do projeto, com Celso Viáfora, Bruna Caram e Thomas Roth como convidados. Durante o papo, TAVITO lembrará fatos e curiosidades da vida e carreira e mostrará canções. O público também poderá participar fazendo perguntas. O objetivo é criar uma interação cada vez maior entre artista e público. O PAPO DE MÚSICO com TAVITO terá abertura da cantora e compositora ANA PAULA XAVIER, um dos grandes talentos da nova geração. O PAPO DE MÚSICO agora é também programa de rádio. Entrará no ar na segunda quinzena de junho pela USP FM, às segundas-feiras, meia-noite.

PAPO DE MÚSICO com TAVITO
Abertura: ANA PAULA XAVIER
Produção e Apresentação: TONINHO SPESSOTO
Terça-feira, 10 de Junho, ás 21 horas
Villaggio Café – Rua Teodoro Sampaio, 1229 – Pinheiros, São Paulo
Couvert Artístico a R$ 15,00
Informações: (11) 3571 3730 – www.villaggio.com.br

Um MEGA SUCESSO o MEGA SHOW SR&G + Flávio Venturini e 14 BIS
Clean
June 01, 2008 10:03 AM PDT
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Apesar dos 20 mins de atraso ( o público não parava de chegar ao teatro, até os últimos instantes haviam pessoas comprando ingressos dos cambistas!), o Chevrollet Hall lotadinho incendiou ao show de Sá, Rodrix & Guarabyra ( acústico, sem a banda que os acompanha). 4 mil ( dados da produção) pessoas irmanadas no mesmo clima, apesar do friozinho de BH. Várias músicas e quase 1 hora depois, Flávio Venturini juntou-se a eles para cantar, entre outras, Pássaro ( momento tido como dos mais emocionantes, como TODOS ao palco) e com o Sá (solo) Garapuá ( a mais recente das parcerias conhecidas entre os dois, pq devem haver outras ainda desconhecidas!)
Flávio Venturini foi excelente dando enfoque maior ao repertório do Clube da Esquina, mas o público aguardava Flávio & 14 Bis ( ou melhor: Flávio NO 14 BIS), e assim foi...o “emocionômetro” voltou a dar sinais! Até o final com todos, emocionadíssimos, cantando Espanhola", "Criaturas da Noite" e "Caçador de Mim" (com participação especial do Beto Guedes, que tinha ido assistir ao espetáculo e foi convidado a participar, sendo ovacionado de pé!). Até às 2 da manhã ouvia-se os últimos acordes de “Linda Juventude”, última canção do bis.

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Todos juntos no palco em Pássaro
Foto da Vânia

Algumas considerações sobre o Prêmio Tim que não podem passar em branco:
Clean
May 30, 2008 12:19 PM PDT
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1.A consagração do Vitor Ramil com Satolep Sambatown (c/Marcos Suzano) como melhor cantor popular ( voto popular)

2. Os 2 prêmios Tim ao Emílio Santiago depois de anos sem gravadora!
(segundo as gravadoras ele não era um perfil muito comercial nos últimos anos)

3. Vanessa da Matta com prêmio de melhor cantora ( nem entro no mérito), e nenhuma indicação à Roberta Sá.

4 Prêmio mais que merecido do Nação Zumbi.

5 Categoria indiscutíveis: Nana Caymmi, Da Lua , 100 anos de Frevo, Baden Powell, Paulinho da Viola, Zimbo Trio e é claaaro...DOMINGUINHOS!

6 Categoria Você Precisa Conhecer: Céu Na Terra, Rodrigo Maranhão e Siba ( Mestre Siba, de tanta admiração que tenho pelo trabalho desse menino!)

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Para ouvir: Caminho das Aguas ( Rodrigo Maranhão do CD Bordado)

Foto: Siba e a Fuloresta

Arnaldo & Eu, Eu & Arnaldo, Arnaldo e o TIM
Clean
May 30, 2008 06:23 AM PDT
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Saiu o Prêmio TIM! Podem até contestar, mas a verdade é que é uma das premiações mais importantes do mercado fonográfico. E ganhou o Arnaldo Antunes com o melhor disco de Pop/Rock! Meus ouvidos hoje são de mercador e nem escuto quem o critica, talvez porque não entenda seu trabalho. Mesmo quando ele não canta , mesmo quando faz a anti música, não interessa: interessa a atitude , o conjunto da obra. O Arnaldo punk, o doidaço, o pai, o outsider, o poeta, o meigo e romântico ( se bem que tudo têm limites: Amor I love youuuuuuuu é demais!): de Bichos Escrotos e Pulso à Nossa Bagdá, passando por Lavar as mãos ( Ratimbum),Grupo Corpo e Tribalistas. SEM PRECONCEITOS ! Não vou me adaptar! Amei pular no palco rock, Virada Cultural, República, 1 da tarde, sol à pino, batendo cabeça “acústico” com a trilha de “AO VIVO em ESTÙDIO”!
Taí!! Não estava errada: Parabéns!!!

Três da tarde no sul da Bahia. De acordo com as normas de segurança da chata, todos deveríamos sair dos carros e aguardar a travessia. Sentei-me nos banquinhos laterais. Um pé apoiado na grade chamou minha atenção: “Como seria aquele homem que usa Birken fechada?”, pensei. E segui a perna acima com o olhar! Quase caí da barca. Ao meu lado, entre nossos filhos, estava ARNALDO ANTUNES em pele, osso( muito),cabelos(poucos) e genialidade! Em êxtase pensei em tudo que queria dizer(minha família cogitou em me largar naquele instante) ensaiei mil coisas, fotos que nunca tirei sob ameaça de escândalo familiar. E antes que pudesse fazer qualquer coisa, já havíamos chegado! Como me arrependi...rs....NUM DIA me faz lembrar muito dessa temporada de verão em Arraial D’Ajuda, férias essas que reaprendi a ser feliz, que reaprendi o significado de férias!


Para Ouvir: IMAGINEI - c/ David Moraes, Arnaldo Antunes, Marya Bravo e Dadi

Foto: acervo TrEm De DoIdO na Virada Cultural SP




PREMIO TIM
Clean
May 29, 2008 05:53 AM PDT
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CATEGORIA VOTO POPULAR
Melhor cantor: Vitor Ramil

Melhor cantora: Ivete Sangalo

CATEGORIA POP/ROCK
Melhor grupo: Nação Zumbi – “Fome de tudo”
Melhor cantor: Jorge Benjor – “Recuerdos de Asunción 443”
Melhor cantora: Vanessa da Mata – “Sim”
Melhor disco: “Ao vivo no estúdio” – Arnaldo Antunes

CATEGORIA MPB
Melhor grupo: Boca Livre – “Boca Livre ao Vivo”
Melhor disco: Emílio Santiago - “De um jeito diferente”
Melhor cantor: Emílio Santiago - “De um jeito diferente”
Melhor cantora: Nana Caymmi – “Quem inventou o amor”




CATEGORIA POPULAR
Melhor dupla: Sandy & Júnior – “Acústico MTV”
Melhor disco: Fafá de Belém – “Ao vivo”
Melhor grupo: Orquestra Popular Céu na Terra – “Bonde folia”
Melhor cantor: Martinho da Vila – “Do Brasil e do mundo”
Melhor cantora: Fafá de Belém – “Ao vivo”

CATEGORIA REGIONAL
Melhor cantor: Rodrigo Maranhão – “Bordado”
Melhor cantora: Ivete Sangalo – “Ao vivo no Maracanã”
Melhor disco: “Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar” – Siba
Melhor dupla: César Oliveira e Rogério Melo – “O campo”
Melhor grupo: Meninas de Sinhá (Ta caindo Fulo)

CATEGORIA SAMBA
Melhor disco: Paulinho da Viola – “Acústico MTV”
Melhor grupo: Fundo de Quintal – “O quintal do samba”
Melhor cantor: Paulinho da Viola – “Acústico MTV”
Melhor cantora: Alcione – “De tudo que eu gosto”

CATEGORIA ESPECIAL
Melhor DVD: Maria Bethânia – “Pedrinha de Aruanda” (Andrucha Waddington) e “Bethânia bem de perto” (Julio Bressane e Eduardo Escorel)
Melhor disco eletrônico: “Social” - Marcelinho da Lua
Melhor disco de língua estrangeira: “Fake standards” – Rodrigo Rodrigues
Melhor disco erudito: “Beethoven – Abertura a consagração da casa sinfonia n6” – OESP Melhor disco infantil: “Por quê?” – Rita Rameh e Luiz Waack
Melhor projeto especial: “100 anos de frevo” (vários artistas)




CATEGORIA REVELAÇÃO
Rodrigo Maranhão




CATEGORIA FULL TRACK (downloads)
Vítor e Leo – “Amigo apaixonado”


CATEGORIA INSTRUMENTAL
Melhor disco: Yamandú Costa e Dominguinhos - “Yamandú + Dominguinhos”
Melhor solista: Baden Powell – “Baden plays Vinicius”
Melhor grupo: Zimbo Trio – “Ao vivo”

CATEGORIA ARRANJADOR
Melhor arranjador: Cristóvão Bastos (“Acústico MTV” – Paulinho da Viola)

CATEGORIA CANÇÃO
Melhor canção: “Vai dizer ao vento” – Paulinho da Viola

CATEGORIA PROJETO VISUAL
Melhor artista: Siba e a Fuloresta – “Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar” – Luciana Facchini e os gêmeos



CIRCLE BENDING
Clean
May 24, 2008 07:27 PM PDT

Música eletrônica não é minha praia, mas experimentalismo é sempre bem vindo! Coisas novas oxigenam o que já está antigo, e promove-se a renovação. Que o diga Smetak!
Chegou as minhas mãos, ou olhos, um vídeo de CIRCUIT BENDING e fui pesquisar pra entender melhor. Encontrei esse texto da Liana Brasil sobre música experimental:

“Vale para quem conhece e para quem não conhece nada de eletrônica. `A primeira vista, um circuito é um enigma, você não sabe qual a função de nenhuma das mínimas partes. Você começa a conectar partes aleatoriamente, adicionar componentes, botões, e o resultado é a distorção de algum som do próprio brinquedo ou a criação de sons totalmente novos.

Arte é muitas vezes feita de acasos, "acidentes" do processo criativo que resultam em uma oportunidade de explorar uma nova forma, uma cor, uma idéia, um conceito. A busca por estes acasos é a essência do circuit bending.

Modificar aparelhos em busca de sons originais não é coisa recente. Considerado o pai do circuit bending , Reed Ghazala começou a conectar partes e provocar curto-circuitos no seus aparelhos em busca de sons quando tinha 15 anos, em 1967. Ele não tinha dinheiro para comprar um sintetizador, então inventou um jeito barato e anárquico de disparar sons originais. Até hoje ele cria instrumentos com nomes como incantors, insectaphones e aleatrons.
Além de exibir a música experimental, os objetos modificados são verdadeiras esculturas freak, colagens com pedaços de aparelhos variados, como sintetizadores, controles remotos, CD players, alto-falantes, telefones, bonecas, e todo tipo de brinquedos, dentre eles o Speak & Spell , um brinquedo eletrônico que ensinava crianças a soletrar, criado em 1978 nos EUA. Ele é um alvo clássico dos circuit benders.”

Imperdível é o japonês entrando em êxtase, liberando a kundalini!

Novas sobre o TAVITO
Clean
May 23, 2008 09:54 AM PDT

Tavito, além de estar produzindo o disco novo de Sá, Rodrix & Guarabyra, tem passado alguns dias na semana no Rio de Janeiro, finalizando seu novo disco. Em uma dessas estadias contou-nos as novidades: o disco de inéditas, onde figura a canção EMBORA ( de Tavito e Alexandre Lemos), uma guarânia lindíssima que está na trilha sonora da nova novela do SBT, REVELAÇÃO, além dois clássicos: Rua Ramalhete e Aquele Beijo! As novidades estão guardadas para o lançamento em agosto! Novo show à vista, vontade de cair na estrada não lhe falta ( Rio, São Paulo e Minas só pra começar!)
E em junho haverá o show/papo PAPO DE MÚSICO, uma mescla de entrevista e show com o TAVITO apresentando outra cantora ANA PAULA XAVIER , os dois entrevistados por TONINHO SPESSOTO, no Villagio! Tavito tem muuuuito a contar e ouvi-lo é sempre um prazer!
Achou pouco? Mas tem mais, ele fez a trilha para os vídeos institucionais do ProJovem, e já deve estar com outros projetos publicitários à caminho!
O detalhe interessante é que o Caetano Veloso anda copiando o Zé Rodrix e o Tavito...do mesmo modo que Zé e Tavito vêm fazendo shows para testar o repertório novo para seus discos, Caetano vem testando suas canções em shows semanais. E ainda tem gente que acha o Caetano “revolucionário”!

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EMBORA ( de Tavito e Alexandre Lemos) com os dois, além de Bezão ( do Rossa Nova) e do Zé Rodrix, gravado no show de aniversário do Tavito!
http://www.youtube.com/watch?v=wOF13QDedu4
Vídeo da Monika!

Clean
May 20, 2008 09:15 AM PDT

Alguns dramas você jamais tomará conhecimento, mesmo que eles sejam públicos, seus personagens famosos e seus dramas televisionados. Como no caso do cantor de calypso-sertanejo que morreu no palco, em pleno show, no Pará. Assim, caiu, a música tocando e já estava morto! Sua arte poderia ser de gosto discutível, mas havia quem gostasse, consumisse e por isso ele a produzia. E bem , ao que parece, pois era bastante queridos pelos colegas e sua mulher também seguia seus passos.
“O Brasil não conhece o Brasil” nunca me soou tão verdadeiro!

A Nova Geração do Clube da Esquina na voz & violão de Heitor Branquinho
Clean
May 19, 2008 01:27 PM PDT
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Para ouvir: Heitor Branquinho e Milton Nascimento "O que vale é o nosso amor"

"um Branquinho e um Violão" é o mais novo trabalho do jovem mineiro de Três Pontas Heitor Branquinho (24).
O título deste novo projeto é uma referência ao formato do show gravado ao vivo em sua cidade natal, no "Museu do Café", no Hotel Fazenda Pedra Negra, acompanhado apenas por seu violão.

Neste trabalho interpreta 16 composições próprias – letras e músicas – que exploram temas como o amor em diversas situações, a amizade e o cotidiano. Conta com a participação especial do amigo e conterrâneo Milton Nascimento na canção "Amigo", tocando sua tradicional sanfoninha de 8 baixos e em "O que Vale É o Nosso Amor" em um belíssimo dueto vocal.

O CD trás ainda como faixa bônus, um remix drum`n`bass da música "O que Vale É o Nosso Amor", produzido pelo DJ carioca Marcelinho da Lua.
Apresenta uma identidade própria, passeando por ritmos como o samba, choro, afoxé, balada, etc; sonoridade que se encaixa bem na diversidade da música brasileira, além de harmonias e melodias influenciadas também pelo som do "Clube da Esquina".

*************
Sem esquecer que Branquinho fez parte do Grupo Ânima MInas, que reunia jovens musicos de Três Pontas, e que gravaram a versão mais emocionante de Paciência ( segundo seu compositor) com Lenine e Milton Nascimento ( no DVD Pietá).

Familia que escuta o TERÇO unida...
Clean
May 15, 2008 06:34 AM PDT
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A boa desse fds é assistir ao Terço no Teatro Rival Petrobrás. Boa para todas as gerações!! Se me falassem há 30 anos atrás que eu levaria família completa no show do Terço eu me "danava a rir"( como diria o Guarabyra!): eu nem acreditava em vida após os 30!!!!
Enfim, cá estou eu e cá está o TERÇO, completinho ( com o espírito do Moreno iluminando o batera, igualmente bom! )!
Vai ser difícil assistir sentadinha, lembro-me de shows antológicos em cinemas adaptados para casas de shows, ou na sala do MAM enfumaçadérrima ( névoa química? Nem existia, não era necessário...rs).
Um específico, em 1978, no antigo Cine da av. João Pessoa, em Porto Alegre foi inesquecível. Uma das cordas do baixo do Magrão rompeu-se e ele teria que buscar em alguma loja de artigos musicais. Havia ido até o cine para assistir a montagem da banda com meu namorado na época, baterista chamado “Pé”, que sabia que eu conhecia bem a região, por já ter morado lá. Apesar da minha extrema timidez empurrou-me para acompanhar o Magrão nessa aventura! O que fiz bravamente, salvando o Terço do buraco...rs Enquanto o Moreno pregava, literalmente, os pratos no chão inclinado do cinema ( pouco adiantou: à noite, quando o Moreno se empolgava tudo meio que “escorregava” nos causando uma imensa aflição...rs), sai com o Magrão rezando para todos os santos que “alguém” me visse naquele momento único. À noite o show foi espetacular, único e especial! Como será o de amanhã!

Mombojó e China no Circo Voador
Clean
May 04, 2008 07:00 PM PDT
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Pra ouvir: Canção - do CD SIMULACRO, China

Mombojó no Rio é coisa tão rara que não dá pra abrir mão e lá fui eu, passando mal, filha à tiracolo ( quem há de acreditar que era EU levando ela?) pra justificar. Tudo pra ver o China ( ah, dele ela gostou, apaixonou-se pela dancinha), rever o Yuri Queiroga e o Mombojó com o fofo Felipe à frente! Saudades daquele tanto de gente que enchia o palco, o que foi atenuado com as canções que as duas bandas tocaram juntas! Nada substitui a leveza da flauta do Rafa que faz a maior falta, espero que o Felipe S. reveja sua postura de não convidar mais ninguém, mas a doçura do Mombojó, as canções melodiosas, não encontram similar. Algumas novas foram testadas, com sucesso!.
China tb é “delicioso”, já conhecia o seu trabalho através dos projetos, dos coletivos, mas não havia visto ainda um show! Meu sickness passou com a calma da sua voz, sua energia e a beleza das canções. Agridoce às vezes, mas que me levam a pensar como consigo viver longe da “Cidade sem inverno” (inédita do Mombojó apresentada ontem). Semana que vem tem Lenine, e na outra Alessandra Leão. Enfim o Rio está recebendo, não com a assiduidade que gostaria, o melhor da música pernambucana!

Mais do China:
http://www.chinaman.com.br/

Dias 24 e 25 de Maio o mesmo show estará em SP, SESC POMPÉIA!!!

Mais um trechinho da Virada
Clean
May 03, 2008 04:02 AM PDT

Mais um filminho, esse exclusivo, da apresentação de Sá, Rodrix & Guarabyra recriando o clássico Passado, Presente, Futuro, durante a VIRADA CULTURAL de São Paulo. Filmado sob muita tensão já que nosso grupo foi especialmente advertido sobre filmagens e fotografias não autorizadas ( pela organização do show, e não pela produção do trio!)
Um trechinho de CRIANÇAS PERDIDAS ( do Zé Rodrix, composta durante um regresso sentimental do Zé à cidade no interior do Rio de Janeiro onde nasceu seu pai.)

Clean
April 28, 2008 09:32 AM PDT

Santa Monika Trangressora, guardiã dos Deuses, protetora dos fãs que moram longe ( e dos que estão pertinho tb!), registrai cada segundo desse show histórico que proporcionou imensa alegria aos fãs que eram demasiadamente jovens na época ou aos que só conheceram SR&G anos mais tarde!!! Que sua máquina não seja descoberta pelos vigilantes atentos, e que a luzinha que ela emite seja providencialmente encoberta, para que possamos nos divertir com seus vídeos!
Salve, Salve Santa Monika Trangressora, que os anjos te protejam e não me deixais nunca mais 4 horas na fila...

"COM VOCÊS: LUIZ CARLOS SÁ, JOSÉ RODRIGUES E GUTTEMBERG GUARABYRA" ( Locutor da Virada Cultural apresentando o show do Teatro Municipal)

Discografia Completa de Sá, Rodrix & Guarabyra ( atualizada, novos links)
Clean
April 28, 2008 09:05 AM PDT

Aí estão os novos links para a obra de Sá, Rodrix & Guarabyra, completa!
Qualquer erro ou link não encontrado, entre em contato!

1972 - Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente & Futuro
http://www.4shared.com/file/19005808/3fdeee80/PPF_72_Terra_73_.html

Zepelim (Luiz Carlos Sá)
Ama teu vizinho (Luiz Carlos Sá - Zé Rodrix)
Juriti Butterfly (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
Me faça um favor (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
Boa noite (Luiz Carlos Sá - Zé Rodrix)
Hoje ainda é dia de rock (Zé Rodrix)
Primeira canção da estrada (Luiz Carlos Sá - Zé Rodrix)
Cumpadre meu ((Guarabyra)
Crianças perdidas (Zé Rodrix)
Azular (Luiz Carlos Sá)
Ouvi contar (Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
Coda: Cigarro de palha (Guarabyra)

1973 – Sá, Rodrix e Guarabyra – Terra
http://www.4shared.com/file/24502108/124d1a26/Sa_Rodrix_e_Guarabyra_-_1973_Terra.html

1 Os anos 60
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
2 Desenhos no jornal
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
3 Meste Jonas
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
4 Blue Riviera
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
5 Adiante
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
6 Pindurado no vapor
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
7 O pó da estrada
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
8 O brilho das pedras
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
• Paulo Afonso (Luiz Carlos Sá-Zé Rodrix-Guarabyra)
9 Até mais ver
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)

1973 – Sá e Guarabyra – Nunca (com “O Terço”)
http://www.4shared.com/file/24520883/925ee9c2/Sa_e_Guarabira_-_Nunca.html

1975 – Sá e Guarabyra – Cadernos de Viagem ( c/ Marisa Fossa)
http://www.4shared.com/file/24511118/2483ad39/sa__guarabira_-_com_marisa_fossa.html

1977 – Sá e Guarabyra – Pirão de Peixe com Pimenta
http://www.4shared.com/file/18488421/82d2177c/Piro_de_Peixe_com_Pimenta.html

1979 – Sá e Guarabyra – Quatro
http://rapidshare.com/files/93712877/S__e_Guarabyra-Quatro.zip

1983 – Sá e Guarabyra – Dez anos juntos
http://www.4shared.com/file/24516125/ecc8bafe/Sa__Guarabyra_-_1982_10_Anos_Juntos.html

1984 – Sá e Guarabyra – Paraíso Agora
http://www.4shared.com/file/44484182/2269b70f/Paraiso_Agora.html

1985 – Sá e Guarabyra – Harmonia
http://www.4shared.com/file/18489981/c8590bc0/Harmonia.html

1987 – Sá e Guarabyra – Cartas, Canções e Palavras
http://www.4shared.com/file/44523396/23a06584/11Cartas_Canes_e_Palavras.html

1990 – Sá e Guarabyra – Vamos Por Aí
http://www.4shared.com/file/44514924/f9ba1adc/Vamos_Por_A_.html

1994 -Sá & Guarabyra
http://www.4shared.com/file/45951873/8808c30/SG-SG94.html

1997 – Sá e Guarabyra – Rio-Bahia
http://www.4shared.com/file/19873553/a6bb51bf/Rio_Bahia.html

1999 – Sá e Guarabyra – Orquestra Sinfonia de Americana ao Vivo
http://www.4shared.com/file/44514923/67de8f7f/SaGuarabyraOrqAmericanaAoVivo.html

2001 – Sá, Rodrix e Guarabyra – Outra Vez na Estrada
Parte 1:
Parte 2:
Inéditas: http://rapidshare.com/files/38453582/S___Rodrix___Guarabyra_-_Outra_Vez_Na_Estrada.rar.html

Coletâneas, solos, etc:

Lembranças do futuro ( Guttemberg Guarabyra - 2007)
http://www.4shared.com/file/29951689/649c3718/Lembrancas_do_Futuro.html

1988 – Sá, Rodrix & Guarabyra – O Rock Rural de Sá, Rodrix e Guarabyra
http://rapidshare.com/files/7634954/Sa__Rodrix_e_Guarabyra_-_O_Rock_Rural_de_Sa__Rodrix_e_Guarabyra.zip.html

1988 – Sá e Guarabyra – Quinze Anos Juntos
Sá & Guarabira
http://rapidshare.com/files/63842428/S____Guar_abyra-S____Guar_abyra.rar

O Melhor de Sá & Guarabyra
http://rapidshare.com/files/63861169/S____G_uarabyra_-_O_M_elhor_de_S____G_uarabyra.rar

Doidivana música d'OS DOIDIVANAS
Clean
April 17, 2008 12:56 PM PDT
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Há muito não escuto as novidades do Rock Gaúcho, portanto é com alegria quase adolescente que descubro uma banda de Pelotas, fazendo o mais puro Rock Regional ( Não confunda com Rock Rural que tem referências no bucolismo campestre, algo idílico.)
O Rock Regional gaúcho está para o Rock Rural como o Punk Rock para todo o resto antes produzido. Vital, vai direto na veia, desestrutura as cantigas regionais, mistura tudo com energia jovial e cospe na cara dos tradicionalistas arraigados! ( Não por coincidência Chico Science é uma das inspirações do Grupo!) . OS DOIDIVANAS
fazem exatamente isso: intitulam-se Rock Bagual, fazem
uma deferência ao bugio ( o único ritmo genuinamente gaúcho), e em ALÉM DOS QUINTAIS DO RANCHO ditam um manifesto à favor da revitalização dos ícones. TODOS! Inclusive musicais.
No seu novo disco ( e 4º disco), independente, NOSOTROS, regravam antigas canções da Califórnia da Canção, de Cenair Maicá à Bebeto Alves ( o pai da Mel) passando por Almôndegas( o grupo do Kleyton & Kledyr), inclusive o clássico de Mercedes Sosa – letra de Atahualpa Yupanqui- “Los Hermanos”( aquela chatíssima mas que nos fazia chorar, admito: “Yo tengo tantos hermanos !”)
Que prazer ver um grupo que sabe de onde veio, pra onde vai, o que faz e em que contexto está inserido!
Ah...o nome é um tanto gay, mas deve ser uma brincadeira até com a origem do grupo: Doidivanas significa pessoa estouvada, extravagante.

Para ouvir: Recuerdos da 28 – Canção de Luiz Marenco, da 10 ª Califórnia da Canção ( Festival Tradicionalista de Música Gaúcha) com os Doidivanas

Os Doidivanas no MySpace: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=81472906
Pra comprar o CD: http://www.doidivanas.com.br

VIRADA CULTURAL de SÃO PAULO - 24 horas de boa música
Clean
April 06, 2008 12:20 PM PDT
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Cultura pra quem quer consumir cultura, música pra todos os gostos, tudo gratuitamente disponível nas mais diversas partes da cidade. Desde Siba até O Terço, passando por Egberto Gismonti e Naná Vasconcellos, Teatro Mágico, e Sá , Rodrix & Guarabyra!
Tá bom...vá lá...tem também sertanejo e pagode, mas abre espaço para os independentes de outros estados e a única pena é não poder ser onipresente em todos os palcos e espaços.

Alguns shows recriarão discos antigos, tais como SNEGS, do Som Nosso de Cada Dia e o PASSADO, PRESENTE, FUTURO (1973) do SR&G. Isso sim um presente, uma oportunidade única de ouvir o disco inteiro, com arranjos originais. No caso do Som Nosso de Cada Dia, um revival da banda única e exclusivamente para essa data ( VIVA MANITO E PEDRÃO que toparam encarar essa!)

LEMBRANDO AINDA QUE TEM TONINHO HORTA & ORQUESTRA FANTASMA COMPLETA NO SESC PINHEIRO NESSE MESMO FDS, PARTE DA PROGRAMAÇÃO DA VIRADA CULTURAL!

Aí vai a programação completa:

Veja abaixo a programação dos principais palcos da Virada:

PALCO SÃO JOÃO
Local: Av. São João com Rua Aurora
18h - Cesária Évora
21h - Gal Costa
00h - Zé Ramalho
03h - Mutantes
06h - The Gladiators
09h - O Teatro Mágico
12h - Marcelo D2
15h - Orquestra Imperial
18h - Jorge Ben Jor

TEATRO MUNICIPAL
Local: Praça Ramos de Azevedo
18h - Luiz Melodia – Pérola Negra (1973)
21h - Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos – A Dança das Cabeças (1977)
00h - Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
03h - O Som Nosso de Cada Dia – Snegs (1973)
06h - Pepeu Gomes – Geração do Som (1978)
09h - Hamilton de Holanda e Danilo Brito - Vibrações de Jacob do Bandolim (1967)
12h - Márcia, Eduardo Gudin E Paulo César Pinheiro – O Importante É que a Emoção
Sobreviva (1974)
15h - Paulo Vanzolini – Onze Sambas e Uma Capoeira (1967)
18h - Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio - O Fino da Bossa (1964)

BAILE CHIQUE
Local: Praça Cível Ulysses Guimarães (Parque D. Pedro)
18h – Apresentações de: João Break e L. Zee, Nelson Triunfo, Ninja e Mc Jack, Potencial 3, De Repente, Região Abissal, Detroit Power Moves, Crazy Crew, Street Warriors, Potencial 3, De Repente, Região Abissal, Detroit Power Moves, Crazy Crew, Street Warriors, Frank Bruno (Black Juniors), História Mike e Pepeu, Do Código 13, Tempo DJ Helio Branco, Bom Grupo Funk & Cia, Soul Sisters, Face Negra, Marcelinho e Back Spin Crew, Thaíde, Luna, Eletric Boogie, Matéria Rima, Radicais Do Peso, Produto de Rua, Fábio Rogério, Roney Yo Yo, Doctor MCs, DJ Hum
00h - Banda Black Rio e Convidados
01h30 - Musicaliando
02h - Skowa e A Máfia
03h30 - Tony Hits
04h - Luis Vagner - Guitarreiro (1976)
05h30 - Chic Show
06h - Bebeto
08h - Z’África Brasil
09h - Xis
11h - Rappin’ Hood e Sinfonieta
13h - Thaíde
15h - Motirô
17h - Afrika Bambaata e Zulu Nation Brasil

BAILE DO AROUCHE
Local: Largo do Arouche
19h - Nelson Ned
21h - Havana Sax
23h - Roberto Luna
01h - Antonio Carlos e Jocafi - Antonio Carlos e Jocafi (1973)
03h - Maria Alcina - Maria Alcina (1974)
05h - Lafayette e Os Tremendões
07h - Quasímodo e convidado
09h - André Busic - Let’s Get Lost de Chet Baker (1959)
11h - The Jordans
13h - Evaldo Gouveia e Altemar Dutra Junior
15h - Miele
17h - Wilson Simoninha - Alegria Alegria vol.2 de Wilson Simonal (1967)

ROCK REPÚBLICA
Local: Praça da República
18h - O Terço
20h - Terreno Baldio
21h30 - Casa De Máquinas
23h30 - Harppia
01h - Paul Di’Anno _ Killers (1981)
03h - Derrick Green, Andreas Kisser e Convidados
04h30 - Overdose
06h - Volcano
07h30 - Vodu
09h - Korzus
10h30 - Bando do Velho Jack
11h45 - Los Goiales All Stars
12h - Cachorro Grande
14h - Arnaldo Antunes
16h - Lobão
18h - Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1981)

PALCO DAS MENINAS
Local: Av. Ipiranga, esquina com Rua Araújo
18h - Mariana Aydar
20h - Tatiana Parra
22h - Marina De La Riva
00h - Andrea Dias
02h - Joana Duah
04h - Clara Moreno
05h45 - Aline Muniz
07h30 - Bia Góes
09h15 - Giana Viscardi
11h - Malu Magalhães
13h - Bruna Caram
15h - Verônica Ferriani
17h - Fernanda Takai

BAILE DE BAMBAS
Local: Av. Rio Branco
19h – Leões De Israel
21h – Sine Calmon e Morrão Fumegante
23h – Ras Bernardo e Walking Lions
01h – Edu Ribeiro
03h – Peixe Elétrico
05h – Falamansa
07h – Oswaldinho do Acordeon
09h – Banda Pífanos de Caruaru
11h – Quinteto Violado
13h – Miriam Miràh, Jica e Turcão – Gracias a la Vida de Tarancón (1976)
15h – Renato Borghetti
17h – Inezita Barroso - Vamos Falar de Brasil (1958)

BOTECO DE BAMBAS - SAMBA DE MESA 24 HORAS
Local: Largo Santa Efi gênia
18h - Samba da Laje, Tuca da Silva, Dona Inah
20h - Velha-Guarda da Vai-Vai, Elizeth, Thobias da Vai Vai, Osvaldinho da Cuica
22h - Nossa Chama, Arlindo Cruz, Zé Carlinhos, Docão
00h - Terreirão, Reinaldo Príncipe do Pagode, Didi, Denden, Maradona
02h - Pagode do Cafofo, Royce do Cavaco, Helder, Adeilton
04h - Pagode da V. Guarani, Almir Guineto, Sombrinha
06h - Paranapanema Sambaqui (Samba de bumbo e rural)
08h - X-9 Ala Musical, Germano Mathias, Poetas da Morada Silvio Modesto
10h - Samba Autêntico, Velha-Guarda Camisa Verde e Branco, Ideval & Zelão
12h - Velha-Guarda Nene V. Matilde, Mydras, Douglinhas (Quesito), Walter Alfaiate
14h - Samba da Vela, Nelson Sargento, Ney Silva
16h - Quinteto em Preto e Branco, Dona Ivone Lara, Murilão

FESTIVAIS INDEPENDENTES
Local: Pátio do Colégio
18h - Vítor Araújo (PE)
18h45 - Mundo Livre S.A. (PE)
19h30 - Macaco Bong (MT)
20h30 - Luísa Mandou um Beijo (RJ)
21h15 - Petro Massa (MG)
22h15 - Estrume’n’tal (MG)
23h - Los Porongas (AC)
23h45 - Sick Sick Sinners (PR)
00h30 - Mechanics (GO)
01h30 - Vanguart (MT)
02h15 - Retrofoguetes (BA)
03h - Trilöbit (PR)
04h - Fóssil (CE)
04h45 - Unidad Imaginária (RJ)
05h - Mestre Kuca (TO)
06h30 - Filo Medusa (AC)
07h15 - Boddah Diciro (TO)
08h15 - Coveiros (RO)
09h - Diego de Moraes (GO)
09h45 - Porcas Borboletas (Mg)
10h30 - Linha Dura e DJ Taba (MT)
11h30 - Costa a Costa (CE)
12h15 - Do Amor (RJ)
13h - Rivotrill (PE)
14h - Bugs (RN)
14h45 - Supergalo (DF)
15h30 - The Sinks (RN)
16h30 - Superguidis (RS)
17h15 – MQN (GO)
18h - Siba e Fuloresta (PE)

PIANO NA PRAÇA
Local: Praça Dom José Gaspar
18h - Arismar Espírito Santo
20h - Paulo Braga
22h - Ricardo Castellanos
00h - Amilson Godoy
02h - Vitor Araújo
04h - Rogério Rochilitz
06h - Daniel Szafran
08h - Eva Gomide
10h - Marcelo Castilha
12h - Benjamim Taubkin
14h - Ari Borger
16h - Marcos Nimrichter
18h - Pedro Henrique Calhao

MERCADO CAIPIRA
Local: Rua da Cantareira (Mercado Municipal)
03h45 - Cláudio Lacerda
05h - Victor Batista
06h15 - João Ormond
07h30 - Suzana Salles
09h15 - Abel e Cain
11h - Tinoco convida e apresenta
11h15 - Cacique e Pajé
12h15 - Jacó e Jacozito
13h15 - Craveiro e Cravinho
14h15 - João Mulato e João Carvalho
15h15 - Pena Branca
16h - Sérgio Reis e Os Vips

CEUS

Água Azul
Endereço: Av. dos Metalúrgicos, 1300 - Cohab / Cidade Tiradentes
Gafieira São Paulo
Beatles 4 Ever

Alvarenga
Endereço: Estrada do Alvarenga, 3752 – Balneário São Francisco / Pedreira
Fátima Guedes
Samba 6

Aricanduva
Endereço: R. Olga Fadel Abarca, s/nº - Vila Aricanduva / Cidade Líder
Freegideira
Sambasonics

Azul da Cor do Mar
Endereço: Av. Ernesto Souza Cruz, Nº: 2171 - Cidade Antônio Estevão de Carvalho
Jorge Mautner
Vitor Trindade

Butantã
Endereço: Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, 1.870 – Jd. Esmeralda / Rio Pequeno
Ana Luiza e Luis Felipe Gama
Paulo Padilha

Campo Limpo
Endereço: Av. Carlos Lacerda, 678 – Pirajussara / Campo Limpo
Tetê Espíndola
Rita Rameh e Luiz Waack

Casa Blanca
Endereço: Rua João Damaceno, s/nº - Vila das Belezas / Jd. São Luiz
Inezita Barroso

Cidade Dutra
Endereço: Av. Interlagos, 7.350 – Interlagos
As Chicas

Inácio Monteiro
Endereço: Rua Barão Barroso do Amazonas, s/nº - COHAB Inácio Monteiro / Cidade
Tiradentes
Almir Guineto

Jaçanã
Endereço: R. Antonio Cezar Neto, s/ No - Jardim Guapira
Léo Maia
Txai Brasil

Jambeiro
Endereço: R. Flores do Jambeiro, s/ No - Jardim Moreno/Lageado
Péricles Cavalcanti

Meninos
Endereço: Rua Barbinos, s/nº – São João Clímaco / Sacomã
Edgard Scandurra

Navegantes
Endereço: Rua Maria Moassab Barbour, s/nº - Pq. Res. Cocaia / Grajaú
Pedro Bento e Zé da Estrada

Parque São Carlos
Endereço: Rua Clarear, 141 – Jd. São Carlos / Vila Jacui
Graça Cunha
Danilo Moraes

Parque Veredas
Endereço: Rua Daniel Muller, 347 –Chácara Dona Olívia / Itaim Paulista
Kenny Brown

Paz
Endereço: Rua da Paz, s/nº - Jd. Vista Alegre / Brasilândia
Jota Velloso
Farufyno

Pêra Marmelo
Endereço: Rua Pêra Marmelo, 226 – Jd. Santa Lucrecia / Jaraguá
Yamandu Costa – A Vontade de Baden Powell (1963)

Perus
Endereço: R. Bernardo José de Lorena, s/nº - V. Malvina / Perus
Reinaldo Príncipe do Pagode

Rosa da China
Endereço: Rua Clara Petrela, s/nº - Jd. São Roberto / Sapopemba
Tribo de Jah

São Mateus
Endereço: Rua Curumatim, 201 – Pq. Boa Esperança / Iguatemi
Jards Macalé
Clerouac

São Rafael
Endereço: Rua Cinira Polônio, 100 – Jd. Rio Claro
B. Negão

Três Lagos
Endereço: Estrada do Barro Branco, s/nº - Barro Branco / Grajaú
Mundo Livre S/A

Vila Atlântica
Endereço: Rua Coronel José Venâncio Dias, 840 – Jaraguá / São Domingos
Língua de Trapo - Brincando com o Fogo (1992)
Banda de Pífanos de Caruaru

Vila Curuçá
Endereço: Av. Marechal Tito, 3.400 –V. Curuçá
Siba e Fuloresta

Vila Rubi
Endereço: R. Domingos Tarroso, 101 - Grajaú
Wagner Tiso

É Impossível Parar de Dançar com o Zé
Clean
April 05, 2008 04:23 AM PDT

Dois clássicos do Zé Rodrix: Casca de Caracol e É Impossível Parar de Dançar. Música boa é isso, passam-se 30 anos e vc regrava com o mesmo arranjo e andamento ...é como se o tempo não houvesse passado:
"O tempo passa...eeeeeeeeehhhh...uh-uhhhhh
é impossível parar de dançar"

Zé Rodrix brilha em Santos!!!
Clean
April 01, 2008 06:29 PM PDT

É um one man show, definitivamente! A Jazz Band da Associação de Músicos de Santos revelou-se espetacular e capaz de absorver o espírito Rodrixiano nas performances: até o jingle do Supermercados EXTRA virou masterpiece!
Quem conhece bem o trabalho do Zé Rodrix pôde vê-lo nas mais diversas versões: compositor, publicitário, membro do Trio SR&G, o paizão, o performático do Joelho de Porco, o amigo, o mentor, a irreverência e o humor sarcástico ( sempre presentes aqui e ali na sua obra), "Blues Brother" Zé.
Quem não o conhecia, nos seus múltiplos talentos ( a maioria nem era nascida quando o trio começou a fazer sucesso), saiu encantado!
Duas canções antigas, do seu trabalho solo, foram incluídas; Casca de Caracol e É impossível Parar de Dançar! E Mestre Jonas ganhou uma levada jazzística ao final!
Duas coisas senti falta: de algo que representasse seu trabalho junto às crianças e um backing vocal que o auxilie am alguns momantos.
Um show que o Zé Rodrix merecia há muito tempo e que nós merecíamos também!
Deu vontade de levantar e sair dançando também!
Um preview do DVD:
O filme mostra a entrada triunfal do Mestre e seu manto prateado, em um "moonwalk" perfeito (lastimavelmente o filme não mostra em detalhes!)!

Nesse filme o bis com a participação do Sonekka ( parceiro do Zé Rodrix nessa em outras canções ): NUNCA TIVE TANTO MEDO DE SER FELIZ!

AS CANÇÕES ( dvd/cd ao vido, solo) Zé Rodrix - Gravação dias 28/29 de março - Santos / SP
Clean
March 26, 2008 03:46 PM PDT
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Agora é só expectativa: esse será o primeiro de uma série de shows históricos do Trio: primeiro DVD solo, primeiro CD solo após anos, até parece que é o meu primeiro show tb!
Os ingressos já estão quase acabando, um sucesso!!! O curioso é que o Zé promete colocar o nome de todos que lá estiveram nos dois dias de gravação ( basta estar em 1 só!) na contra capa do CD/DVD ( haja páginas!!!)
Vamos aguardar que as surpresas nos tragam um momento tão lindo quanto a recriação do Momento4uatro na gravação do DVD do Ricardo Vilas, passando pelo Som Imaginário com o Tavito, culminando no Caiuby com o Sonekka e apresentando a nova geração com a Bárbara Rodrix!

Todos lá !!!!

SERVIÇO:
AS CANÇÕES , com Zé Rodrix
dias 28 ( sexta) e 29 ( sábado) de março, às 21 hrs.

SESC SANTOS
R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida - Santos - SP
Tel: (13) 3227-5252
mapa para chegar lá: http://paraisoagora.blogspot.com/2008/03/showgravao-cddvd-ao-vivo-as-canes-de-z.html

Ingressos disponíveis em qq unidade SESC do Estado de SP

Preços:

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00[usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino]
R$ 5,00[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes

Entrevista com o Zé Rodrix sobre o DVD AS CANÇÕES:
http://paraisoagora.blogspot.com/2008/02/z-rodrix-novo-cd-e-dvd-solo.html

Retificando o post anterior: QUEBRA-CABEÇA
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March 18, 2008 08:14 AM PDT
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Há um tempo atrás, revendo, rapidamente, uma cena de "Vai trabalhar., vagabundo” ( filme do Hugo Carvana) “vi” o Zé Rodrix no personagem do Lutero Luiz. Um “furo” absurdo do qual me retrato publicamente!!! (Tá , o Lutero Luiz era mais magro na época.!)
Hoje fiz o mesmo, talvez sugestionada pelos comentários dos leitores. Mas como sei voltar atrás saí vai a msg que confirma o que já desconfiava:

Do Tibério Gaspar:

Oi H, a música QUEBRA-CABEÇA é de autoria da dupla Paulinho Soares e Marcello Silva.
Ela foi interpretada no III º Festival Internacional da Canção por um conjunto que nós tinhamos (Antônio Adolfo e eu) chamado BRAZUCA. O Zé Rodrix era o solista de um outro conjunto chamado SOM IMAGINÁRIO e cantou uma música do Beto Guedes chamada FEIRA MODERNA (Acho que em parceria com o Márcio irmão do Lô Borges).

Ou seja: A CANÇÃO QUEBRA-CABEÇA NÃO É DO ZÉ RODRIX NEM DO ANTONIO ADOLFO, E SIM DO PAULINHO SOARES E MARCELLO SILVA!

Talvez o/a leitor/a tenha confundido já que no mesmo FIC o Som Imaginário, composto por Tavito e Zé Rodrix ( além de Robertinho Silva, Wagner Tiso, Fredera), defenderia a canção FEIRA MODERNA ( hoje um clássico do Beto, Lô e Brandt)

Pra me desculpar com todos: Paulinho, Marcello, Zé, Antonio Adolfo e demais leitores do blog, aí vai a versão original de Feira Moderna com o Som Imaginário.

*****
FOTO: Contracapa do LP do V FIC: E pensar que os festivais lotavam o Maracanãzinho como se lota o Maracanã em dia de Flamengo X Vasco... ( talvez até mais!)

QUEBRA-CABEÇA ( V FIC - 1970 )
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March 18, 2008 05:21 AM PDT
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O Rio de Janeiro acordou com um sol gostoso, morninho na medida certa de um sol ( pré ) outonal. Deve ter pressentido a presença do Trio na Cidade: para a gravação, hoje, do Programa Zoombido, com o Paulinho Moska ( atualmente preferindo ser chamado de MOSKA), para o Canal Brasil ( GLOBOSAT). Zoombido irá ao ar ( sem trocadilhos) na quinta feira com várias reprises nos dias subseqüentes.
Inspirada nesse lindo sol, após 3 dias de chuva intermitente, leio alguns pedidos e resolvo ir à caça da “canção perdida”. No caso “Quebra Cabeça”, de Antonio Adolfo e Zé Rodrix ( fato que até eu desconhecia, já que nos créditos ela aparece com a autoria de Paulinho Soares e Marcello Silva. Mas naqueles tempos de codinomes e rígidas regras a serem burladas, tudo era possível!) Para quem me pediu, aí vai: letra e música. Pessoalmente também foi um resgate, pois lembrava-me do estribilho forte que todos cantaram por algum tempo:

Faça o jogo da memória
Contando toda sua história todos querem ouvir .
Você tem muito pra dizer,
E importante crer ,
No que você sonhou um dia
Não importa quando.
E não importa mesmo
Quando você descobrir
Que o mundo é somente um
Quebra cabeça .
Quebra cabeça !
Quebra cabeça !

Siga, continue rindo
Seu mundo lindo construindo
Nao se desespere.
Existe um mundo coerente
Com você presente
No riso puro da criança, no beijo do amante .
E na procura incessante
Da verdade sua
E que ninguém lhe roubará .
Não esmoreça,
Não esmoreça não !
Quebra a cabeça !
Quebra cabeça !

Sá, Rodrix & Guarabyra - show do Festival de Verão de Pedro Leopoldo
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March 16, 2008 03:10 PM PDT
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Show realizado dia 14 de março, no Almoxarifado , na cidade de Pedro Leopoldo/ MG.

Sá, Rodrix & Guarabyra + 14 Bis + Venturini : Novo Projeto Juntos!!!
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March 16, 2008 10:47 AM PDT

Um trecho da entrevista coletiva que deu início ao novo projeto reunindo o 14 Bis , Flávio Venturini e Sá, Rodrix & Guarabyra, pela primeira vez juntos desde 1973.

ALBATROZ - em pleno vôo
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March 14, 2008 12:37 PM PDT
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Tarde de autógrafos e encontro de amigos, sábado, dia 15 à partir das 16 hrs no NECTAR em Vargem Grande!!

Um trecho de "ALBATROZ: O encontro das tribos na Califórnia dos anos 60"
Joel Macedo

(...) Tudo começou em janeiro de 1967, quando todas as tribos da Califórnia foram convidadas para o primeiro Human Be In - The gathering of all tribes.

O Love-in de outubro de 1966 foi um trailer da grande concentração de janeiro seguinte que reuniu a comunidade hippie de San Francisco, os ativistas políticos de Berkeley e Oakland, o pessoal das religiões orientais e os diversos segmentos revolucionários da Califórnia, incluindo os Panteras Negras. Os cartazes anunciavam o encontro como "Uma união de amor e ativismo que derrubará as barreiras do dogma e os clichês da diferença". O poeta beatnik Allen Ginsberg que, meses antes, tinha se banhado no Rio Ganges, apareceu no Golden Gate Park com sua gordura judaica e longa barba negra sobre uma bata indiana, exalando Oriente e demonstrando estar totalmente reciclado.

Mais de 10 mil pessoas deram as caras e encheram as cucas. Na multidão, muitos dos que participaram dos testes de ácido de Ken Kesey. As pessoas, vestidas com indumentárias exóticas e fantasias, cumpriram a promessa dos organizadores de fazer daquele evento um love riot in fancy dress. O parque foi ocupado por piratas, soldados da guerra civil americana, ciganos (as), feiticeiros (as), mágicos, artistas dos anos 20, caubóis e índios (as) entre muitos outros personagens. Os Hell's Angels voltaram a impressionar ao se enfeitarem com flores e saltitarem com pandeiros, sempre solícitos na busca de crianças perdidas; os Hare Krishna tocavam sinos, cantavam mantras e faziam sua coreografia; os Panteras Negras se misturavam sorridentes, exibindo as cabeleiras black power.

O povo chegou das mais variadas formas: teve gente saltando de ambulâncias, de carros de lavanderia e até de um helicóptero. Sobre um palco de madeira, as bandas da casa mandaram ver. The Holding Company com Janis Joplin, Quicksilver Messenger, Jefferson Airplane e o Grateful Dead. Um papai Noel muito louco distribuía tabletes de ácido. Na vez do Airplane tocar, Grace Slick entoou o refrão de "White rabbit", pedindo que todos dissessem uns para os outros: "Feed your head!!" ("Alimente sua cabeça"). E repetia dentro da canção como uma sacerdotisa lisérgica: "Feed your heeaaadd" As milhares de pessoas no parque, algumas já sem nenhuma roupa, começaram a ministrar umas às outras, "Feed your heeaaaddd!!!"

Discursos atribuíam ao LSD a diminuição em grande escala dos casos de violência naquela área. Um repórter da revista Time, presente ao Human Be-in, escreveria que "a impressionante multidão se comportou pacificamente durante todo o tributo a Haight-Ashbury. A polícia nem chegou perto. Era a cerimônia de abertura do Grande Concílio do Fogo que reuniu as tribos para um ritual de expansão dos sentidos e das consciências em direção à paz". (...)

ALBATROZ - O encontro das tribos
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March 14, 2008 12:04 PM PDT
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Joel Macedo fez parte das fileiras da primeira edição do jornal (hoje revista) Rolling Stone no Brasil. Fez a imersão total na cultura hippie, na contracultura e percorreu a América por terra duas vezes presenciando as transformações dos anos 60. Um livro dele, "Tatuagem - Histórias de uma geração na estrada" sempre foi um de meus favoritos e até publiquei um dos contos aqui no Jam Sessions e Joel me diz que isto o incentivou a voltar a escrever. Ele está lançando "Albatroz - O encontro das tribos na Califórnia dos anos 60'', um romance que começa no malfadado Festival de Altamont em 1969, onde os Rolling Stones cometeram o erro de contratar os Hell Angles para a segurança e faz uma remissão ao Verão do amor em 1967, às experiências com LSD de Timothy Leary e Ken Kesey, tudo ao longo da história de dois caras, um brasileiro e um americano, unidos pelo acaso.

A edição foi bancada pelo próprio Joel (foto) e os livros estão à venda nas livrarias Argumento, Galileu, Travessa e Saraiva. Ele faz um pré-lançamento neste sábado das 16h às 21h no Nectar, em Vargem Grande, onde sempre rola som de bandas cover dos anos 60 e 70 e de reggae. Lá tem uma loja de vinis mantida pelo dono Sergio Carvalho. Fica na Estrada dos Bandeirantes 22.774, em Vargem Grande com informações pelos fones 2428-1387 e 9168-7109. Abaixo uma entrevista minha com Joel.

O Globo Online - Você retrata o período hippie dos anos 60 no seu road book. O que representou aquele período na sua opinião? Foi tudo uma utopia ou aquela geração trouxe mudanças para o estilo de vida que existem até hoje?

Joel Macedo - Tudo passa pelo valor de uma utopia, sim. Uma geração precisa de uma utopia para caminhar, pra dar sentido à vida dos que fazem parte dela. Sem utopia nenhuma geração brilha na História. A geração dos 60 e 70 teve a utopia política e a utopia hippie, entendendo-se por isso o rock, as estradas e toda a contracultura. Uma geração sem uma utopia pra caminhar é isso que a gente está vendo hoje por aí: essa coisa morna, perdida, sem brilho, confusa! Em termos coletivos, a utopia hippie se desfez sim. Claro que deixou muitos rastros que são visíveis hoje. Alguns bacanas, e eu discuto isso em "Albatroz", mas outros que não deram bons frutos, como a revolução sexual, por exemplo, que tinha um sentido político nos anos 60, mas degringolou nessa zona que tá aí.

A visão das drogas na época era totalmente diferente da atual, tomava-se para expandir a mente e buscar conhecimento, hoje quem toma diz que é só pra zoar. Antes buscava-se o aperfeiçoamento e hoje prevalece o hedonismo. Como você vê esta questão?

- Na comuna Joel Macedo no orkut rolou uma discussão legal sobre isso e concluímos que essa diferença pode ser percebida nos festivais de rock do passado e nas raves atuais. Nos primeiros havia celebração tribal de paz e amor, aquela coisa solidária, cósmica. Nas raves, apesar da boa intenção inicial, parece que tudo ficou mais individualista. Quando o crime organizado passou a controlar as drogas alucinógenas por volta de 1968 nos EUA, o movimento hippie começou a entrar em crise. E esse é um dos temas centrais de "Albatroz". Não tem como conciliar beleza com narcotráfico.

Existe um componente autobiográfico no relato. Você por acaso é o Carlos e por acaso esteve em Altamont?

- "Albatroz" é um livro de ficção e eu sou um contador de histórias. Por sinal, um dos pouquíssimos ficcionistas da geração hippie. A geração beat foi abundante em escritores, mas os hippies sempre se expressaram mais pela música. É claro que eu falo do que vivi. Afinal, viajei muito, atravessei a América duas vezes por terra, conheci muita gente, ouvi muita coisa. Se eu te disser que estive em Altamont vou estar me entregando. Por acaso, eu estava na Califórnia em dezembro de 1969, mas não estive em Altamont. Só meus personagens estiveram.

A contracultura pretendia ser um vírus no sistema, você acha que ela conseguiu se instalar ou foi inteiramente removida?

- Ela pretendia e conseguiu ser uma intervenção importante naquele sistema rígido que produziu guerras e ditaduras. Mas, com certeza, só conseguiu se reproduzir nas cabeças de quem participou dela. Em termos históricos, foi aniqüilada há muito tempo. O vírus do capitalismo foi mais forte. Essa geração celular de hoje não tem vestígio algum de nada, não sabe nada, nunca ouviu nada que preste. Esse "revival" que vemos por aí, de biografias de superstars pra todo lado, é puro capitalismo temático. Nada tem a ver com contracultura.

Quais as músicas mais emblemáticas do período, quais as favoritas suas na época?

- Do período coberto por "Albatroz", elas estão lá mesmo no livro. É um livro com trilha sonora. Tem rádio FM ligada o tempo todo, tem Monterey Pop e Altamont visitados "ao vivo", é um livro-rock com certeza. Não dá pra enumerar as bandas e cantores que rolam em "Albatroz", só posso dizer que prevalece a turma da Califórnia. O Jefferson Airplane, o Grateful Dead, a Janis Joplin, O Country Joe McDonald... É um livro histórico sobre o movimento hippie na Califórnia. Nesse sentido, considero o meu livro cultura. Quem lê, aprende de uma vez por todas o que foi o movimento hippie nos EUA.

O que você acha das experiências de Ken Kesey e Timothy Leary com o LSD. Você acha que o ácido lisérgico é uma ferramenta eficaz para o aperfeiçoamento espiritual e intelectual?

- Isso está tudo no livro também. Não dá pra contar a história do movimento hippie sem falar do LSD, de Ken Kesey e de Leary. Acho que o LSD teve sua importância histórica mas está totalmente superado.

.
Você podia falar um pouco sobre a Rolling Stone brasileira e seu papel nela, a maneira como você vivia na época e as contribuições que deu.

- Como todo mundo ali, eu me agreguei por acaso. Fiz a entrevista de capa do número um com o Big Boy e voltei pra estrada. Minha contribuição foi fazer a ponte com o que estava rolando lá fora. Na maior parte do projeto eu fui um correspondente de estrada. Tinha até uma coluna com esse nome. E o bacana é que eles não precisavam de agência, tinha um repórter exclusivo lá fora mandando as matérias. Tudo na antiga Rolling Stone foi mágico. Princípio, meio e fim. Todo mundo que passou por ali acabou dando em alguma coisa, plantamos as sementes do rock brasileiro e até hoje nos falamos e nos respeitamos como uma família, mesmo passando anos sem se ver. Para a lenda não cair no esquecimento está sendo produzido o documentário "Rolou" pelo cineasta e dono do Néctar, Sérgio de Carvalho.

Seu primeiro livro, "Tatuagem", tratava de que assuntos? Podia falar dos demais livros e se ainda podem ser encontrados.

- Por incrível que pareça, em termos de produção e divulgação "Tatuagem" foi o menos underground de todos. Parece piada. Mas os outros foram o under do under. Quase mimeógrafo, vendidos de mão em mão. "Tatuagem" foi escrito entre 1968 e 1971, no calor dos acontecimentos, no meio de um vulcão em erupção. Fala da cena hippie em Londres, Nova York, Marrocos, Índia e Afeganistão. Tem uma virulência que impressiona. Eu recebia cartas do presídio da Ilha Grande pedindo que mandasse livros pra lá, pois o único que tinha já estava se rasgando porque era disputado a tapa. De certa forma, eu devo a você, Jamari, e a um conto do "Tatuagem", o ''Hot Summer'' (ou ''Verão Ardente''), ter me animado pra escrever o "Albatroz". Eu andava meio paradão, cuidando dos quatro filhos, da vida espiritual, quando você publicou o ''Hot Summer'' aqui no blog, bem no começo do Jam Sessions. O conto ficou umas três semanas em cartaz e foi me dando vontade de voltar a escrever. Reuni o que eu tinha anotado há décadas e saiu o "Albatroz".

Entrevista dada ao Jamari França, para O Globo

http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/#93405 - O encontro das tribos da Califórnia

Foto: Joel Macedo, década de 70, foto da Rolling Stone.

Tavito & Zé Rodrix no Festival de Verão de Pedro Leopoldo (MG)
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March 11, 2008 11:31 AM PDT
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Perfeita a assessoria de comunicação do Festival de Verão de Pedro Leopoldo: já prevendo a falta de cobertura da grande mídia, prontamente disponibilizaram no site um filminho da apresentação bem como um pequeno resumo do que aconteceu ontem à noite, bem como fotos da tarde de autógrafos e da apresentação, abortada por um corte de luz acontecido lá pela 5ª canção! Ainda bem que deu tempo desse breve registro!

Fotos: Marcelo Sander
Filme : Divulgação do Festival de Verão de Pedro Leopoldo

A Entrevista de Sá, Rodrix e Guarabyra ao Ronnie Von dia 3/3/8
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March 06, 2008 05:18 AM PST

Sá, Rodrix & Guarabyra - novidades para 2008
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March 04, 2008 06:57 AM PST
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Ontem foi a primeira entrevista do ano, ao menos a primeira com novidades tão boas: novo CD com inéditas, novo projeto de celebração dos 35 anos do trio, shows , etc.
A entrevista dada ao Ronnie Von, no seu programa TODO SEU na TV GAZETA , dia 3 de março passado, está aqui:.
Marlene Alves gravou e selecionou alguns fotogramas que estão no seu site:
http://www.flickr.com/photos/marlenefotos/

As novidades na agenda são:

dia 14/3- Pedro Leopoldo/MG

ABRIL - Gravação do CD comemorativo de 35 anos do Trio

dia 8/5 - Taguatinga/DF

dia 30/5 - Com Venturini e 14 Bis - Belo Horizonte

Em Abril : gravação do novo disco, para o qual aceitam sugestões de músicas antigas, mas que já não tenham sido regravadas ( como Dona, Espanhola, etc)
(sugestões
aqui ou no blog do Sá http://luizcarlossa.blogspot.com)

****************************************************
"Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois..."

B.Guedes

CAMBADA MINEIRA & LÔ BORGES HOJE!!!
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February 26, 2008 02:02 PM PST

Ainda dá tempo: Cambada Mineira no teatro Rival, às 19:30mins.
Participação especial do Lô Borges.
Não dá pra dispensar, o Cambada é um grupo vocal que além de um trabalho próprio bastante característico ainda dá nova roupagem ao Clube da Esquina!

Conheçam mais sobre o Cambada Mineira:

http://www.cambadamineira.com.br/

CAMBADA MINEIRA & LÔ BORGES HOJE!!!
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February 26, 2008 12:51 PM PST

Ainda dá tempo: Cambada Mineira no teatro Rival, às 19:30mins.
Participação especial do Lô Borges.
Não dá pra dispensar, o Cambada é um grupo vocal que além de um trabalho próprio bastante característico ainda dá nova roupagem ao Clube da Esquina!

Conheçam mais sobre o Cambada Mineira:

http://www.cambadamineira.com.br/

Marya Bravo no Cinemathéque
Clean
February 25, 2008 12:44 PM PST

Vale a pena conferir : Mary Bravo é a linda atriz e cantora, herdeira do talento de Zé Rodrix ( e Lizzie Bravo), com um currículo imenso que vai desde “CREMOGEMA” ( o slogan, lembram?
Cre-cremo-cremo-cremogeMA!) até Ângela Maria em Cauby, Cauby , passando por papéis em 7, Cristal Bacharah, entre outros, incluindo Beatles num céu de Diamantes. Não se engane com a aparência frágil e a voz angelical: ela tem punch!
Ela estará amanhã no Cinemathéque, na R. Voluntários da Pátria, bem pertinho da saída do metrô, no quarteirão do Estação, à partir das 22: 30.

Pra quem quiser conhecer mais:
http://www.myspace.com/maryabravo

Lenine & Silvério Pessoa
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February 23, 2008 04:59 PM PST
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Voltando de SP, quase 4 horas de atraso, com o aeroporto congestionado por conta do tempo chuvoso, encontro o Lenine na esteira. Que prazer! Lenine está firmando sua carreira na Europa , através da França. Seus fãs construíram um ótimo site, todo em francês ( a versão nacional virá depois), para facilitar contatos e contratos.

www.arkoiris.fr/lenine

Silvério Pessoa está conquistando as platéias no exterior também. Esse ano seu tour passa pela Malásia! Japão no ano passado foi um sucesso, acreditem! Não dá pra ficar indiferente à presença do Silvério no palco, mesmo não entendendo a letra. A doçura e a meiguice se transformam em explosão pura !
As datas são:

13/06 - MC 93 - Bagnolet (França)
20/07 - La Villette - Paris
26 e 27/07 -Paleo - Nyon (Suíça)
01/08 - Festival d'Oloron (França)
08/08 – Genting World Music Festival (Malásia)

Foto: Silvério e Paulo Miklos ( Titãs) no Marco Zero, Recife.
Carnaval 2008

Para ouvir: Miedo ( na versão MTV com Julieta Venegas)

Lô Borges no Rio de Janeiro
Clean
February 22, 2008 08:35 AM PST
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Lô Borges no Rio, ainda mais depois do show do Sesc Ginástico, no dia do temporal que desabou o túnel Rebouças. Naquela data Lô alegou ser complicado tocar no Rio pela falta de palcos médios. Por isso alegra tanto a presença de Lô em dois eventos no intervalo de 1 semana. Ontem, show gratuito, a presença maciça da terceira idade, turma acostumada a ir a e eventos gratuitos ou a baixo custo. Lado a lado uma garotada que parecia estar em um show de rock, pulava, dançava nas cadeiras e gritava! No meio, a geração do Lô( e minha ) disfarçava a emoção ao ouvir clássicos, cantava junto ( com medo de errar) e lavava a alma!O Teatro do BNDES ( mais de 400 lugares) ficou muito pequeno!
Lô estava com uma bela voz e tão à vontade contou histórias e nem se abalou quando uma senhora à minha frente gritou “Lô Borges, ô Lô Borges: cadê o teclado e a bateria? Tá aqui, ó” e agitava o programa.
Semana que vem tem mais: Cambada Mineira e Lô no teatro Rival, às 19:30 ( dia 26 de Fevereiro)!

***************

Para ouvirsurpriseds Borges - Para Lennon e MacCartney ( ao Vivo)

Toninho Horta em São Paulo
Clean
February 19, 2008 02:24 PM PST
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Algumas músicas são mantras energéticos, te enlevam, atraem vibrações positivas. A música de Toninho Horta é assim. Isso todos sabem. Mas ele, o autor, o músico e a pessoa refletem a mesma energia de amor e carinho que permeia as canções!
Já me perguntei uma vez se teria sido a criação ou as influências místicas, talvez as idas ao Oriente. O que se vê é um banho de luz e paz. À todos ele dedica um verdadeiro afeto, como ao músico prestigiado por ele ( novos, antigos, amadores ou não, à todos o mesmo respeito),a senhora que lhe abençoou ou ainda a menininha com paralisia cerebral - trazida ao show por seus pais – que se acalma com o violão do Toninho!

Como Deus protege os ignorantes e os ingênuos Toninho cantou a canção pedida por mim (arranjo e letras originais), apesar de eu ter errado no título!
Outra lição de Mestre!
O entrosamento era visível...Mas não seria o esperado por tantos anos de parceria Lena Horta, Yuri Popoff e Toninho? Sente-se a energia deles também: Iury toca com o corpo e Toninho e Lena fluem como se fossem 1 só!!
Lições que ficarão nos corações de Thiago Pinheiro (com quem dividiu, generosamente, palco e créditos), nos corações dos fãs novos e antigos, nos anônimos com quem cruzavam olhares (ele olha nos olhos!), no êxtase de quem veio de longe ou de perto, acidentalmente ou não, para um show curto, porém intenso!!!

JESUS NUMA MOTO: Como surgiu a música??? (Pelo seu criador...)
Clean
February 11, 2008 11:36 AM PST

Nunca postei essa canção, talvez por vê-la com muita crítica. Poesia forte, evoca ícones idolatrados por todos. Tenho sempre uma segunda leitura das letras, e Jesus Numa Moto permite que essa segunda leitura exploda às vistas, algo cínica.
Então aí vai a posição do compositor:

Bazarcultura - A respeito disso, é muito peculiar a música nova "Jesus Numa Moto". Você viu um motoqueiro "Hell Angel's" andando de capacete e quando ele parou...

Rodrix - Isso, quando ele parou, tirou o capacete e era um gerente de banco, um senhor. Um senhor de quase seus setenta anos, aquela cara de gerente de banco, e estava numa moto. Aí falei para o meu filho, "olha aí, meu filho, esse aí meteu um Marlon Brando nas idéias e saiu por aí!", exatamente onde começa a música. Então essa característica panfletária, você pode ver nas músicas antigas e nas novas, pois nós sempre fomos gente com esse tipo de postura, panfletária, aberta, de opinião, nunca a música pela música, algo que a gente não perdeu nesses anos, e talvez aí esteja o motivo do interesse das pessoas ter permanecido.

http://br.geocities.com/reinaldochaves/txt/txt21.htm

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18-) RM – A música Jesus numa moto, foi composta em que ano? Foi uma forma de dizer que “O Sonho Acabou” para sua geração ou que continua?

ZR – Ela foi composta em 2000, a partir da imagem de Jesus dirigindo uma moto. No momento ela vem se tornando hino dos grupos de motoqueiros brasileiros. Cada vez mais cantada por eles em seus eventos. Não acredito em sonhos, a não ser quando estou dormindo. Por isso creio que JESUS NUMA MOTO é apenas um retrato das pessoas de minha geração que, após amadurecerem, se tornam capazes de ter duas vidas, sendo uma delas aquela que lhes agrada integralmente

http://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/entrev%202007/02%20zerodrix/entrev_zerodrix.htm

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Casa no Campo

Existe um Universo mitico que so tem concretude na musica feita no Brasil, e sendo mais transcendente que imanente, ainda assim é levado a serio como se tivesse existencia real. Passei por isso com CASA NO CAMPO; a quantidade de gente que embarcou naquele sonho, sem perceber que ele era apenas a fotografia de um determinado momento, nao esta no gibi. Tenho passado por isso atualmente com JESUS NUMA MOTO(...).

A imensa quantidade de motoqueiros individuais ou coletivamente organizados que esta transformando a musica em um hino da categoria (rsss) nao dá para encarar. (Neste caso acho que o problema esta na sonoridade das palavras CELA e SELA, que cada um entende do jeito que quer, pode e consegue...)

Ha quem viva de acordo com as personas estabelecidas nas musicas deste ou daquele, provavelmente porque elas decifraram dentro de seu espirito algum enigma que ele sequer sabia que la estava. Esta é a função do artista, nascida da sua capacidade criativa e de sua maior ou menor coragem de se atirar no abismo-de-si-mesmo em busca de alguma coisa a mais. Se o artista nao presta este serviço, desbravando continentes inexplorados, o publico vai ficando bobinho e sem essencia, vivendo apenas da piderme para fora, sem que haja real penetração da Arte no seu eu mais interior, dai em diante reiterando ou clonando personagens e atitudes que nao são verdadeiras nem mesmo para o autor da canção.
Uma impostura de parte a parte: os artistas mentem, o publico se deixa enganar, e a industria cultural continua faturando. Cada vez menos, é verdade, porque aquilo que nao se instala profundamente no publico se torna apenas descartavel, dando ao publico a sensação de que TODA MUSICA É DESCARTAVEL, ja que vazia de significado e incapaz de penetrar em seu espirito. Do outro lado, temos as musicas comerciais que se pretendem profundas, mas nao o são, fingindo uma importtancia e um valor que nao têm, mas do qual se arrogam atraves do artificio da pretensa "qualidade", sem fundamento nem realidade alguma. Em todos os lados, o que vemos é apenas o culto à personalidade, sem que as obras o justifiquem. Artistas tambem se tornam descartaveis, uma especie de ex-BBB com cachê cada vez menor, e nunca compreendem que foi exatamente a sua maneira equivocada de agir em relação à Musica que os transformou em palidas sombras de si mesmos.
Artistas nao são banqueiros: se um banqueiro so tem a exibir o dinheiro que faz, um artista nao precisa imita-lo, porque em tese teria muito mais a mostrar. Se so tem a mostrar aquilo que aparece na CARAS, alguma coisa vai mal, e nao é com a CARAS. Quem foi que disse que artista precisa exibir sinais exteriores de riqueza? A riqueza de um artista é o seu interior, aquele que ele nao tem medo de explorar e cujos resultados ( suas obras) servem como uma luva a seu publico. Sem essa coragem e sem os resultados dela, nao existe nada, nem mesmo o Universo mitico do qual esta musica feita no Brasil tem se alimentado por décadas, e que vai se esgarçando cada vez mais.
beijos
ZRx

http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=4952

1 Real de DJ Dolores nesse carnaval!
Clean
February 04, 2008 04:52 AM PST
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Pra alegrar esse carnaval abaixo de chuva ( gelada!) aí seguem os links para baixar o novo disco do DJ Dolores, recém lançado no exterior!

Dj Dolores - I Real [2008]

tracklist:

1-Deixa Falar
2-Tocando o Terror
3-Cala Cala
4-Proletariado
5-Wakaru
6-Shakespeare
7-J.P.S.
8-Flying Horse
9-Números
10-Mutant Child (Run, Run, Run)
11-Saudade
12-The Mind Inspector
13-Danger Global Warming by The Blacksmoke Organisation (DJ Dolores Remix) (Bonus Track)
________________________________________________________

http://www.megaupload.com/?d=CPJB8P9V ou

http://www.badongo.com/file/7390808 ou

http://www.zshare.net/download/66799226e77627/

TAVITO's Birthday 2008
Clean
January 23, 2008 04:22 AM PST
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Todos os shows do Tavito são anunciados com textos saborosos, divertidos e cheios de detalhes: é assim o Tavito! Hoje sou eu que faço o convite para a celebração de amizade que será o Aniversário do Tavs!!!
Cantar, tocar ou ouvir ( pra quem não é chegado aos dois anteriores), petiscar & bebericar, rir muito e emocionar-se, tudo vale a pena pra alegrar o Tavito nesse dia especial!!!

Dia 26 de Janeiro
Vila Teodoro
R. Teodoro Sampaio, 1229 - Pinheiros - SP
às 21:30

Com Tavito, amigos, companheiros, colegas, parceiros, admiradores, fãs, seguidores e quem mais aparecer!

PS: TAVITOOOOOOOO, ESSE BLOG TE AMA DE PAIXÃO!!!!

FAÇA DE MIM UM OBJETO - Zé Rodrix
Clean
January 22, 2008 11:15 AM PST
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O índice do Zé Rodrix entre os colecionadores aparentemente está em alta, aumentando o número de itens oferecidos no mercado de colecionismo.
Um desses ítens é o compacto FAÇA DE MIM UM OBJETO, de 1979, parceria com Paulo Coelho, Zé Rodrix ensaiava um namoro com a disco music , em voga na época.
Me Deixa Voltar era o outro lado desse compacto simples, outra canção da dupla Rodrix / P. Coelho. Vale pela curiosidade!
No vídeo uma apresentação do Zé Rodrix no Programa do (Carlos) Imperial ( seu amigo e parceiro),TVS ( SBT) em 1979, com a canção.
Reparem que o Zé, entre outros atributos, é ( ainda ) um dançarino espetacular!

1 REAL de DJ Dolores
Clean
January 16, 2008 02:01 AM PST
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Novo trabalho do Helder Aragão, o DJ Dolores, é lançado na Europa:
1 Real ( nada a ver com o Pedro Luis e a Parede) ainda sem data de lançamento no Brasil, pode ser ouvido ( somente 5 faixas) em preview no espaço do Dolores no MySpace:

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=247115388

Atenção pra faixa JPS, com vocal do Silvério Pessoa!

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Quanto vale mesmo 1 Real?
Publicado em 05.01.2008 - Jorna do Comercio

DJ Dolores se inspira nos ambulantes do Recife para dar nome ao novo disco, mais pop e universal

José Teles
teles@jc.com.br

O novo disco de DJ Dolores chama-se 1 Real. É o de embalagem mais luxuosa entre os seis que ele já lançou (contando com trilhas sonoras para cinema e teatro). Paradoxalmente suas ilustrações, e inspirações para algumas letras são calcadas nos sinais explícitos da impagável e peculiar miséria que assola o Recife: "O Recife é o centro das atenções neste disco, onde procurei relacionar o ambiente com a música", confirma DJ Dolores.

Os signos da vida abaixo do nível de pobreza estão espalhados pelos pela capa e encarte. Como por exemplo, os pequenos cartões com os quais mendigos pedem auxílio nas ruas e coletivos: "Faça hoje uma boa ação – Ajude-me comprando este por 0,50 aceito vale, passe e tickes (sic)". O título do CD vem de um "cardápio", de uma destas carrocinhas que vendem fast-food de origem duvidosa: "Pastel coxinha c/guaraná R$ 1".

Mas não se pense que o disco também é alicerçado nos ritmos regionais, ou apenas nestes. 1 Real é um trabalho de difícil catalogação, até porque DJ Dolores envereda também pela composição das canções, inclusive escrevendo letras. A faixa que abre o disco é um reggae, é assim explicado por ele, no encarte (em inglês): "Músicos não sabem como classificar sua própria música, e deixa esta tarefa dúbia para gerentes de marketing e jornalistas. Músicos querem fazer música e não se preocupam em qual prateleira o disco será colocado. De forma que deixemos os cães latirem enquanto a caravana dança".

Músicos talvez não se preocupem em rotular o que produzem, mas jornalistas têm que traduzir a música para o leitor. No caso de 1 Real nunca o rótulo world music se encaixa tão bem num disco. E por world music entenda-se música sem fronteiras: "A diferença para meus outros discos é que este está mais internacional", ratifica ele. E também o som mais aproximado do pop, como acontece em Shakespeare (de Caldão Volpato, feita para Senza vapore, disco de cabeceira dos mangueboys de primeira hora). Marion Del'Eite, cantora francesa que vive no Rio, a interpreta em levada de chanson, lenta e suave. Esta é para tocar no rádio.

Porém Shakespeare é antecedida por Wakaru, um caboclinho turbinado. "Há muitos elementos desconexos nesta canção: pífanos de caboclinho, linha de baixo de trance, uma rabeca melodiosa e um cara falando num japonês estropiado. Sacou a coisa? Nem eu, mas gostaria", diz Dolores.

O elemento surpresa se faz presente ao longo de todo o disco. Quem esperaria um surfe rock, meio indie, num disco de DJ Dolores? Flying horse é isto, ou melhor, como ele próprio explica: "Há uma faixa surpreendente de Saul Williams (rapper, ator e escritor americano) na qual ele se vale de surf music como fundo para um poema dele. Queria fazer algo semelhante, mas em certo momento perdi controle e a canção acabou soando como seria com uma velha banda de garagem brasileira se eles já tivessem computadores nos anos 70. Música tem vida própria, é só segui-la".

Depois de um rock, uma faixa intitulada Saudade, inspirada num forró dos anos 70, A velha debaixo da cama (Jonas Andrade), que também acabou saindo do controle, "Quando comecei esta faixa tinha aquela música na cabeça, mas não sei exatamente o que aconteceu. Talvez tenha sido o frio de Campos do Jordão (onde eu estava quando compus a música), mas acabou como uma coisa melancólica, sentimental".

Uma das melhores faixas do álbum é Tocando o terror, um carimbó cadenciado, com umas levadas latinas no meio, e uma guitarra matadora de Gabriel Melo (co-autor da canção). "Fui para o estúdio com a base pronta, porém sem ter idéia de como desenvolver a coisa. Então Gabriel veio com um tremendo solo e aconteceu", conta Dolores a criação da canção, que é cantada por Tiné (da Academia da Berlinda), um dos vários convidados do disco. As vozes quase todas são de Isaar (que está cada vez melhor cantora, com seu timbre único). Mônica Feijó, Cláudia Beija, Silvério Pessoa e Hugh Cornwell, da banda inglesa protopunk The Stranglers, são as outras vozes no disco.

Nos instrumentos, uma seleção de craques, entre os quais o sempre instigado guitarrista Fernando Catatau, o baixista Júnior Areia e Bactéria (Mundo Livre S/A), Dengue. DJ Dolores derrama-se em elogios a Yuri Queiroga, espécie de faz-tudo do disco, presente em quase todas as faixas, tocando de guitarra a ocarina.

No luxuoso encarte, Dolores em lugar das letras das canções, preferiu incluir pequenos textos, uns comentando as faixas, outros filosófico, como o de Cala cala (uma das poucas faixas que lembram ao primeira fase, com a Santa Massa, com a rabeca de Maciel Salu à frente): "Fico constantemente impressionado pelo tipo de convicção que é marca registrada do idealista extremado. Universo que o cerca é hostil ao seu ponto de vista – então eles atacam veementemente nosso mundo o qual – sob sua ótica – parece imperfeito e necessitando de ser transformado".

Lançado pelo selo belga Crammed (o mesmo de Cibelle, Bossacucanova, Konono nº1, John Lurie), 1 Real sairá primeiro na Europa, em fevereiro, quando DJ Dolores e a Aparelhagem embarcam numa turnê por sete países, começando em Portugal e terminando na França. "Não sei exatamente quando o disco será lançado aqui, mas pretendo fazer isto o mais breve possível, para viajar com o show também pelo Brasil. Estou negociando, pode ser que saia encartado em alguma revista. Vou fazer também uma edição mais simples, para vender nos shows", diz. Dolores socializa algumas canções para quem estiver a fim de conhecer um pouco do disco. Ele colocou cinco faixas no www.myspace.com/djdoloresaparelhagem, com as letras.

TAVITO's Birthday 2008
Clean
January 15, 2008 09:37 AM PST
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Todos os shows do Tavito são anunciados com textos saborosos, divertidos e cheios de detalhes: é assim o Tavito! Hoje sou eu que faço o convite para a celebração de amizade que será o Aniversário do Tavs!!!
Cantar, tocar ou ouvir ( pra quem não é chegado aos dois anteriores), petiscar & bebericar, rir muito e emocionar-se, tudo vale a pena pra alegrar o Tavito nesse dia especial!!!

Ricardo Vilas & Zé Rodrix: MOMENTO4QUATRO
Clean
January 15, 2008 09:16 AM PST

Ainda nas nuvens por ter presenciado um raríssimo momento histórico musical com a comemoração de 40 anos musicais do Ricardo Vilas, ontem, no Maison de France( Rio de Janeiro). Lembranças variadas como foi o cardápio musical: das idas e vindas de BH, casa do Ze Maria e da Therezinha Rabelo, reabertura, sonhos embalados por Teca & Ricardo, Joyce, Boca Livre, Clube da Esquina, SR&G. E antes, ainda bem antes disso...Memórias remotas dos Festivais. Lamento por quem lá não esteve, lamento também pelos que não conseguiram entrar, sinto-me abençoada hoje pelos Deuses da Música, mas...o DVD sairá em breve! E todos hão de dar razão!

Enquanto o DVD não sai, o pico da emoção foi com essa canção, a platéia explodiu literalmente, revivendo os Festivais!
O jovem magrinho e baixo, com grossos óculos de grau é o jovem Zé Rodrix, ainda José Rodrigues. ( à direita do Edu Lobo).Os outros componentes do Momento4 são( em ordem de altura, ou da direita para a esquerda) David Tygel, Maurício Maestro , e Ricardo Vilas.

FELIZ ANO NOVO!!!
Clean
December 28, 2007 01:24 PM PST
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Mais um ano, algumas dezenas de posts , alguns resgates, muitas novidades e o mesmo entusiasmo juvenil ao (re)descobrir uma canção antiga, um texto recém escrito, uma novidade, ao ver ou rever um show ( sempre novo!).
Alegria que divido com todos que visitam e lêem esse Trem de Doido! Que em 2008 possamos continuar a parceria, talvez até seguirmos adiante com novos projetos! ADIANTE!

Zé Rodrix lançando ESQUIN DE FLOYRAC no Jô Soares
Clean
December 23, 2007 08:39 AM PST

Terça passada foi de expectativas, afinal, Zé Rodrix no Jô não é sempre que acontece (adoraríamos que fosse, já que ele quase nem falou...rs...). Depois de travar combate acirrado com o vídeo cassete ( e descobrir no mundo de fitas perdidas tesouros tais como uma entrevista do Dr. Ulisses Guimarães no Jô Soares...como se pode ter algo assim jogado na estante????), no qual saímos perdedores e o vídeo falecido ( Preciso de outro urgente! Antes que acabem de vez nas lojas!), descobrimos que só veríamos se ficássemos acordados. Aí foi um tal de comidinhas e bebidinhas pra atiçar os sentidos, até finalmente a entrevista!
O Zé é fascinante, dono de uma vida fascinante e tão cheia de facetas que seriam necessários vários módulos, e bem que poderiam ter deixado o Rambo ( da Rocinha) quietinho, abrindo espaço pro Zé falar mais e mais! Nem falou do Trio, não falou de sua vida como publicitário, sobre o Som Imaginário, sobre Festivais, sobre seu trabalho com o Clube Caiubi, sobre suas lindas filhas Bárbara Rodrix e Marya Bravo , também cantoras, e sobre seu 1ºDVD solo,a ser gravado em breve!

QUEREMOS MAIS ZÉ NO JÔ!!

Toda entrevista ( 3 blocos) aqui:

1ªPARTE - http://videolog.uol.com.br/video?289657

2ºPARTE- http://videolog.uol.com.br/video?289490

TOCANDO "BOA NOITE CINDERELA" letra e musica Zé Rodrix e Elder Braga - http://videolog.uol.com.br/video?289638

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Silvério no Rio de Janeiro ( ou o dia em quem o Jamari dançou!)
Clean
December 23, 2007 03:12 AM PST

 Silvério esteve no Rio de Janeiro e deixou forte impressão de quantos o viram no show Cabeça Elétrica, Coração Acústico.No sábado o público foi bem maior, já que o horário facilitava e a chuva havia parado. E lá encontramos o Lula Queiroga e o Jamari França (Papa da crítica de rock).
Do show nem se comenta, Silvério sempre surpreendente, a banda em ponto de bala (o que é o Renato Bandeira na guitarra??? Eu só havia visto o Silvério com o Yuri Queiroga fiquei encantada com a guitarra,e a viola, dele!). Surpreendeu tanto que levou o Jamari a levantar e dançar! Aí vai a crítica publicada dias após o show:

Nação Zumbi e Silvério Pessoa, arrasadores

Show da Nação Zumbi sexta no sábado foi o melhor que já vi e também nunca vi o Circo tão cheio para uma apresentação da banda, coisa de 3 mil pessoas, status de Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso. Mais do que merecido para esta grande formação dos anos 90, vetor de um movimento que se alinha ao lado da Jovem Guarda, do Tropicalismo, da Bossa Nova e do Rock Brasil como dos mais importantes da música brasileira.
A platéia cantava as músicas do disco novo, ''Fome de tudo'' e todo mundo se acabou de dançar com os tambores poderosos da banda e a guitarra nuclear de Lúcio Maia, que se inscreve na lista top dos guitarristas brasileiros, uma manipulação magistral de efeitos, reforçados pelo sampler de Jorge du Peixe, cantando melhor do que nunca. Lá pelo final, o palco virou uma festa com a presença de Otto, Junio Barreto, B Negão e, em Manguetown, do paralâmico Bi Ribeiro. Foi a hora das músicas antigas da primeira formação da banda, com Chico Science. A noite foi aberta com um documentário sobre o Manguetown, o clipe de Bossa Nostra e o show de Ortinho, bem fraquinho.

No sábado fui no conjunto cultural da Caixa ver o show de outro pernambucano, Silverio Pessoa, um artista que tem um trabalho genial e que merecia estar na abertura da Nação sendo exposto para 3 mil pessoas, em vez de estar tocando para menos de 100. Silvério este ano foi ao Jap]ão, fez sua turnê anual à Europa mas é pouco conhecido no Rio, um verdadeiro absurdo.
Ele mistura sons regionais com rock e eletrônica,. homenageia mestres como Jacinto Silva e Jackson do Pandeiro interpretando seu repertório de maneira atualizada sem descaracterizar, usa samplers de cantorias populares, adoro um canto da casa de farinha na música em homenagem aos trabalhadores dessa atividade tradicional. Silvério uma vez me disse que é mais fácil para ele fazer o circuito de verão da Europa do que tocar em grandes centros como Rio e São Paulo. Azar o nosso que praticamente não vemos esse grande artista.

BNegão falou uma frase certeira sobre o show da Nação que estendo ao show de Silvério: "A música agradece este(s) show(s) de vocês"

SILVÉRIO PESSOA Lançando o DVD CABEÇA ELÉTRICA, CORAÇÂO ACÚSTICO no Rio de Janeiro
Clean
December 14, 2007 04:57 AM PST

Silvério Pessoa já está no Rio de Janeiro para lançar ( finalmente) seu DVD ao vivo ( gravado no teatro Santa Isabel, em Recife) CABEÇA ELÈTRICA, CORAÇÃO ACÚSTICO. Depois do tour pela Europa e Japão, da temporada junina pelo Nordeste, ele vem apresentar seu trabalho, já reconhecido e premiado, dessa vez ao vivo, com banda completa e iluminação original ( a mesma usada no show do teatro Santa Isabel), e mesclando canções do cd CABEÇA com outras mais antigas do Cascabulho, sua banda original, e de cds anteriores.

Imperdível nessa temporada de TEMPORAL/PE e RECICLES!!!

Data: 14 e 15 de dezembro de 2007 (Sexta e Sábado)
Horário: Sexta, 19h30
Sábado, 20h
Local: CAIXA Cultural RJ Teatro de Arena
Av. Almirante Barroso, 25 Centro (Metrô Carioca)
Tel.: 3544-4080
Ingresso: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia)

http://www.youtube.com/watch?v=r3Kh26_HEXw

No Meio do Mundo ( Sá & Guarabyra)
Clean
December 14, 2007 04:11 AM PST
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Essas são a primeira notícia e a primeira foto que chegaram do Meio do Mundo, o show em homenagem à Joãosinho Menezes e Val Milhomem:

O Show não Acabou

Acabei de chegar em casa, completamente ensopada, e com o coração apertado:

A chuva atrapalhou a bela festa/show que marcava os 50 anos de Joãozinho Gomes e Val Milhomem.

A festa estava linda. Um grande e empolgado público lotava a imponente Fortaleza de São José de Macapá.

Uma banda base maravilhosa acompanhava artistas que vieram de todos os cantos do Brasil.

Começou bem, atrasado, mas bem. Exceto pelos recorrentes problemas amapaenses com som.

A platéia agüentou firme o pau d’água.

Mas chegou um momento que a chuva foi mais forte que a estrutura, a energia pifou, e o ventos soprados do Amazonas ficaram intensos demais.

Ainda não estava nem na metade do show.

Não sei se será possível retomar amanhã. Nem que decisão será possível tomar, diante desse adiantamento das chuvas que pegou a produção.

Tomara que seja possível.

Foi um trabalho de produção sério, intenso, e de alto custo.

Fiquei realmente muito triste, principalmente por Joãosinho e Val, que sonharam e foram em busca da execução do sonho, dando sua arte de presente naquela noite, entregue por maravilhosos artistas do Brasil inteiro.

Ainda bem que deu tempo de receberem a belíssima homenagem do poeta Thiago de Melo.

Escrito por Alcilene às 03h08
Extraído do Blog Repiquete no Meio do Mundo
http://alcilene.zip.net/

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Foto : Célio Cruz, Sérgio Souto e Sá

Foto do Chico Terra
http://chicoterra.blogspot.com

Novas Crônicas do Guttemberg Guarabyra
Clean
December 11, 2007 07:51 AM PST

Chester voador
Vêm chegando o Natal e o Ano-novo. Novamente as famílias irão se reunir para cear e brigar. Por mais que as recomendações e os votos sejam de paz, assim que a terceira garrafa de espumante é esvaziada, as velhas rusgas nunca resolvidas ameaçam transformar, novamente, o apetitoso chester no bólide periódico que atravessa o espaço de noventa por cento das festas de congraçamento familiar nos fins de ano. Ainda não houve teoria capaz de explicar o fenômeno, mas dá pra evitar ser vítima das conseqüências dessas comemorações antagônicas e hostis. Fórmula número um: dê um perdido — como se diz no jargão policial, quando a patrulha desliga os sistemas de comunicação e, mais tarde, ressurge dizendo que a unidade deve ter entrado em área onde não havia sinal detectável. Desligue o celular e vá ao cinema. Fórmula número dois: passe rapidamente pela festa e diga que está ali apenas para dar um primeiro alô, vai fazer uma ligeira presença em outras duas festas só para cumprimentar o pessoal, e, claro, voltará correndo para terminar a noite em companhia da família querida. A partir daí, siga a fórmula número um. Fórmula número três: vá à reunião mas mantenha-se sóbrio durante toda a noite, custe o que custar. Na hora do quebra-pau, você estará apto pra decidir se deve separar a briga, bater em retirada ou, quem sabe, descontar com lucidez e consciência toda a vileza que aquele primo covarde lhe impôs na adolescência. Fórmula número quatro: comece a beber em casa e já chegue de porre. Pra eles, será impossível de esquecer. Pra você, impossível de lembrar.

Tutorial cívico
Na tela Dia da Agenda, pressione o navegador da esquerda para a direita a fim de mover-se para frente e para trás, um dia de cada vez. Para mover um evento para outro dia ou para outra hora, abra Opções e altere o dia ou a hora. Na tela Congresso Nacional, delete tudo. Vai economizar ética e memória.

História mal contada
Na entrega dos prêmios aos melhores do Brasileirão, assim que Lula surgiu no telão, em mensagem gravada, despontou também a vaia. A classe mídia não tocou no assunto. Mas a classe média não perdoa.

Hino recantado
Salvem o Corinthians / Da segunda divisão...

A MÚSICA DE SÃO PAULO ( Memórias de Zé Rodrix) 6 e 7
Clean
December 11, 2007 07:41 AM PST

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 6

Estava a cada dia mais insatisfeito com o que fazia como profissão: meu momento de sucesso havia passado, e eu não me preparara para isso. Shows cada vez piores, cachês cada vez menores, começamos eu e Tico (que também não estava sabendo bem o que fazer da própria vida) a planejar uma forma de usar nossa tão decantada criatividade, que saia pelos poros, mas não nos rendia nada. Em vez de ficar ouvindo executivos de gravadoras dizerem a frase-chave de suas vidas: - “Porque vocês não fazem uma música mais comercial?”, deveríamos partir direto para a música mais comercial que havia, e que era a música para publicidade. Essa tinha vantagens sensacionais: era paga, aliás, bem-paga, e sempre contra entrega: já no mundo do disco tudo era feito em consignação, ou seja, você gravava e esperava pacientemente para ver o que ia acontecer, se acontecesse… Iniciamos a invenção de nossas personas-publicitárias, baseadas visualmente nos Blues Brothers, e para exibir aos executivos de agências de publicidade o quanto éramos criativos, criamos um monte de clientes fictícios e um monte de jingles inexistentes, que gravamos e começamos a levar às agências da época. Era um susto: quando entrávamos nas empresas, ainda muito tradicionais. ninguém entendia aquele par de loucos, um alto e um baixinho, vestindo ternos pretos, chapéus, óculos escuros, e com pastas 007 algemadas aos pulsos. Um desses diretores de criação, conhecido seca-e-meca por sua ousadia, ouviu nossa fita e decretou: -não tem lugar para vocês na publicidade. Vocês são criativos demais!
Na casa do Tico a vida era uma festa continua, como as sessões passatempo do Cineac Trianon: o espetáculo começava quando você entrava, e terminava na hora em que você ia embora. Uma festa atrás da outra, e no meio desse processo contínuo chegamos a inventar um grupo novo chamado CARECA & PENTEADO, imensa banda & Grupo coral, que se apresentou numa festa-à-beira-da-piscina na recém-inaugurada casa do Sergio Terpins, irmão do Tico, corintiano tão doente que morreu do coração no dia em que o Corinthians original veio jogar em São Paulo. Essa banda tinha dois vocalistas: Tico Terpins e o ator Ricardo Petraglia, que já havia sido João da Fúria em umas das versões anteriores do Joelho de Porco, e foi a primeira a fazer uso da linguagem desabrida e pornográfica que mais tarde diversos grupos-descendentes tornaram corriqueira.
O Joelho foi seminal para essas bandas: no teatro Lyra Paulistana, ali num porão da rua Teodoro Sampaio, dirigido pelo Wilson “Gordo” Souto Jr., surgiram movimentos, grupos, artistas, os verdadeiros criadores da nova música paulistana: recordo do Língua de Trapo, do Premeditando o Breque, do Rumo, de Cida Moreyra, de quem produzimos o primeiro show (dirigido por José Possi Netto) e gravamos o primeiro disco, um raríssimo LP selo Áudio-Patrulha.
O tempo passando, eu cada vez menos interessado em minha vida de artista/cantor e cada vez mais ficando em São Paulo vendo se dava para experimentar a realidade da música de publicidade, junto com o Tico, mas sem coragem para encarar aquilo com a exclusividade e o empenho que a coisa merecia. Um dia, estávamos almoçando no Jardim de Napoli, em Higienópolis, junto com Renato Viola, que à época era diretor da Band Records e estava gravando um interessante LP chamado BEATLES IN CHORO, com arranjos de Mozart Terra e a participação do inacreditável Carlos Poyares. O Jardim de Napoli era quase que nosso refeitório: ali íamos quase todo dia, inclusive fins de semana. levantei-me para ir ao telefone e no aparelho estava um homem dizendo: - Mas a Elis Regina morreu? Com um calafrio, voltei à mesa e falei do que tinha ouvido.- Tolice! disse um, - Estive com ela ontem! disse outro, e até eu mesmo, que a tinha visto dois dias antes, pretendi duvidar. Sempre alegamos a visão da vida como impossibilidade da morte, como se para morrer não fosse suficiente estar vivo. Tico, acostumado ao mundo de boatos que a mídia já impunha, foi mais racional: - Se ao sairmos daqui o rádio estiver tocando músicas dela, ela morreu. Dito e feito: quando saímos do restaurante, as rádios de São Paulo só tocavam suas músicas. No estúdio o rádio ligado confirmou a notícia, e eu gelei. pela primeira vez na vida uma pessoa próxima atravessava para o outro lado. Elis tinha sido quem me justificara como compositor, quando gravou CASA NO CAMPO, minha e do Tavito, e nossos encontros eventuais sempre tinham sido intensos em matéria de amizade. Sua imagem acenando para nós na porta da casa que tinha na Cantareira se repetia incessantemente em minha memória.
Não sei bem porque esta morte tomou tal volume dentro de mim, tornando-se a gota d’água que fez transbordar minha taça de amargores. Sei que fui ao velório no Teatro Bandeirantes, observando com distanciamento crítico o circo de abutres que se movia em torno do caixão, ficando calado quando os repórteres se aproximavam: sei que sai de lá meio nas nuvens, e que caminhei toda a extensão da Brigadeiro e depois da Av. Paulista debaixo de um céu estrelado de verão, fazendo pela primeira vez na vida um balanço de mim mesmo. Não gostei do que encontrei. Eu tinha sido até esse dia um ser-humano-de-segunda-classe, inconsciente de mim mesmo, movido por impulsos incontroláveis e delírios de grandeza sem nenhuma solidez. A morte de Elis, como um sinal específico do que poderia ser meu fim, me fez mudar radicalmente. No dia seguinte, já no Rio de Janeiro, desmontei a minha vida artística, cancelando contratos, shows, gravações, programas de TV, até mesmo um casamento, e mudei definitivamente, ou quase definitivamente, para São Paulo, onde iniciei o que foi a minha carreira mais importante durante 20 anos: tornei-me um criador de fonogramas publicitários, um “jinglista”, profissão que teve sua ascensão e decadência exatamente durante o tempo em que a pratiquei. Minha mudança verdadeira só aconteceu no fim de 82, e em 83 eu já era cidadão paulistano, cada vez mais paulistano, descobrindo em mim a verdade desse estilo de vida como verdadeira forma de ser, enraizada em minha alma exatamente da maneira como Torquato Neto programara e antevira.
Zé Rodrix

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A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 7

Os anos de 82 a 98 passaram com rapidez imensa, hoje percebo: quando se está fazendo o que nos agrada e que rende frutos visíveis, a sensação é a de um carrossel que gira sem parar, levando-nos cada vez mais a um estado de euforia extremamente criativo, cada vez mais vertiginoso, fazendo-nos esquecer da única grande verdade que existe: no Universo vivo, a única coisa permanente é a mudança. Mudamos muita coisa no panorama da música de publicidade: o que antes era um planeta totalmente separado do planeta musical se tornou idêntico a ele, influenciando-se mutuamente, graças ao nosso desejo intenso de usar no mundo comercial as conquistas artísticas de que tínhamos conhecimento. O mundo da publicidade se enriqueceu muito com essa interpenetração de mundos, e não foram poucas as colaborações que demos a campanhas publicitárias que efetivamente mudaram o rumo da publicidade brasileira, modificando inclusive a auto-estima dos profissionais da área, subitamente elevados ao patamar que sempre haviam desejado ter. Nasce dai a confusão que os publicitários fazem entre seu ofício e a Arte, tentando ser mais do que realmente são, certamente por insegurança de seu próprio valor real.
LIdamos intensamente com os dois mundos, e ao mesmo tempo em que criamos campanhas inesquecíveis para C&A, Coca Cola, McDonalds, Chevrolet, Fiat, entre muitos outros, cedemos nossos estúdios e nosso conhecimento da área para que muitos representantes da música paulistana registrassem suas obras. Os Titãs do “iê-iê-iê”, hoje apenas TITÃS, gravaram conosco seu primeiro disco, assim como o Língua de Trapo, o Tokyo e seu cantor Supla, e Tiago Araripe, e Cida Moreyra, e Edson Alves, e a Banda Mantiqueira, e até mesmo Aracy de Almeida, para quem produzimos um show no teatro Lyra Paulistana, só para gravar este que foi o último registro de sua verve e talento. Envolvidos no mundo mutável e variadíssimo da publicidade, em que a cada dia se enfrenta desafios totalmente diversos, a memória específica se torna apenas um registro básico: de nada me recordo, naturalmente, mas ao ser citada uma obra minha certamente me lembro, com espanto, dizendo a mim mesmo: - Puxa, fui eu que fiz isso? Fomos a primeira produtora a fazer uso da nova tecnologia de computação para geração de música, e o que hoje é corriqueiro em inúmeros estúdios já foi motivo de visitas e olhos arregalados por parte dos amigos. Além de produzir dois LPs-terapia do Joelho de Porco, que além de nos aliviar a alma alugada também serviam para renovar a atenção do mercado publicitário sobre nossa criatividade, agora já aceita e até exigida pelo mesmo diretor de criação que a acusou de ser excessiva alguns anos antes, fizemos trilhas para cinema e novelas, participamos de inúmeros eventos e festivais, sempre dando nossa contribuição à tradução de São Paulo, tentando torná-la mais-que-perfeita. Casei-me, tive filhos, plantei arvores, escrevi livros, de certa maneira para não perceber a passagem do tempo e a mudança que se avizinhava.
Seu primeiro sinal foi o próprio mercado de publicidade, inchado até o ponto de quase-ruptura pelos que dele se aproximaram exclusivamente por razões materiais, o que significa a quase totalidade dos que se dedicam a esse ofício. Outro foi a mudança de postura dos clientes, finalmente entendedores do processo de ilusão a que os publicitários os vinham submetendo, e que se profissionalizaram a ponto de entender mais do negócio que os próprios publicitários. Outro sinal mais poderoso foi a profissionalização da contravenção no mercado de música, com os bandidos amadores de vinte anos antes se profissionalizando e galgando degraus inacreditáveis no comando de empresas para quem a música passou a não importar, numa analogia com o mercado de pizzas, pois para o pizzaiolo o recheio não importa, desde que ele venda a pizza que o público não consegue deixar de comprar. Empresas começaram a fechar, gravadoras começaram a não ter mais controle sobre seus produtos, e eu via isso com crescente espanto, e muita preocupação. O sentimento de que os ventos da mudança começavam a soprar, e a perplexidade de ser aparentemente o único que percebia isso, já que os outros que também sentiam isso não tocavam no assunto, fazendo-o desaparecer ao esconder a cabeça na areia, foi-me gerando imensa preocupação. Infelizmente, não apenas em mim. Uma quinta feira de Julho de 1998, depois de um jogo do Brasil na Copa do Mundo, meu sócio, irmão, amigo Tico Terpins pôs a mão no peito e morreu.
Ficar sem o amigo de tantos anos, minha referência em matéria de publicidade, música e vida, não foi fácil: o que me sustentou foi a beleza de São Paulo, e os outros amigos que venho fazendo nesse tempo todo, sinceros e verdadeiros. Em todo o caso, já que a mudança se apresentara, resolvi encará-la sem medo e me atirei de volta a coisas que não fazia desde quase 20 anos atrás: aceitei a proposta de meus antigos parceiros Sá e Guarabyra e reativamos nosso trio. Nossa reestréia se deu no Rock’in’Rio, mas foi em São Paulo que gravamos nosso CD/DVD, chamado OUTRA VEZ NA ESTRADA, perpetuado para a posteridade no palco do Teatro Mars, como prova cabal de mais um reinício.
Tenho o vício do reinício constante: a qualquer momento em que algo termine, com um estrondo ou um sussurro, eu já ponho o pé no caminho novo que se me apresenta à frente. não sei se é a São Paulo que não pode parar que me faz ser assim, da maneira como está enraizada em meu próprio ser. Mas a cada instante que passa surgem novas opções, e a música de São Paulo, que tem o saudável hábito de fingir-se de morta quando as condições históricas não lhe são agradáveis, pôs novamente de fora sua bela cabeça, de um jeito inesperado e nada sutil, quando fui convidado a comparecer a um clube de compositores que se reúne em um bar de Perdizes, mais exatamente na Rua Caiubi, 420.
A partir de uma certa idade, as homenagens são sempre agradáveis, e a gente não consegue perde-las. Pois essa resultou em imenso e inesperado prazer: nesse dia conheci uma nova e criativíssima geração de compositores completamente livres das velhas leis de mercado, da equivocada arte de massa, de ideologias-como-camisas-de-força, do abandono da Arte como forma de ganhar o próprio sustento. Em um período de duas horas, não mais, ouvi pelo menos 20 músicas fenomenalmente bem feitas, daquelas que cutucam a nossa emoção por dentro e não nos deixam espaço para racionalizar o que elas nos causam. A música de São Paulo, que me parecia morta, estava vivíssima, atuante, dando claros sinais de uso positivo da mudança que a gerara, Passei a freqüenta-los, a me abismar com sua forma de trabalhar, acabando por tornar-me curador de seu movimento, que tem dado bons e deliciosos frutos. Além disso, vejo a cada dia surgirem novos compositores e intérpretes, uma realidade muito parecida com a que eu vivi em meus tempos de pré-profissional, onde a alegria de estar a serviço da arte que se traz no coração é mais importante que tudo.
Como era de se esperar, a música de São Paulo, aqui do meu ponto de vista, renasce a cada instante, apoiando-se nos ombros dos gigantes que a fizeram para subir cada vez mais em direção as estrelas. Ou melhor: a música de São Paulo é como o Monumento das Bandeiras, de Victor Brecheret, ali em pleno Ibirapuera. O barco há de seguir, e se tem quem o puxe também tem quem o empurre, porque o trabalho conjunto é feito por todos, cada um de seu jeito. O barco tem que seguir sempre em frente, desbravando o futuro, apontando sua proa para o desconhecido que causa menos temor do que desejo. Os remadores que já não estão mais entre nos, e que em meu peito têm as caras de Torquato Neto, Elis Regina, Tico Terpins, seguem conosco, porque só desaparecem aqueles de quem não nos lembramos mais, e esses três, pelos motivos mais óbvios, têm a cara do futuro, que nunca é incerto: incerto é apenas o que ele nos trará, e por isso mesmo fascinante.
Vi o que vi, e só falo do que vi, vivi e experimentei: em meu peito, contudo permanece a grande ansiedade pelo que virá na próxima curva, no próximo dia, no próximo século. A música de cada época comporta imensas variações, seja por obra da evolução seja por obra da transformação, e seria equivoco julgá-la com base no critério que estiver atualmente imperando, pois este é apenas uma fase histórica mais ou menos duradoura, e que inevitavelmente desaparecerá algum dia, como já desapareceram as tantas que a antecederam, deixando o caminho livre para uma outra fase onde haverá outro critério completamente diverso, que nenhum de nós é hoje capaz de pressentir qual será. E nesse dia certamente surgirá alguém como eu que, com a mesma emoção à flor da pele, diga do que viu e viveu: - Meninos, eu vi!
Zé Rodrix

Sá & Guarabyra em Macapá no dia 13 de dezembro
Clean
December 07, 2007 11:25 AM PST

Oportunidade única de assistir um revival da dupla, que só acontece quando o o Zé fica impossiblitado, por alguma razão, de viajar!!

O Maior Encontro da Música Brasileira no Meio do Mundo vai fazer o canto amazônico ecoar para além das florestas e rios do Amapá. A comemoração dos 50 anos de Joãosinho Gomes e Val Milhomem vai reunir no palco da Fortaleza de São José de Macapá grandes nomes da música brasileira, interpretando composições dos dois músicos que têm levado canções do Amapá aos ouvidos e sentidos das mais diversas paragens do Brasil.

São 50 convidados para o show que terá quatro horas e meia de duração, em apresentações que vão mostrar a singularidade do encontro entre artistas que produzem e cantam ritmos diversos. O batuque regional e os ladrões do marabaixo, por exemplo, têm encontro marcado no palco com a música popular brasileira de Chico César, Jane Duboc, Paulinho Moska, Flávio Venturini, entre outros; o samba do Amapá tem encontro com os solos do violão plangente de Sebastião Tapajós. Outros convidados como Lecy Brandão, Sá e Guarabira, Cláudio Nucci, Celso Viáfora, Vital Lima, artistas que se destacam na música por todo o país, estarão no palco com artistas amapaenses como Patrícia Bastos, Zé Miguel, Amadeu Cavalcante, Enrico Di Miceli, Negro de Nós, Osmar Júnior e uma série de outros, entoando as canções de Joaõsinho Gomes e Val Milhomem. Por aí se vê o que se pode esperar do evento, no dia 13 de dezembro, a partir das 20 horas.

Durante o show será lançado CD duplo com as músicas de Joãosinho Gomes e Val Milhomem já gravadas por outras vozes, como Nilson Chaves, Enrico Di Miceli, Paulinho Moska, Lucinha Bastos e Celso Viáfora. E para que O Maior Encontro da Música Brasileira no Meio do Mundo entre de vez para a história da música do Amapá e seja ouvido pelos mais distantes apreciadores da boa música, todo o show será gravado para a produção de um DVD.
A produção do Show é do Movaa - Movimento de Valorização do Artista da Amazônia.

Serviço
Ingresso: R$ 40 reais (estudantes com carteirinha pagam meia)
Locais de venda: Sorveteria Jesus de Nazaré e Banca do Dorimar
Telefone para informações adicionais: 8115-9776 e 9913-1818

Museu Fortaleza de São José de Macapá está localizado na Rua: Cândido Mendes, S/N. º Centro / Macapá-AP.

Luiz Carlos Sá & Os Lobos ( 2ª parte - esclarecimentos)
Clean
December 07, 2007 11:09 AM PST

Apesar de encontrarmos várias fontes que dão como certa a participação do Luiz Carlos Sá n’Os Lobos , no final dos anos 60, a verdade é que a banda somente gravou 2 canções do Sá ( Santa Tereza e Homem de Neanderthal ) ( ver post sobre Os Lobos abaixo). Porém ele fez parte de uma banda com o baixista d’Os Lobos, Chiquinho, chamada A CHARANGA que teve uma participação no V FIC com a música “Milhões de anos luz” ( 1970 ). No ano seguinte o Sá compositor passaria para as semifinais do VI FIC com “Tucaberê “ interpretado por Paulinho Machado.

Fonte: Luiz Carlos Sá
http://www.geocities.com/altafidelidade/

Toninho Horta, Lena Horta e Yuri Popoff em show beneficiente em BH
Clean
December 01, 2007 02:46 AM PST
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Toninho, Lena e Yuri além de convidados especiais estarão reunidos dia 7 próximo, sexta feira, para um concerto em prol da construção do Núcleo Social do Centro Ramakrishna Vedanta de BH/MG. Será imperdível a oportunidade, um concerto à preços populares com a renda revertendo para uma obra social. Mesmo que vc não possa ir, adquira seu ingresso!!! A causa é justa e o valor...um ingresso de cinema!
Esse é um dos aspectos que mais admiro no Toninho, sua coerência e a grandeza de seu espírito!!

FEIRA DO LAVRADIO na LAPA
Clean
November 30, 2007 09:21 AM PST
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Shows grátis esse sábado ( dia 1º):

às 15 hrs: Songoro Cosongo com ritmos latinos. O fenômeno do último carnaval de Santa Tereza!!! Arrastando, em pleno carnaval, uma multidão ao ritmo de congas, salsas, cúmbias, etc

às 16 hrs: Zabatê, a banda de percussão formada só por meninas (13), de todas as idades e formações, resultando num som diferente das tradicionais bandas de percussão! A banda da Paulinha, percussionista que tb participa do DVD do SUCATA DE LUXO.

(outros acontecerão, mas esses serão "especiais"!!!)

Pra quem nunca ouviu falar a Feira do Lavradio é uma feira de antiquários, moda e decoração, que lança tendências inovadoras. No âmbito cultural, traz a cada sábado, além dos tradicionais grupos de chorinho, novas bandas de todos os ritmos, grupos de mímicos, teatro, etc.
( Similar às feiras da Benedito Calixto, SP, ou o Brique da Redenção, Poa.)

Fotos do Claudio Lara

PARABÉNS, GUARABYRA!!!!!!!
Clean
November 20, 2007 04:36 PM PST
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Parabéns pelos 60 anos completados hoje!!! E parabéns pra todos nós que convivemos com seu imenso talento e simpatia há 43 anos!!!
Gut, Gutbyra, Guarabyra, Guarabira, Guttemberg, que sua vida seja longa e proveitosa!!

Mac Jesus
Clean
November 09, 2007 06:48 PM PST

Foi lançado recentemente um livro no qual um especialista em comunicação estuda Jesus Cristo sob o ângulo da propaganda e do marketing. O autor, em entrevista na televisão, apresenta as parábolas de Cristo como um grande exemplo de como o Mestre vendia bem seu peixe. Acho realmente que as parábolas eram especiais. Utilizava além disso, segundo o livro, muitos outros truques, ou ‘ferramentas’ como se diz no jargão dos profissionais modernos. Ainda não li o livro, mas não acredito que o autor arrole entre as grandes proezas publicitárias de Jesus o episódio em que, seguido de grande multidão, passa por baixo de uma árvore, olha para cima e divisa o baixinho e até então desconhecido Zaqueu tentando apoiar-se nos galhos da arquibancada improvisada. O rico cobrador de impostos aboletara-se ali apenas porque, devido à baixa estatura, percebeu que seria a única maneira de ver o Messias. Como prêmio, levou-o para jantar em sua casa pra lá de luxuosa, assim como a todos os discípulos. Comeram e beberam do bom e do melhor. Para quem não está vendo com bons olhos o fausto da ocasião, e antes que a oposição gritante comece a censurar a comitiva cristã, é bom lembrar que Jesus sabia a razão de estar ali. Zaqueu, apesar de cobrar impostos e receber excelente quinhão pelo trabalho que o tinha deixado riquíssimo, seguia estritamente os princípios do cristianismo. Tanto que, em dado momento, o Mestre, após interromper o jantar, lamber os lábios e limpar a barba num fino guardanapo de linho, dirigiu-se docemente ao anfitrião... E o convidou para ser um deles! Você recusaria um convite desses, apresentado pessoalmente por Jesus Cristo? Pois Zaqueu recusou. Na saída, tarde da noite, Jesus comentaria ter faltado muito pouco para que o baixinho aceitasse o chamado. Vai ver era supersticioso. Seria o 13º discípulo. O fato, porém é que o cristão milionário olhou à sua volta (não devia ter bebido muito), comparou a paisagem ao redor com o estresse e a fome dos futuros colegas, e elegantemente recusou o convite.
Mas o que isso tem a ver com propaganda? Não faço a menor idéia, ainda mais levando-se em conta que o fato não se concretizou. Todavia, creio que Zaqueu passaria à história como um rico que quase chegou lá. Jesus, porém, e como sempre, não foi pego de surpresa (sabia de antemão até a hora da morte) e tinha plena ciência de que os ricos são assim mesmo. Aliás, é aí que deve estar a mensagem contida nessa história. Mas falando de propaganda e cristianismo pra valer, o único comentário que faço habitualmente diz respeito ao símbolo dos cristãos. O peixe. Talvez tenha sido adotado porque Jesus, ao convocar Simão, o convidou para ser ‘pescador de homens (este aceitou o convite, tornou-se o primeiro apóstolo e Jesus deu-lhe o nome de Pedro – a pedra basilar da nova crença). No entanto, caso o símbolo tenha sido inspirado no milagre da multiplicação de pães e peixes, reclamo com veemência a presença do pão. Se a Igreja resolver aceitar a correção, ainda que tardia, sugiro como novo símbolo a figura de um belo McFish. Peixe, pão e a filosofia da Igreja de hoje, tudo numa imagem só. Perfeito! Vai ser o anúncio do ano.

guttemberg guarabyra

Rumos Itaú Cultural Música
Clean
November 08, 2007 05:37 PM PST

Conheça os artistas selecionados na última edição do programa

A sexta edição do programa Rumos Itaú Cultural Música encerra seu processo de seleção. Entre 2.222 inscritos, foram selecionados 50 participantes, entre conjuntos e músicos, na categoria Rumos Mapeamento; e oito na categoria Rumos Homenagem.

Com 20 estados brasileiros representados pelos participantes selecionados, o programa reunirá as músicas escolhidas na coletânea de CDs Rumos Itaú Cultural Música, que será lançada no primeiro semestre de 2008.

A seleção para as duas categorias foi realizada por uma comissão composta de especialistas, como os jornalistas culturais Israel do Vale e Juarez Fonseca; os músicos e compositores Bado, Chico Correa e Tuzé de Abreu; o membro do grupo Devotos, Cannibal; e a compositora, intérprete e integrante da banda Pato Fu, Fernanda Takai; entre outros.

Mais informações no hotsite do programa.

Confira os selecionados:

Categoria Mapeamento

AC
Los Porongas

AL
Vitor Pirralho e Uniddade
Wado

BA
Jussara Silveira

CE
Dona Maria do Horto
Idson Ricart
Os Cabinha (bandinha de Iata)

DF
Móveis Coloniais de Acaju
Rubi
Satanique Samba Trio

GO
Sons do Cerrado

MA
Bumba boi de Maracanã

MG
Cantadeiras de Souza
Coletivo Universal
Érika Machado
Monte Pascoal
Paula Santoro
Porcas Borboletas

MS
Alzira Espíndola

MT
Vanguart

PA
La Pupuña

PB
Cátia de França
Zabé da Loca

PE
Alessandra Leão
Banda de Pífanos Santo Antonio
Reisado das Caraíbas
"Seu" Luis Paixão

PR
Grupo Fato
Rogério Gulin

RJ
Délcio Carvalho
Duo GisBranco
Jongo da Serrinha
Quarteto Radamés Gnattali

RO
Soda Acústica

RR
Eliakin Rufino

RS
Adolfo Almeida Jr & Paradoxos
Pata de Elefante
Quartchêto

SC
Cravo da Terra

SP
Alessandro Penezzi
Ana Fridman
Axial
Clube do Balanço
Conversa Ribeira
Duo Priedols Kacelnik
H2P
Izabel Padovani Trio
Luis Felipe Gama e Ana Luiza
Matuto Moderno
Wandi Doratiotto

Categoria Homenagem

BA
PitubaR2

MG
Indiada Magneto
Rogermoore

PB
Assis Medeiros

RJ
Felipe Radicetti

RS
IndiviDuo

SP
Gilberto Assis
Itamar Vidal

**********

Tanta gente boa , alguns conhecidos, outros nem tanto!!! Alguns vc já ouviu falar ou já passou pela sua cidade! Então abra seus ouvidos e coração para escutar o novo ou o velho repaginado ( ou redescoberto)!

DISCOGRAFIA DO ZÉ RODRIX ( c/ links)
Clean
November 02, 2007 05:00 AM PDT

Organizada pelo Renato Menezes, vocalista do Malachai e, como eu, admirador dos múltiplos talentos de Zé Rodrix, aí vai a discografia oficial do Zé. ( Como a obra do Zé está sempre em permanente “re-evolução”, ela nunca estará atualizada!)
Lembrando que alguns discos foram relançados em boxset ou individualmente, com um valor bem em conta! Mas alguns ítens, como a trilha do espetáculo teatral Band Age, não existem em catálogo!

I Acto - 1973

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1 Casca de caracol
(Zé Rodrix)
2 Coisas pequenas
(Tavito - Zé Rodrix)
3 Eu não quero
(Zé Rodrix)
4 Essas coisas acontecem sempre
(Tavito - Zé Rodrix)
5 Receita de bolo
(Tavito - Zé Rodrix)
6 Cadillac 52
(Zé Rodrix)
7 Eu preciso de você pra me ligar
(Zé Rodrix)
8 Xamêgo da nega
(Zé Rodrix)
9 Quando você ficar velho
(Zé Rodrix)
10 IIº acto
(Tavito - Zé Rodrix)

Quem Sabe sabe, Quem não Sabe não precisa Saber [1974]

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1 Quem sabe sabe quem não sabe não precisa saber
(Zé Rodrix)
2 Muito triste
(Zé Rodrix)
3 Compota de cereja
(Zé Rodrix)
4 Roupa prateada
(Zé Rodrix)
5 A volta do filho pródigo
(Tavito - Zé Rodrix)
6 Muro da vergonha
(Zé Rodrix)
7 Circuito universitário
(Maxine - Zé Rodrix)
8 Noite de sábado
(Tavito - Zé Rodrix)
9 Um rock pras futuras gerações
(Zé Rodrix)
10 Cadeira vazia nº 2
(Luiz Carlos Sá - Guarabyra - Zé Rodrix)
11 Os bons velhos tempos (Estão de volta outra vez)
(Zé Rodrix)
12 Não perca o final
(Zé Rodrix)
13 A roupa nova do rei
(Zé Rodrix)

Trilha Sonora do Filme MOTEL [1975]
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Lado A
1. Motel
2. Professor e Aluna
3. Fábio e Fani

Lado B
1.Consultório de Dentista
2.Mariña
3.Paulista Solto no Rio

Soy Latino-Americano [1976]

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1 Soy latino americano
(Livi - Zé Rodrix)
2 Boa viagem
(Zé Rodrix)
3 É impossível parar de dançar
(Zé Rodrix)
4 Donde estará mi vida
(I.Roman - Segovia - F.Naranjo)
5 Chamada geral
(Livi - Zé Rodrix)
6 Exército da salvação
(Zé Rodrix)
7 Eu vou comprar esse disco
(Lamis - Zé Rodrix)
8 Ilha deserta
(Zé Rodrix)
9 Hmmm! (Mas que noite)
(Zé Rodrix)
10 Eu não sei falar de amor
(Felipe - Zé Rodrix)

Quando Será? [1977]
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1 Quando será
(Livi - Zé Rodrix)
2 Eu não fui bandido o tempo todo
(Livi - Zé Rodrix)
3 Arca de Noé
(Zé Rodrix)
4 Devolve meus LP's
(Livi - Zé Rodrix)
5 Guantanamera
(Marti - Wolde)
6 Casamento
(Jorge Amiden - Zé Rodrix)
7 O dono da verdade
(Livi - Zé Rodrix)
8 Animais
(Lamis - Zé Rodrix)
9 Foi você quem nos apresentou
(Ramos - Zé Rodrix)
10 Baila salsa
(Miguel - Zé Rodrix)
11 Água que não vais beber
(Livi - Zé Rodrix)
12 Se o cantor calar
(Felipe - Zé Rodrix)
11 Todo dia eu tenho que chorar um pouco
(Ramos - Zé Rodrix)
12 Casa no campo
(Tavito - Zé Rodrix)

Hora Extra [1979]

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1 Hora extra
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
2 Te conheço, tubarão
(Zé Rodrix)
3 Pela primeira vez
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
4 A gente pode voar
(Zé Rodrix)
5 Lamento escravo
(Eliseo Grenet - Aurélio G. Riancho)
6 Tomando chá
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
7 Lili
(Zé Rodrix)
8 Vem o hômi
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
9 Adeus, amigo
(Paulo Coelho - Dom Beto - Zé Rodrix)
10 Cabeça de fora
(Zé Rodrix)
11 Onde está você?
(Jorge Amiden - Zé Rodrix)
12 O jornal falou
(Zé Rodrix)

Sempre Livre [1979]
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1 Melô da abertura
(Zé Rodrix)
2 Salve a bronca
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
3 Se é pra voltar desse jeito
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
4 Mercado do amor
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
5 Carga pesada
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
6 Abaixo a cueca
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
7 Hotel das estrelas
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
8 Norma [Problemas]
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)
9 Não, não, não
(Zé Rodrix)
10 Eu preciso tanto
(Paulo Coelho - Zé Rodrix)

Faixas Raras
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A Longa Marcha [EP] 1981
1. Rock do Planalto
2. Seu Abelardo

Me deixa Voltar [EP] RCA [1979]
1. Me deixa voltar
2. Faça de mim um objeto

outras faixas:
1. Nunca senti tanto medo de ser feliz [2005]
2. 660th Huntingtown Blues
3. Chevrolet (Jingle)
4. Velho Cigano [Sá/Rodrix]


Zé Rodrix & Miguel Paiva - Band Age [1983]
http://rapidshare.com/files/44955677/Band_Age__1983_.rar.html

LADO A

1. Abertura - Companheiros/Bum Bum - Diniz, Rock & Companhia.
2. Ave Maria/O Caos e as Trevas - Companhia
3. Somos Iguais - Guta, Rose, Deise e Berê
4. Festa - Companhia
5. Berceuse - Deise

LADO B

1. Transas - Companhia
2. Borboletas Amarelas - Berê
3. Um Tempo, uma Razão, um Lugar - Rock e F. Henrique
4. Vestibular - Passo a passo
5. Algo em Nós - Guta e Companhia

Músicos:
Zé Rodrix:Grand Piano, Prophet 5, Percussão, Flautas, Realejo, Banjo/ Computer Needle, Barbarizer, Harpa, vocais, Clarinet, Terpszinsky Pattern, Dobro.
Nico Assunção: Baixo e Baixo fretless
Carlinhos (Acho que é o cara do Módulo 1000 e Vímana): Bateria, Percussão.
Mikka: guitarra, gaita, etc.
Participação especial de Marya Bravo e Ensemble de Sintetizadores de São Paulo.

Beatles off topic
Clean
October 31, 2007 03:12 AM PDT

Lembra da estória dos Lps tocados ao contrário? Então, agora a onda é comprimir ao máximo os arquivos mp3 e descomprimir depois, que dá nisso:
http://blogfiles.wfmu.org/KG/McLaughlin/EditorB_Revolution.mp3

Steve Mclaughlin comprimiu todos as canções (álbuns editados na INGLATERRA) de Beatles 800% em um MP3 de 1 hora.

São esses que compõem o MP3:

Please Please Me
With the Beatles
A Hard Day's Night
Beatles for Sale
Help!
Rubber Soul
Revolver
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
The Beatles (White Album)
Yellow Submarine
Abbey Road
Let It Be

Para baixar o MP3:
http://blog.wfmu.org/freeform/2007/10/the-complete-be.html

Carinho
Clean
October 29, 2007 03:43 AM PDT
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Todas as filosofias, crenças ou religiões concordam que energias atraem energias similares.
Energias positivas se agrupam e formam ondas de positividade, carinho, amor, afeto! Havia uma onda dessas em B.H. semana passada!

Foto: Maurício Gouvêa, em visita à BH, Maria Valéria e Toninho Horta ( alguém por quem vale a pena ser fã...ou “devota”) no Marilton's Bar.

Dá um Time, xará!!
Clean
October 28, 2007 04:07 PM PDT

Uma canção do Zé Rodrix gravada pelos "The Fevers" : hit das paradas de sucesso populares da época. Nós, adolescentes, a cantávamos com ironia, já que ela também ironizava o comportamento adolescente.

Parceria ( será que foi a única? Acho que não...) com o Bambi (Sebastião Ferreira da Silva) outro “hit maker” com sucessos na voz de Altemar Dutra, Moacyr Franco, Ângela Maria, e muitas versões, e descobridor de Sidney Magal e Lady Zu. Assinava as canções com apelidos diversos, masculino e feminino e até esse dúbio-fantasioso-disneyano !

O Elo Perdido : Luiz Carlos Sá e Os Lobos
Clean
October 27, 2007 08:10 AM PDT

Grupo de rock formado por Dalto (voz), Ronaldo (guitarra),
Cássio Tucunduva(guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e
Cláudio (bateria) ( ou na primeira formação:Cássio Tucunduva, Antonio Quintella,Fred Luiz e Roberto Gomes) na cidade de Niterói (RJ) no início da década de 1970. Em 71 lançaram o primeiro LP - "Miragem", e participaram do Festival Internacional da Canção de 1972, classificando-se entre os dez finalistas com "Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo", de Raul Seixas.
Faziam um rock psicodélico nos moldes dos Mutantes,
chegando a lançar alguns discos pelo selo Top Tape. O cantor e
compositor Dalto ("Estranho") teve curta - mas importante- participação no grupo, bem como Luiz Carlos Sá( em MIRAGEM com O Homem de Neanderthal e Santa Tereza), um pouco antes de se encontrar com Zé Rodrix e Guarabyra. Aí a história toma outro rumo...

Os Lobos
LP Miragem - 1971
Top Tape

1. Seu Lobo
( Cássia _ cristina)
2. O Homem de Neanderthal
(Luiz Carlos Sá)
3.Avenida Central
(Paulinho Machado)
4.Meu amor por Cristina
(João Luiz Negri - Tomás Lima Netto)
5. You
( Francisco Aguiar)
6.Miragem
( antonio Claudio - Cássio Fred)
c/ lizt ayala
7. Santa tereza
(Luiz Carlos Sá)
8. Dorotéia
(Paulinho Machado - João Luiz Negri)
9. Carro Branco
(Paulinho Machado)
10.Pasta dental sabor chiclete
(dalto - Claudio)

http://www.4shared.com/file/27566248/45ad1911/os_lobos-miragem-1971.html

**********

Para ouvir: Santa Tereza

Surf's Up
Clean
October 24, 2007 06:10 PM PDT
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Enquanto chove lá fora, aí vai um "extreme off topic": Será que a produção de Surf's Up ( Vai dar onda) andou lendo meu post do ano passado , sobre pinguins surfistas????rs O fato é que o argumento é o mesmo: na verdade os pinguins "inventaram" o surf!! Wow!
Pra aficcionados por pinguins, pais e mães aí vai o site oficial:
Com a trilha disponível para "degustação"!
Como lástimo que os grandes clássicos do Surf Music não tenham entrado, aí vai o big clássico Pipeline, com os Ventures!

E se vc não gostar de surf, nunca surfou ( nem de prancha de isopor!), odeia praia, sol , sal e areia...huuuum, sei não...vc está perdendo algo!!!
Corra pra praia mais próxima esse verão!

TRIBUTO A GEORGE HARRISON - Jay Guru Deva Om
Clean
October 20, 2007 04:34 AM PDT
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Para os meus amigos que ainda, como eu, não saíram da década de 70, que ainda não haviam nascido, mas acreditam nos ideais, um evento mais do que especial! Quando recebi o convite pensei “essa é a minha turma”, e a do Tchelo, da Carol, do Renato Menezes, do Sérgio Schueller e do Sérgio Carvalho criador dO NECTAR (NÚCLEO ECOLÓGICO DE CULTURA E TRABALHO ALTERNATIVO RURAL) http://br.geocities.com/nectarsom/
Um espaço alternativo para todos os tipos de artes!

Nectar apresenta: Festa Indiana & Tributo a George Harrison !

É com grande satisfação que estaremos realizando no dia 26 de Outubro - Sexta-feira - este maravilhoso e, imperdível, evento multi-cultural , gastronômico, místico, musical e de confraternização em torno da cultura oriental e do ex-beatle George Harrison.

PROGRAMA:

Inicio 19h: Exposição de um vasto acervo da obra de George Harrison: Livros, Lps, fotos, pôsteres, reportagens, cds, dvds etc...

19h30: Cerimônia de abertura “Agnihotra”, ritual hindu do fogo para a purificação do karma individual e planetário!

20h: Desfile de trajes indianos.

20:15h: Apresentação de Dança Indiana.

20:30: Mantras & Bhajans com instrumentos orientais.

21h: Exibição no telão de imagens raras no documentário “Hare Krishna Temple” com George Harrison sua musica e ligação com a espiritualidade oriental.

23:00h: Show Tributo/Homenagem a George Harrison acontece com o grupo "Dark Horse Band" - Cleber Beckman: voz, violão e teclado; Ruben Fernandes: voz, violão, guitarra slide; Henrique Bonna: voz e guitarra; Sergio de Carvalho: baixo, sitar e tabla; Marcelo Rodrigues: bateria. A banda irá tocar canções de George Harrison em carreira solo e também de sua ex-banda The Bealtes.

Em 29 de Novembro de 2001, deixava este mundo um dois maiores músicos e guitarristas da história: GEORGE HARRISON. Antecipamos esta merecida homenagem a ele, onde os fãs nestes seis anos de saudades, poderão relembrar um pouco da grandiosa vida e obra de um ser humano diferenciado, sensível, quieto, introspectivo, místico, ecologista, talento musical extraordinário e que também, modestamente, gostava de ser conhecido e até mesmo se auto-intitulava como um simples e dedicado “jardineiro”.

George nunca se deixou dominar pela fogueira das vaidades reinante no meio artístico, ao contrario, utilizou sua fama, prestigio e recursos financeiros para realizar diversas obras a serviço da humanidade como no antológico e pioneiro evento beneficente “Concerto para Bangladesh”. Venha celebrar conosco no maior astral esta festa tão especial! Namastê! (Sergio Carvalho)

Local: NECTAR
Estrada dos Bandeirantes 22.774 * Vargem Grande * RJ
DATA: 26 de Outubro (Sexta-feira) 2007
ATENÇÃO: Inicio do Evento: 19h
ENTRADA FRANCA até às 22h.
Das 22h até às 23h, o ingresso custa: R$10 a partir da 23h é R$15.

Informações:
2428 13 87 e 9168 71 09 (Sergio)
3787 72 34 e 9832 33 36 (Narayana)

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Para Ouvir Toninho Horta - ACROSS THE UNIVERSE ( Durango Kid) 1993

Composta em 68, a música só saiu no disco de 1969 "NO ONE IS GONNA CHANGE OUR WORLD" para o WWF e logo após, em 70, no LET IT BE ( já um pouco modificada, sem os sons originais de pássaros ao fundo).
John Lennon "recebeu" a frase "Words are flowing out like endless rain into a paper cup" como inspiração e através dela se desenvolveu a canção.

A brasileira Lizzie Bravo( que merece um post só seu), entre outras coisas, ex esposa do Zé Rodrix e mãe da sua filha mais velha : a cantora e atriz Marya Bravo ( merece não só 1 mas vários posts especiais e muitas canções para se ouvir!), participou no backing vocal dessa canção, em 68, nos estúdios de Abbey Road!
Ela tb participa, numa aparição relâmpago, do curta "Nasce Uma estrela", do José Adler ( c/ Milton Nascimento & Som Imaginário), já citado aqui.
Mas falaremos mais da Lizzie mais adiante!

Across The Universe
Gram
Composição: the beatles

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither wildly as they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my openedmind,
Possessing and caressing me.

Jai guru deva. Om.
(guru)(deva)

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a millioneyes,
They call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,
They tumble blindly as they make their way across the universe

Jai guru deva. Om.
(guru)(deva)

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Sounds of laughter, shades of love are ringing through my openedears
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a millionsuns,
And calls me on and on across the universe

Jai guru deva. Om.
(guru)(deva)

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Jai guru deva.
Jai guru deva.
Jai guru deva.
Jai guru deva.
Jai guru deva.
Jai guru deva.

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Across The Universe (Tradução)
Gram
Composição: the beatles

Palavras flutuam como uma chuva sem fim dentro de um copo de
papel
Elas se mexem selvagemente enquanto deslizam pelo universo
Um monte de mágoas, um punhado de alegrias estão passando por
minha mente
Me possuindo e acariciando

Jai guru deva. Om.

Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo

Imagens de luzes quebradas que dançam na minha frente como
milhões de olhos
Eles me chamam para ir pelo universo
Pensamentos se movem como um vento incansavel dentro de uma
caixa de correio
Elas tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho pelo universo

Jai guru deva. Om.

Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo

Sons de risos, sombras de amor estão tocando meus ouvidos
abertos
Me excitando e convidando
Um amor incondicional sem limites que brilha em minha volta como
milhões de sóis
E me chamam para ir pelo universo

Jai guru deva. Om.

Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo

Jai guru deva
Jai guru deva
Jai guru deva
Jai guru deva
Jai guru deva
Jai guru deva

( Letras colaboração da Maria Valéria Bethonico)

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 5
Clean
October 19, 2007 04:05 PM PDT

Meu primeiro show solo foi no Teatro 13 de Maio, ali na Rua do mesmo nome, onde hoje é o Café Piu-Piu. Era um show metido a fantástico, com efeitos de magia e prestidigitação, e uma banda deliciosa denominada AGÊNCIA DE MÁGICOS, com a qual gravei meu segundo disco solo. Nesse teatro já estavam ensaiando os Dzi Croquettes, a genial invenção de Wagner Mello e Lennie Dale, que lançou em nossa terra as bases do que depois desembocaria nos Secos e Molhados: a androginia como ferramenta da arte. O Teatro 13 de Maio nunca mais foi o mesmo, depois do sucesso dos Dzi Croquettes, mais de um ano em cartaz, com casas cheíssimas. Os Secos e Molhados, ainda sem Neyzinho, eu conheci numa casa muito louca chamada Kurtiço Negro, nos baixos da Rua Santo Antonio, da qual, ninguém se lembra, e eu só tenho certeza de que existiu porque tenho fitas raríssimas de shows dessa casa, com Secos, Luli (mais tarde da dupla Luli & Lucina) e o Alfa Centauri, do Edu. Se não fossem esses registros, eu certamente duvidaria de minha sanidade mental.

Tempos loucos, muito loucos: Moracy Do Val esteve em minha casa, e eu lhe mostrei o LP de uma banda americana chamada Grand Funk Railroad, que despontara para o sucesso subitamente, vindo de um anonimato absoluto, com o expediente de aplicar 1.000.000 de dólares na compra de seu próprio disco, chegando ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos, e dai em diante vendendo pelo menos mais cinco milhões de dólares, tornando-se sucesso instantâneo. Moracy Do Val fez o mesmo com os Secos e Molhados, aplicando uma grana sentida nos discos do próprio grupo, dando o start necessário ao que foi o maior fenômeno do disco de que o Brasil já teve notícia. Mas o destino tanto dá quanto cobra: nesse mesmo apartamento conheci dois amigos americanos de Lennie Dale, que ficaram fascinados com a idéia de uma banda de rock que só aparecia maquiada, e cujos rostos limpos ninguém jamais conhecia. Chamavam-se Gene e Paul, e não foi sem surpresa que algum tempo depois surgiu uma banda americana chamada KISS, ambos filhos das New York Dolls, que certamente eram a inspiração visual dos Dzi Croquettes.

Negócios, necessidades, mais uma mudança para o Rio de Janeiro, de onde só retornei, dessa vez em definitivo, em 1983, para a montagem do musical BANDAGE! meu e de Miguel Paiva, no Teatro Cultura Artística. Mas minha vida já se prenunciava paulistana, desde o dia em que na Via Dutra, chegando ao Rio de Janeiro, cruzei com o carro do Joelho de Porco. Trocamos telefones ainda em movimento, e mais tarde, quando cheguei ao Rio, me ligaram perguntando como eu poderia ajuda-los a destrinchar as necessidades documentais para que o show se realizasse. Coloquei imediatamente o meu secretario Tim à disposição, o show aconteceu, Tico Terpins ficou imensamente agradecido, pondo sua casa à minha disposição sempre que eu estivesse em são Paulo.

E aí começa a minha permanência cada vez mais constante em São Paulo, até a mudança definitiva para essas plagas. O Rio de Janeiro começava a dar sinais de deterioração, pelo menos em matéria de música e gravadoras. A Odeon ia sair do prédio onde fizera toda a sua vida, onde o melhor que o Brasil produzira em matéria de música havia sido gravado, e as paredes daquele espaço no Edifício São Borja, ali na Rio Branco, em cima do famoso Paisano, estavam impregnadas pela arte de tantos que nos antecederam. Temi pelos resultados, e meus temores se concretizaram: os estúdios novos eram frios, gelados, sem nenhuma vibração artística. Alem disso, a onda mais uma vez havia se direcionado para São Paulo, e a tal ponto que eu, mesmo morando em minha casa no Rio, trabalhava e estava baseado em São Paulo. A amizade com o Tico começou a ser cada vez mais intensa. Na casa que foi de seus pais, ali em frente à porta dos fundos da TV Tupi, vivemos momentos de prazer musical- gastronômico-sexual inesquecíveis, como apenas São Paulo podia nos propiciar. O Joelho de Porco estava em seus estertores, e o Tico resolveu acabar com ele de chofre, ficando em casa curtindo. Curtíamos todos, pois: era divertido demais. Minha carreira pessoal estava em franco declíni problemas pessoais e profissionais se avolumavam, minha fenomenal arrogância dando dezenas de sinais de que não era suficiente para manter-me vivo, e em contato com tanta coisa interessante que acontecia no panorama musical de São Paulo comecei a me perceber insatisfeito, inadequado, incontrolável, a ponto de explodir, e eu sempre explodia. Mudei de gravadora, por incompatibilidade de gênios com os gênios da EMI, fui para a RCA, que era sensivelmente pior do que a anterior comecei a tropeçar em meus próprios pés, e a única coisa que ainda me dava alguma satisfação era gravar coisas interessantes no porta-studio do Tico, com o qual se iniciou o que seria a nossa vida em comum durante os vinte anos seguintes. São Paulo havia se tornado meu refúgio, a casa do Tico meu porto seguro, os novos amigos a minha referência em matéria de arte.

Zé Rodrix

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 4
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October 19, 2007 04:03 PM PDT

O fato de todos termos sido tradicionalistas em 67 e tropicalistas em 68 mostrava nosso paulistaníssimo pragmatismo, mas também nossa esquizofrenia invertida, pois começáramos como bombeiros e nos transformáramos em incendiários, sem que isso desse qualquer resultado. No Festival da Record de 68 conheci uma dupla de compositores cariocas interessantíssimos, Rô e Carlinhos, que haviam sido classificados com sua FESTA É FESTA no balaião, mas que, como eu mesmo com a minha A CHARRETE, não foram reconvocados para a finalíssima. Sem problemas: o Hotel Danúbio estava tão cheio que ninguém se preocupava mais em saber quem estava hospedado e quem não estava, e o trânsito nos corredores durante a madrugada era maior que o trânsito entre as boates de prostituição da Major Sertório e os hoteizinhos baratos que delas se serviam como fornecedoras de matéria-prima. Juntos fomos ser hippies em Porto Alegre, não me perguntem porque exatamente em Porto Alegre, e em 69 eu e Rô voltamos a São Paulo, ficando definitivamente hospedados durante meses na biblioteca da casa de Márcia Pedroso Horta, uma figuraça que tinha sido casada com o Carlos Thyré, pai de sua filha Bárbara, e que agora estava morando com Flavio Porto, irmão de Sergio Porto, o famoso Fifuca. Com ela penetramos os desvãos da iniciante TV Cultura, onde fizemos alguns programas esperando uma efetivação, que nunca veio.
Daí em diante eu só retornei a São Paulo no final da década de 70, quando já no Som Imaginário fizemos duas temporadas: uma com Gal Costa no antigo Teatro Vereda, na rua Frederico Steidel, e outra com Milton Nascimento no Teatro Gazeta, hoje auditório da TV do mesmo nome. Na época do Vereda encontrávamos a turma da meia-noite, que eram Aracy de Almeida acompanhada pelo que mais tarde viria a ser o Joelho de Porco, nesse instante ainda reduzido à figura de seu criador e mentor espiritual, Tico Terpins. A cidade fervia: estavam em cartaz os espetáculos mais fascinantes, Hair, O Balcão, os shows mais famosos, e depois do espetáculo eu sempre ia pegar meu amigo Cláudio Mamberti no Teatro Ruth Escobar, de onde partíamos para pegar mais alguns amigos e amigas na porta do Teatro Aquarius, de onde íamos invariavelmente para um arremedo de boate na Rua Santo Antonio, onde pontificava o fenomenal Roberto Luna, de quem me tornei admirador inconteste. Nos hospedávamos no Hotel Rojas, que depois se tornou meu ponto fixo em diversas temporadas paulistanas, e quando da temporada com Milton, indo mal das pernas em matéria de dinheiro, acabamos por nos mudar para o Amália Hotel, onde eu, várias vezes em anos anteriores havia ido visitar Lennie Dale, vizinho de porta de Geraldo Vandré. Do Rojas fugimos sem pagar a conta, e do Amália quase, porque pagamos a metade, mas eu fiz questão de retornar sempre que possível ao Rojas como forma de ressarcir as despesas que certamente havia dado.
Em 72 estava de volta, aparentemente em definitivo, porque Rogério Duprat, num laivo de genialidade vanguardista, resolvera contratar compositores jovens para produzir músicas de publicidade em sua produtora PAUTA, um antigo estúdio que tinha sido propriedade dos Titulares do Ritmo e que agora Rogério tocava com seu sócio Luis Botelho. Ele fez uma proposta interessantíssima ao trio Sá, Rodrix e Guarabyra, e nós nos mudamos de mala e cuia, começando o que seria uma carreira mais ou menos constante na vida dos três, e que eu abraçaria com exclusividade durante quase 20 anos. Fui morar em um delicioso apartamento de dois quartos na rua Saint Hilaire, aquela sem saída que acaba numa escada na Brigadeiro Luis Antonio onde tem (ou tinha) o Judô Ono. Ali criamos obras-primas da publicidade brasileira, e quando o trio terminou, acabei saindo da PAUTA e indo para a concorrente PROVA, do José Scatena, onde já trabalhavam o Tavito, o Hareton Salvanini e muitos outros, todos comandados pelo Maugeri Neto, um genial criador de jingles, autor dos famosos “varre, varre, vassourinha” e “a pulguinha dançando o ye-ye-ye…”
O trabalho de publicidade era fenomenalmente interessante, porque lidava com categorias imponderáveis e um estilo de música que era flagrante quando a gente ouvia no rádio: não havia maneira de confundir um jingle com uma música, mesmo sabendo que os grandes instrumentistas que trabalhavam conosco eram os mesmos que davam sua contribuição inestimável a música que se fazia em São Paulo. Nessa lida conheci figuras inacreditáveis, como por exemplo, Boneca e Chú, verdadeiros gênios da música, e como verdadeiros gênios que eram, absolutamente exóticos, incontroláveis, engraçadíssimos. Era contrabaixista o Chú Viana, a partir de seus permanentes atrasos se inventou a expressão ”mandar o Chú”, usada sempre que um músico não comparecia a um trabalho e se esquecia não só de avisar que não ia, como também de designar um substituto. Uma vez o Gabriel, também contrabaixista, tinha uma gravação conosco, e não chegava. Ficamos todos dizendo: - Mas o Gabriel “mandando o Chu?” Gabriel não é disso… será atraso ou está “mandando o Chu”, mesmo? Três horas depois do horário marcado, abre-se a porta do estúdio e entra o Chu Viana, com a seguinte frase: - Desculpem o atraso. O Gabriel me mandou no lugar dele... O mais alucinado era sem dúvida o Boneca, guitarrista extraordinário, multi-instrumentista, inventor, merecedor de urgente biografia, de quem a memória só registra o carro que se movia à água e o carro que tinha duas caixas de marcha, uma pra frente e outra pra trás. Ele ia para a Marginal, desafiava os "boyzinhos" para um pega, só que de costas, e quando os carinhas topavam ele metia primeira, segunda, terceira, quarta e sumia na curva, deixando a moçada boquiaberta.
Zé Rodrix

FELIZ ANIVERSÁRIO, LUIZ CARLOS SÁ!!!
Clean
October 15, 2007 05:51 PM PDT
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 Muitas felicidades em todos os seus projetos e nós estaremos sempre ,olhos abertos, ouvidos atentos, prontíssimos para te acompanhar!

Msgs de parabéns para http://luizcarlossa.blogspot.com

O SOL em DVD - Lançamento Nacional
Clean
October 09, 2007 05:09 PM PDT
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Agora em DVD ( pra quem não viu nos cinemas ou pra quem viu e quer rever e/ou guardar) o filme " O SOL, caminhando contra o vento".
A partir de 17 de outubro estará disponível em lojas e locadoras de todo o Brasil.

Quem mora no Rio de Janeiro, apareça na livraria da Travessa, no Shopping Leblon, no próximo dia 17 de outubro, quarta, 19 horas, para o lançamento oficial. E divulguem o DVD.

Qualquer dúvida, entrem em contato com a Distribuidora Videofilmes no e-mail: atendimento@videofilmes.com.br

PS: Só pra lembrar: O Luiz Carlos Sá foi uma dos jornalistas colaboradores d'O Sol!

CHE GUEVARA - A Manifestação
Clean
October 01, 2007 06:21 PM PDT
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Abrimos um post excepcional para manifestar nosso indignação e ajudar a divulgar a(s) manifestação( ões) contra a tentativa de manipular a História!

Repassando a msg:

Abaixo à Manipulação
VAMOS NOS MANIFESTAR CONTRA ESSA REVISTA MARROM!!!! VAMOS ENCHER SUA CAIXA POSTAL DE E-MAILS!!

Já conhecida por seu conservadorismo golpista, a revista Veja se empenha em manipular fatos, propagar mentiras e enganar o povo brasileiro. Sua edição dessa semana passou dos limites e elegeu como inimigo Che Guevara, ícone da juventude e de todos aqueles que sonham com a transformação social e a libertação da América Latina do julgo imperialista.

Na matéria sobre o líder guerrilheiro a revista veja tenta desqualificar o guerrilheiro o chamando de ""el chancho", o porco", e fala sobre uma "maníaca necessidade de matar pessoas". Já é sabido que essa revista da Editora Abril não se importa em baixar o nível do jornalismo para defender suas opiniões ideológicas, porém nessa matéria ela ultrapassa qualquer limite para desqualificar a imagem daquele que lutou contra as injustiças e contra a supremacia do capital. (ver matéria completa no site da Veja http://veja.abril.com.br/031007/p_082.shtml )
Porém nós, jovens socialistas, não vamos deixar barato, não aceitamos a manipulação dos grandes meios de comunicação e não vamos aceitar que essa gente diga como a gente deve pensar. Che foi um herói que morreu lutando pela libertação do povo e da América latina!!!!!!!

A Juventude vai queimar Vejas e mostrar sua indignação
Todos à sede da Editora Abril nessa Terça-Feira!!!!!!!!!!!

Ato Contra a Revista Veja
Terça-Feira
dia 02 de Outubro 11h

Concentração na sede da UJS – Rua 13 de maio, 1016 – Bela Vista
A QUEIMA SERÁ AS 13H EM FRENTE A SEDE DA REVISTA ABRIL.

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Na foto Che ( com 21 anos) e sua filha Hilda Beatriz

Para escutar: "Hasta Siempre, Comandante Che!!" c/ o grupo de punk rock espanhol Boikot

NA ESTRADA - Luiz Carlos Sá
Clean
September 27, 2007 08:30 PM PDT
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UMA BANDA NA ESTRADA

Uma banda na estrada pode resultar em qualquer coisa entre a maravilha total e o caos completo. Por isso, ao formar uma banda pra sair viajando com ela, é preciso prever com a maior exatidão possível a química certa que vai fazê-la funcionar com coerência e coesão, pois pense só: durante uma boa parte do ano essa equipe terá que estar sempre junta, dos primeiros e tensos ensaios às longas horas de viagem nos shows. Fora o fato de terem que dormir no mesmo quarto de outros que às vezes mal conhecem, numa intimidade forçada que nem sempre dá bons resultados...

Alguns artistas não gostam de se envolver com seus músicos e técnicos. Alegam, com razão, que sendo quase sempre inevitável a troca mais ou menos freqüente de pessoal, esse tipo de envolvimento extra-profissional não seria saudável. Sem falar no encargo adicional de gerenciar relações alheias, pois quando um músico ou técnico é seu amigo além de empregado, a queixa sempre chega a você, gerando às vezes tensão suficiente para desequilibrar seu desempenho na linha de frente do espetáculo. Com todo o respeito que eu possa ter por esse ponto de vista, jamais consegui manter essa distância. Sempre quis – assim como meus parceiros Rodrix e Guarabyra - escolher pessoalmente cada um dos nossos companheiros de viagem levando em conta não só sua eficiência profissional como também sua identidade com o nosso modo de pensar, viver e – claro – tocar, deixando um pouco de lado o verdadeiro airbag que a produção e o empresário criam entre artistas de frente e suas equipes. É evidente que essa “democracia musical” traz vantagens e problemas. Mas olhando pra trás e vendo quantos amigos preciosos nos ficaram desses trinta e cinco anos de estrada, acho que fizemos a coisa certa.

Nas heróicas décadas de 70 e 80, quando as passagens de avião tinham um peso muitas vezes proibitivo no orçamento das produções de show, as turnês eram na grande maioria organizadas por roteiros rodoviários. Fretava-se um ônibus de luxo – como foram benvindos os de dois andares! - e... pé na estrada! Não era raro uma turnê durar quase um mês e, no nosso caso, não era raro também que levássemos conosco no ônibus mulheres e filhos. Numa dessas quase enlouquecemos a produção com seis crianças. Aliás, quase enlouquecemos a nós mesmos...

Mas era aí que a “democracia musical” funcionava. Limitados ao espaço do ônibus por horas de estrada, jogávamos baralho, tocávamos, cantávamos, compúnhamos, resolvíamos arranjos novos, roteiros de show, iluminação, disco novo, tudo lá dentro. A ligação entre a equipe saía sempre fortalecida por essas longas viagens, já que tomávamos sempre o cuidado de evitar incluir entre os nossos companheiros aqueles famosos “elementos desagregadores” que você já sacava logo nos primeiros quinze minutos de conversa. Os “quero isso, quero aquilo, só faço assim, só faço assado” não nos serviam, e ainda não nos servem. As estradas são longas e o trampo é puxado. Quem não ama o que faz e sai impondo condições de cara sem sequer saber o que vem pela frente não tende a integrar grupo nenhum.

Claro que, como em toda democracia, essa também tem seu dono, ou donos. Somos os donos do nosso nariz musical e disso não abrimos mão. Mesmo entre nós três fica muitas vezes difícil chegar a um acordo que satisfaça integralmente a cada um. E aí, alguém tem que ceder. Quando vejo a quantidade de grupos que se desfazem ao primeiro sinal de sucesso por ciumeira ou imaturidade, fico pensando no quanto é difícil o equilíbrio entre egos criadores de todo gênero, porque sabemos também que a inapetência pelo poder pode prejudicar tanto quanto o apetite exagerado.

A possibilidade que a equipe vê de entender-se em alguns casos diretamente com o artista de frente sem passar pelo filtro produção/empresário me parece fazer com que a coisa flua melhor no lado musical. Mas é verdade também que você pode ser forçado a resolver alguns problemas inusitados... Por exemplo: estava eu calmamente sentado na minha cadeira cativa (andar de cima, lado esquerdo, no meio do buzum) há uns bons dez anos atrás – hoje em dia essas turnês de ônibus são tão raras quanto as de avião eram, e vice-versa... - quando veio um músico sentar-se ao meu lado. Depois de alguns minutos de absoluta mudez, percebi que ele estava engasgado com alguma coisa e puxei conversa:

- E aí, Fulano? Tudo certo?

Só então, quando olhei de frente pra ele, percebi que a coisa devia ser grave. Ele estava tenso, uma veia saltando no meio da testa como se fosse explodir.

- Não. Nada certo.

Fechei definitivamente o livro.

- O que rola?

- É o Beltrano.

- Que é que tem o Beltrano?

- Ele está namorando a Sicrana.

Sicrana era a ex-namorada, de anos, do Fulano. Fulano ficara arrasado com o final do namoro e até fizera umas músicas bem bonitas por isso. Pra ser honesto, eu estava até querendo por letra numa...

- Bom, amigo, é a vida não é não?

Cheguei mais pro lado dele e falei baixo:

- Você acha que isso já vinha acontecendo enquanto vocês ainda...

Ele quase pulou da poltrona:

- Não! De jeito nenhum! Tenho certeza que nem ele nem ela fariam isso comigo!

- Então não teve traição na jogada. Do que é que você está se queixando?

Ele se debruçou sobre mim, sussurrando, aflito:

- Ele acorda de madrugada, acha que eu estou dormindo, pega o telefone, vai pra um canto do quarto e fica falando com ela. Mas eu sempre acordo e escuto tudo! Tudo!

Suspira e volta a recostar-se em sua poltrona:

- Mas o pior mesmo é que quando o telefone tem fio comprido ele se tranca no banheiro e eu não escuto nada.

E levantando de novo, já quase de pé:

- Pior que escutar tudo, só mesmo escutar nada!

Só então me toquei de que Fulano e Beltrano dividiam o mesmo quarto. Cruel. Fiz sinal para que ele se acalmasse e sentasse:

- Escuta, meu bom: você está querendo largar a banda por isso?

- Claro que não!

- Tá. Então eu vou bater um papo com a produção e a gente vai resolver o problema.

A produção remanejou os quartos. Fulano ficou com iluminador e o técnico de som passou a dividir o quarto com Beltrano. Depois de um tempo sem ser torturado pelo namoro telefônico de Beltrano com sua ex, Fulano voltou a se relacionar normalmente com ele, principalmente depois que uma baianinha virou a volátil cabeça de Beltrano e Sicrana virou ex de ambos...

Sempre o equilíbrio. Excesso de espírito de equipe também pode atrapalhar o desempenho da equipe. Durante a primeira turnê de um disco novo comecei a perceber que um determinado trecho de um solo do guitarrista sumia do meu monitor e eu ouvia o solo lá longe, como se ele abaixasse o volume. Na quinta ou sexta vez que isso aconteceu, fui falar com ele, que me disse não ter percebido isso: no seu monitor soava tudo normal. Fui então conversar com o operador do monitor de palco:

- Cara, toda vez que tem aquele solo de guitarra na segunda música, tem um trecho que some do meu monitor. O que é que está acontecendo?

- Será?

- Tenho absoluta certeza que tem alguma coisa estranha aí. Porque sempre no mesmo trecho? São quatro compassos, quatro exatos compassos sem guitarra no monitor.

O Técnico ficou vermelho, titubeou, gaguejou... Eu insisti e ele afinal abriu o jogo:

- Sá, a culpa é minha... Quer dizer, não é bem minha...

- Fala aí, cara! Desembucha!

- É que ele erra ali! – desabafou.

- Erra?!

- É! Eu também sou guitarrista e sei que ele erra ali. Ele não entendeu a harmonia.

Fez um gesto largo de desânimo:

- Eu já falei com ele, mas é sempre a mesma resposta: ”Nada, o solo é esse mesmo, tá ótimo”. Aí fiquei cabreiro achando que vocês iam perceber, ele ia discutir com vocês... Eu sei que ele precisa dessa gig. E eu sou amigo do cara, foi ele que me trouxe pra cá.

Acalmei-o e disse pra deixar comigo.

Às vezes mesmo os melhores profissionais têm um bloqueio diante de certas situações. Pra resolver essas coisas só voltando ao princípio. Na passagem de som do dia seguinte, sentei com o guitarrista e passei a harmonia nota a nota. O erro era mínimo, mas realmente jogava o solo pra outro lado. Dali em diante ficou tudo certo.

Assim, de problema em problema e solução em solução, fui aprendendo a lidar com as delicadas situações que podem surgir entre pessoas que têm por obrigação conviver juntas em espaços limitados. Espaços que - por ironia - podem estar no fio comprido e infinito da estrada.


(Crônica mensal publicada na revista BackStage - Setembro/2007)
(Caricatura de Erico SanJuan)

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 3 ( Zé Rodrix)
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September 23, 2007 11:07 AM PDT

Contratados por Marcos Lázaro, que na verdade era o fornecedor de atrações artísticas da TV Record, passamos a freqüentar São Paulo cada vez mais amiúde. Devo dizer que detestava a cidade: o ar cansado das construções, os raríssimos dias de sol, os quartos de hotel, os estúdios de TV, os restaurantes, bares e boates que freqüentávamos não eram suficientes para mostrar a alma da cidade, ao mostrar só uma parte dela. Chegou um dia em que a pizza do ZiTeresa, ao lado do Teatro Record, não descia mais: o Patachou ainda era a melhor opção, depois dos programas, e eu me acostumei a pedir o Filé a Torquato Neto, inventado pelo próprio: Filé alto, arroz com passas e champignons, batatas portuguesas e compotas quentes, uma mistura de doces de goiaba, morango, abacaxi, que adicionados ao prato deixavam-no inacreditavelmente exótico e saboroso. Os ânimos ferviam, e eu assisti à briga de Caetano e Vandré quando Caetano, acompanhado de Gal, mostrou-lhe a música que havia feito para que ela gravasse, uma delicadeza em 3/4 chamada BABY. Quando Vandré ouviu a frase “você precisa saber da piscina, da margarina, da gasolina”, bateu a mão na mesa, interrompendo a canção e gritando: - Mas isto é uma merda! Caetano já não gostava de não ser adorado por todos: quase voou no cangote de Vandré, que se escafedeu rapidinho.
Éramos contratados do Marcos Lázaro, e ele, muito sabiamente, não nos exclusivizara na Record: por isso um dia fizemos um programa de domingo na TV Excelsior, e eu decidi almoçar no Gigetto, onde o papo com alguns amigos e amigas me fez atrasar para o programa. Sai em disparada, entrei num táxi e disse:- Por favor, amigo, rapidinho para TV Excelsior! O motorista abaixou a bandeira, ligou o carro, deu uma marcha-à-ré de 20 metros, se tanto, e parou do outro lado da rua. Eu não fazia a menor idéia de que a TV Excelsior fosse na mesma rua, ali onde hoje funciona o Teatro Cultura Artística.
Foi Torquato Neto quem me ensinou a amar essa cidade: uma noite estávamos em sua casa, um micro-apartamento no prédio dos cines Metro – S.João (onde eu uma vez fui barrado por estar sem paletó nem gravata) e ele percebeu meu desgosto com a metrópole que eu não conseguia entender. Levantou-se, pegou um casaco e disse: - Vem comigo. Saímos andando por uma madrugada paulistana típica, com garoa, passando por todos os ícones dela, restaurantes, bares, boates, prédios, praças, pessoas, enquanto ele mansamente me explicava a cidade e suas idiossincrasias. Quando o sol nasceu estávamos de volta ao prédio, e eu já estava em paz com minha futura morada.
Nessa época gravamos em São Paulo o primeiro (e único) LP do Momento Quatro, exatamente naquele estúdio da Rua Dna. Veridiana, que agora se chamava Scatena e era o melhor que havia em todo o Brasil. Nosso produtor era Manoel Barembein, produtor dessa nova música tropicalista, desse som universal que São Paulo vinha produzindo, escolhido por nós exatamente para possibilitar o exercício da modernidade que desejávamos, ainda que na maior parte do tempo fossemos exatamente aquilo do que queríamos escapar. Os Mutantes, também produzidos pelo Barembein, dividiam o estúdio conosco, na gravação de seu primeiro e mais fascinante disco. Tecnologia novíssima, as fitas de quatro canais eram raras, e quando terminamos de gravar uma delas, fixando metade das bases instrumentais que Rogério Duprat e Damiano Cozzella nos haviam escrito, passamos para uma segunda fita para gravar o resto. Na hora em que tudo estava terminado, a descoberta terrível: a segunda fita era a primeira, tínhamos gravado sobre uma fita usada, e a gravação da segunda metade apagara os primeiros arranjos gravados. Tudo acabou sendo refeito, sem maiores danos, a não ser a meu senso de destino, mas esse apuro me deixou com a certeza de que a tecnologia é excepcional quando ajuda, mas péssima quando atrapalha.
Zé Rodrix

MALACHAI, Taiguara & Rock Psicodélico
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September 21, 2007 07:00 AM PDT
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Na vespéra do dia do Perdão ganhei um presente: uma regravação do Erasmo, de música do Taiguara, de 71: "Dois Animais na Selva Suja da Rua" (aqui como "Dois Animais na Selva da Rua"), na versão da Banda de Belém do Pará, MALACHAI, de Rock Psicodélico.

O nome hebraico e profético (signifca "aquele que traz a mensagem"), as influências surreais, psicodélicas e bucólicas podem até enganar a primeira vista como uma pseudo-nostalgia. Mas a proposta artística desta banda está longe de viver no passado. A atemporariedade das letras e as situações vividas pelos protagonistas das canções contemplam um mundo livre, mágico e misterioso, que sutilmente transcede tempo e espaço. Dizem os antigos: O contato com o Malachai é uma experiência inesquecível.
Release oficial da Banda.

Mais sobre Malachai:
http://www.belrock.com.br/perfil/178/1/1

Zé Rodrix no Rio II
Clean
September 17, 2007 12:20 PM PDT

Pra quem não pôde ir ao Riocentro ontem, hoje haverá uma segunda oportunidade de trocar idéias com o genial Zé Rodrix na Livraria ARGUMENTO do Leblon a partir das 19:00 hs, r.Dias Ferreira, 417 (Telefone 2239 5294).

Então tá, Vamos Falar de Música: Folks, hippies & caipiras
Clean
September 11, 2007 07:10 AM PDT

Quem disse que não tem nada que preste na MeTeVê ( como dizia o Lulu e o Caetano)? Puro preconceito! Vai daí, zappeando encontrei os meninos lado a lado com o Vanguart e o SuperCordas! Vale a pena correr atrás da reprise pq eles não guardam arquivos!
Seg às 14h30 e 01h30, Qua às 11h, Qui às 00h30.

Novo Livro do Zé Rodrix: ESQUIN DE FLOYRAC
Clean
September 11, 2007 06:53 AM PDT

A VERDADE FINALMENTE REVELADA!!!

Amigos, estarei lançando o terceiro volume da TRILOGIA DO TEMPLO( ESQUIN DE FLOYRAC: O FIM DO TEMPLO ) em tres datas especificas:

- 16 de Setembro, às 14:00, no cafe Literario da BIENAL DO LIVRO-RJ, e logo a seguir teremos tarde de autografos no estando da Ed. Record.

- 17 de Setembro, segunda feira, lançamento no RJ, a partir das 19:00, na Livraria Argumento do Leblon ( Dias ferreira, 417 - Telefone 2239 5294)

- 19 de Setembro, das 18:30 às 21:30, lancamento em Sao Paulo, na Livraria da Vila ( rua Fradqiue Coutinho, 915 - telefone 3814 5811)

Ficarei extremamente feliz em estar com todos os meus amigos: sendo três as oportunidades, certamente em pelo menos uma delas vocs podem ir me ver, me abraçar e dividir esta alegria comigo!

beijos a todos!

Z.RODRIX

TAVITO & ZÉ RODRIX no programa SARAU, da Globonews com o Chico Pinheiro
Clean
September 03, 2007 07:28 PM PDT

Essa é urgentíssima , mas ainda dá tempo de ver: o programa será reprisado em vários dias e horários e semana que vem estará disponível no site do programa.
Reprises:

Ter 10:30, 16:30
Qua 10:30, 16:30
Qui 10:30, 16:30
Sex 10:30, 16:30
Sáb 10:30

Segundo o Alan, "no programa, de meia hora, eles contam histórias de suas vidas e interpretam seus clássicos (Mestre Jonas, Rua Ramalhete, etc) , além de jingles e até uma inédita do Tavito. Como bônus um videoclipe raríssimo da Elis cantando Casa no Campo."

É ou não é imperdível???

*************

Pra ouvir, atendendo á pedidos: GERAÇÕES - Zé Rodrix

ZÉ RODRIX NO RIO DE JANEIRO (Bienal)
Clean
September 03, 2007 08:37 AM PDT

Músico, compositor, arranjador, publicitário, professor e jornalista Zé Rodrix lança seu livro "ESQUIN DE FLOYRAC: o fim dos Templos", terceiro e último livro da sua trilogia. Será dia 16 de setembro ( domingo) às 15 hrs, no estande da RECORD (321/344) na Bienal ( Riocentro).
Antes, às 14 hrs , participa do debate Literatura das arábias.( O clássico e o exótico. As mil e uma faces de uma história. Perfil de personagens), no Café Literário.

Show em Barueri/SP e novidades para o fim de semana C/ S,R&G
Clean
August 25, 2007 08:07 AM PDT

Hoje, às 22 hrs, show em Barueri: Final do FEMUPO ( Festival da Canção) com show do Sá, Rodrix & Guarabyra e banda! Grátis!!!

E para quem está longe de SP, enquanto o show não vem até vc, os filminhos do show passado já estão no ar ( obra da sempre querida Marlene ):

ROQUE SANTEIRO - 21H18
http://www.youtube.com/watch?v=loHWMo63qyw

VIAJANTE - 21H24
http://www.youtube.com/watch?v=kgQ63aPMN_k

1ª CANÇÃO DA ESTRADA - 21h28
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1015781

AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA - 21h34
http://www.youtube.com/watch?v=FpJZylV3TDE

Sá Solo: - NOVA MÚSICA : AMAR DIREITO - 21h39
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017516

Sá Solo: ATRÁS DA LUMINOSIDADE - 21h42
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017613

Guarabyra Solo: A LONGA NOITE - 21h56
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017635

ME FAÇA UM FAVOR - 22h12
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017674

MOTHER NATURE'S SON - 22h24
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017692

SOBRADINHO - 22h40
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1016314

PÁSSARO - 22:27
http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1017724

DIVIRTAM-SE!!

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 2
Clean
August 21, 2007 11:18 AM PDT
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Não posso dizer que sim nem que não, mas de alguma maneira essa experiência de quatro dias em são Paulo deve ter marcado a minha vida, porque da próxima vez que voltei a São Paulo, cinco anos depois, já era semiprofissional de música, cantando em um grupo vocal chamado Momento Quatro, mais um dos inúmeros quartetos vocais que o MPB4 tinha deflagrado em todo o país. A primeira vez que entrei no Teatro Record, na rua da Consolação, quase rolei as escadas: era O Fino da Bossa, se não me engano, e a viagem de trem até São Paulo revelara a presença de muitos famosos, que insistiam em tomar o “avião dos covardes”, como era conhecido entre eles: lá estavam Vinicius de Moraes, Aracy de Almeida, Cyro Monteiro, e eu comi o mesmo filé-a-cavalo que eles haviam pedido, queimando nas papilas gustativas da minha memória o seu sabor inacreditável jamais reencontrado. No Teatro Record cruzei com gente que até então era apenas um retrato nas revistas, uma voz nos discos, uma imagem nas TVs, e à noite, saindo do programa, fomos levados a um restaurante chamado Patachou, num segundo andar de um prédio na inacreditável Rua Augusta, onde essas mesmas pessoas estavam bem diferentes, naturais, sem as roupas chiques com que tinham feito o programa, rindo, conversando, cantando, numa intimidade invejável.
Noto com certo prazer o quanto essas memórias estão unidas aos sabores da comida de São Paulo: não há nenhum momento de que me recorde que não esteja intimamente ligado a um sabor único, inesquecível, recuperado de vez em quando no próprio lugar onde foi experimentado pela primeira vez, ou então na minha própria cozinha, quando o paladar aguçado pela saudade me faz ir em busca do sabor perdido. Os sabores da música de São Paulo são tão ou mais variados que os gastronômicos. Nesse Patachou cada um tinha seu prato preferido, e se o enevoamento progressivo da mente não me permite recordar quais seriam eles, pelo menos me faz ver claramente em seu salão a nata da música popular brasileira da época: Elis, Vinicius, Baden, um jovem e ansiosíssimo Vandré, um animadíssimo Jair Rodrigues, um caladíssimo Chico Buarque de Holanda. Havia recém acontecido o Festival da Record de 1966, em que DISPARADA havia empatado com A BANDA, e nunca houve um momento como esse: a música que se fazia no Brasil era a coisa mais importante que o Brasil tinha, mobilizando multidões em todo o território nacional, e São Paulo se tornara a Meca de quem quer que se achasse possuidor de talento suficiente para pretender um lugar ao sol. A cidade fervia, com inúmeros bares e boates onde essa música era tocada, cantada, dançada, vendida, comprada, gerando um cabedal astronômico de lucros. Nunca participamos do programa de maior sucesso do momento, o campeoníssimo ESTA NOITE SE IMPROVISA, onde tanta gente acabou por destacar-se antes de poder mostrar musicalmente aquilo a que tinha vindo, mas a programação da TV Record era realmente o que havia de melhor e mais importante para a música feita no Brasil.
Ficávamos hospedados no Hotel Danúbio, e à época do Festival de 67, do qual participamos com Edu Lobo, Marília Medalha e o Quarteto Novo na defesa de PONTEIO, de Edu Lobo e Capinan. Meu quarto, dividido com Ricardo Villas, era parede-meia com o de Gilberto Gil, que rodava sem parar numa vitrola o disco SGT. PEPPER´S LONELY HEARTS CLUB BAND, dos Beatles, sem que entendêssemos porque. No dia do festival ficou tudo claro: era a mudança radical da chamada MPB que se prenunciava naquele quarto de Hotel onde ele morava com Nana Caymmi, com quem estava casado à época, e que explodiria no palco da Record com DOMINGO NO PARQUE, fazendo par com ALEGRIA, ALEGRIA, mudando definitivamente a forma como enxergaríamos o fenômeno da música dai em diante.
A vitória de PONTEIO hoje me parece uma vitória de Pirro: o júri, simpático e incompetente como todo e qualquer júri de festival, premiara o que estava por vir, mas garantira a supremacia do que já estava estabelecido dando o primeiro lugar a PONTEIO. Para nós, que vínhamos do nada quase absoluto, foi inacreditável: a viagem que deveria levar apenas um fim de semana se multiplicou enormemente, e passamos mais de duas semanas em São Paulo, fazendo TODOS os programas musicais da TV Record, que sempre apostava todas as suas fichas nos festivais que produzia. Rendeu-nos, no entanto, uma deliciosa noite: o poeta suíço Simon Tygel, pai do David, nosso companheiro de quarteto, resolveu propiciar-nos uma noite de reis. Levou-nos primeiro a um restaurante em outra unidade da federação, tal a distância que percorremos: atravessamos rios, pontes de madeira, estradas escuras sem calçamento, até chegar a um estranho lugar que ele disse ser o bairro dos imigrantes alemães de São Paulo. O restaurante? O Köbbes, que fechou faz pouco tempo, e ficava logo ali, em frente à estátua do Borba Gato, tão perto e tão longe, hoje em dia, graças ao trânsito da região. Depois de um jantar digno dos imperadores do planeta, atravessamos de volta a escuridão selvagem que nos separava do centro de São Paulo e fomos literalmente jogados dentro do Kilt Club, onde já nos esperavam quatro profissionais do amor, contratadas pelo Simon para dar-nos o melhor de todos os prêmios. Do meu, nada tenho a reclamar: era uma profissional de primeiríssimo time, com sabedoria suficiente para não só controlar, mas também se aproveitar com sucesso de minha sofreguidão adolescente. Sabores da música, da gastronomia e do sexo, santíssima trindade dessa cidade nem um pouco santa.
Zé Rodrix

***************
Zé Rodrix participa, quinzenalmente, com suas crônicas, do site do Luciano Pires - CAFÉ BRASIL.

Na foto Zé Rodrix ( show no SESC Sto. André , dia 18/08/2007 )

CAMBADA MINEIRA
Clean
August 20, 2007 10:19 AM PDT
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Não dá pra resumir o Cambada, seria uma falha colocar em poucas palavras o trabalho lindo que fazem. Portanto aí vai uma matéria, já antiga, mas que traduz muito bem o que é o Cambada Mineira:

Pelas Entranhas de Minas

A palavra cambada aqui não tem nada do tom pejorativo presente nos dicionários. Cambada, neste caso, é sinônimo de agrupamento de talento, sensibilidade e música. É encontro de amigos. Três: Amarildo Silva, João Francisco e Rodrigo Santiago.

Esta cambada é diferente de qualquer outra. Ela traz a grandiosidade e a beleza de Minas Gerais – aquela cantada há e por tantos – em suas entranhas. Esta tem nome e sobrenome. Chama-se Cambada Mineira. "Uma mistura de quintal e metrópole, regional e urbano, o puro som das Gerais com um jeitinho carioca", confirma o grupo.

Amarildo, João Francisco e Rodrigo, três mineiros (Rodrigo nasceu no Rio e foi criado em Minas) que moram na capital carioca, já foram celebrados por gente que não erra quando o assunto é música. Fernando Brant escreveu: "A Cambada Mineira desvenda para o País, e essa é sua profissão de fé, a alma musical de Minas." Túlio Mourão destaca a mistura de talento e emoção. "Longe das montanhas gerais, mineiros se conhecem, se juntam e se ajudam no desafio de fazer soar suas crenças, seus acordes, seus corações. Cambada Mineira é o nome desse grupo de músicos."

O Cambada Mineira – que já dividiu o palco com Toninho Horta e Túlio Mourão e abriu shows de Beto Guedes, Flávio Venturini e Lô Borges – está preparando o lançamento de seu terceiro CD, "Cambada Mineira ao Vivo", gravado em junho passado no Teatro Nelson Rodrigues, misturando músicas inéditas, a maioria do repertório, com algumas já gravadas. Para apresentar este novo trabalho, o trio faz show no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, no dia 23 de outubro.

Também estarão no programa canções dos discos anteriores – Cambada Mineira 1 e 2 (gravadora Outros Brasis) –, além de composições de Milton Nascimento e Fernando Brant (Roupa nova, Cavaleiros do céu e Caxangá), Nelson Angelo (Canoa canoa e Fazenda), Flávio Venturini e Márcio Borges (Linda juventude), Jackson do Pandeiro (O canto da ema), Samuel Rosa e Nando Reis (Resposta) e outros compositores. Entre os destaques do repertório dos discos anteriores estão Foi assim (João Francisco e Amarildo Silva), uma das mais bonitas do "Cambada Mineira 1", Um jeito carioca (João Francisco), Mãe das pratas , uma linda homenagem feita por Rodrigo Santiago e Lúcio Brandão para Minas, e a inédita Cambada, composta por João Francisco em parceria com Márcio Borges. O espetáculo também terá a participação da cantora e pianista Flávia Ventura.

Amarildo Silva tem mais de 15 anos de carreira e dois CDs solo, "Rios Afluentes" e "Estação", lançados em 1995 e 1997. É mineiro de Raul Soares, região da Zona da Mata.

João Francisco nasceu na divisa de Minas, Rio e Espírito Santo. Durante quatro anos excursionou com a Banda Geraes, apresentando o show "Geraes Canta Minas". Lançou, em 1997, o CD "Estórias de Mato e Cidade", com composições próprias. O artista, aliás, responde por duas das mais interessantes músicas do segundo CD da Cambada Mineira, O sapo e Revolução dos bichos.

Influenciado por Eddie Van Hallen, Steve Vai e Joe Satriani, Rodrigo Santiago, carioca criado na mineira Barroso, passou a se interessar pela música das Gerais por meio do trabalho de Beto Guedes, um ídolo. Rodrigo fez parte do Trio Hora H, composto por ex-integrantes dos Secos e Molhados.

Os três juntaram-se para cantar as tradições, a cultura e os costumes das gentes das montanhas, disse Fernando Brant.

O resultado não poderia ser melhor e merece ser prestigiado. Afinal, como já registrou o poeta Jorge Fernando dos Santos, "todo mineiro tem um trem de ferro apitando nas veias, uma montanha brilhando nos olhos e uma banda tocando nos ouvidos".

Evanize Sydow (SP)
Página da Música - www.paginadamusica.com.br
23 de outubro de 2001

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PRÓXIMO SHOW DO CAMBADA NO RIO: dia 22 às 22 hrs.
CINEMATECH JAM CLUB
Rua Voluntários da Pátria

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NA FOTO: CAMBADA MINEIRA & TONINHO HORTA
Para ouvir: Clipe com a música "CATERETÊ"

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Show SR&G em Santo André ( dia 18/08)
Clean
August 19, 2007 12:31 PM PDT
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O show de Santo André repetiu o sucesso dos shows anteriores, casa cheia, todo mundo cantando animado, os meninos inspirados, set list nova , até um “estreante” nos shows do papai ( o caçula do Sá, com 11 meses) enfim...um sucesso para todos!!!

Agora vamos para Barueri, que deve reunir ainda mais gente, na final do Festival da Canção de Barueri!

Foto de Marlene Alves

Mais fotos em http://www.flickr.com/photos/marlenefotos

Pra ouvir: "O Bando na Dança"

Novo show de TAVITO & ZÉ RODRIX: **ASpirações**
Clean
August 19, 2007 12:11 PM PDT

DIA 29 DE AGOSTO
O QUE VOS TECLA, TAVIX
E SEU AMIGO, O RODRIX
ASSUMIRÃO O SEU POSTO
E ENTOARÃO SEUS CANTARES
EM MAIS UM SHOW: QUEM DIRIA
QUE TAL SE REPETIRIA
TÃO CEDO NUMA SÓ VIDA.
EM PLENO BAR DA AVENIDA,
COM SETECENTOS LUGARES...
PARA ENCHER TAMANHO ESPAÇO,
ENTRETANTO, EU VOS PEÇO:
COMPAREÇAM AO CONCHAVO,
QUE VALE CADA CENTAVO
DISPENDIDO NO INGRESSO.
QUEM POR UM RODRIX PAGA
LEVA GRÁTIS UM TAVITO
E AINDA UM MAX GONZAGA,
O FENÔMENO DA INTERNET,
QUE TOCA, CANTA E DESFIA
TODA SUA BELA POESIA.
PRA QUE TUDO SE COMPLETE,
TEM CLÁUDIA GOMES, A LINDA,
DE VOZ TÃO CLARA E BEM-VINDA,
A DERRAMAR SEUS CRISTAIS
SOBRE NÓS, POBRES MORTAIS.
E COM TUDO ISSO POSTO,
EU ME ARRISCO E REPITO:
29 DE AGOSTO,
UMA QUARTA-FEIRA OBESA:
RESERVE JÁ SUA MESA
PRA UMA NOITE DE CANÇÕES
PRA OUVIR E CANTAR JUNTO,
E AINDA MUITO ASSUNTO.
HISTÓRIAS E SENSAÇÕES
COM O ASTRAL LÁ NO INFINITO,
NO BELO BAR AVENIDA:
ZÉ RODRIX & TAVITO.

Tavito & Zé Rodrix no Show "ASpirações"

Show de abertura: Max Gonzaga

Participação especial: Claudia Gomes

Nando Lee - guitarra
Fábio Andrade - teclados
Paulo Farias - baixo
Fábio Schmidt - bateria e percussão

Avenida Club - Av. Pedroso de Moraes, 1036 - Pinheiros - S.Paulo
Dia 29 de Agosto de 2007, quarta-feira, às 21:30 h
Reservas - (011) 3814.7383 / 3031.3290
Ingresso: R$ 15,00

A MÚSICA DE SÃO PAULO (UMA MEMÓRIA PESSOAL) 1 - Zé Rodrix
Clean
August 17, 2007 11:18 AM PDT
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Só posso falar do que vi e ouvi: o contrário disso seria impor a quem me lê uma idéia falsa do que pretendo dizer. Meninos, eu vi, mas apenas o que vi, e não falo do que não vi nem relato o que não experimentei. Se existe alguma verdade sobre a música de São Paulo, esta verdade só pode ser a sua escandalosa diversidade, tão imensa que seria impossível tentar abarcá-la, e por isso devo narrar exclusivamente os acontecimentos e as experiências musicais que assisti com meus próprios olhos, das quais participei como artista ou platéia, dando noticias de seus resultados. Aquilo que essas experiências causaram em meu caminho por esta Paulicéia desvairada, desvirada e devorada, foi-se insinuando vagarosamente em meu coração a ela avesso, tomando-o permanentemente quando eu menos esperava e tornando-se parte de mim mais do que qualquer outro lugar desse mundo.
São Paulo era menos que um retrato na parede, no início da década de 60. Em minha casa carioca no bairro de Botafogo era mencionada apenas como “a cidade para onde seu pai queria ir quando saiu da Bahia”, marcando a partir dessa súbita mudança de planos, a minha naturalidade tão distante da Bahia original quanto da metrópole pujante que nunca fora alcançada. Tinha notícias vagas da existência de parentes nessa cidade, primos paulistas, como eu também fruto de uma viagem da Bahia para o sul, só que sem a desistência causada pelo encantamento da Cidade Maravilhosa que acometera meu pai à primeira visão da Praia de Copacabana. Meu tio Cantídio, quando vinha do sertão baiano para renovar o estoque de seu bazar em Brumado, sempre visitava nossa família, tão pequena aos moldes do clã dos Trindade, em que ninguém alguma vez teve menos que 11 filhos. Em casa éramos apenas três, e quando meu tio chegava com noticias dos inúmeros primos do sertão, essas noticias só tinham contraponto nas narrativas sobre os primos de São Paulo, também muitos, e da mesma forma fora de meu alcance, pela distância.
Em 1961 vim a São Paulo pela primeira vez, para um Campeonato Nacional de Judô, esporte que tanto eu quanto meu pai praticávamos: minha mãe nos fez companhia nessa vigem de ônibus, por uma Dutra bem diferente da de hoje, atravessando cidades estranhas e subitamente chegando a um lugar gigantescamente avassalador. A impressão que me deu, à época, só a explico hoje: se soubesse disso, teria certamente dito estar em uma cidade só centro, sem periferia nem bairros. A temperatura, a luz invernal, as pessoas vestidas de maneira tão diversa da que eu conhecia, me puseram imediatamente em um país estrangeiro, que eu sequer tentei compreender, mas do qual me admirei muito.
Meus primos moravam numa transversal da rua da Cantareira, Pedro Álvares Cabral, perto do Mercado Central, e quando lá cheguei descobri um fato alucinante: O mais velho deles, Jurandir, mais um dos inúmeros tipos meio-malucos em que a família Trindade é próspera, revelou inesperadamente ser o baterista de um conjunto de rock’n’roll chamado Jet Blacks. Foi, à moda de Manoel Bandeira, o meu primeiro alumbramento: eu era fã do grupo, um conjunto instrumental de guitarras tipo Ventures, do qual eu possuía um LP denominado TWIST COM OS JET BLACK’S, que ouvia sem parar na vitrola de casa. Jurandir se tornou, imediatamente, meu ídolo, contando histórias de artistas, shows e gravações, relatando tal intimidade com gente famosa que eu nem piscava. O mais terrível é que tudo era verdade: no meio da conversa bateram à porta e era Tony Campelo, o irmão da Cely, querendo falar com ele sobre a gravação de um disco nos dias seguintes. As roupas, os cabelos, as botas dos paulistas, eram inacreditavelmente mais fascinantes que o sotaque carregado, só antes ouvido na voz de Isaurinha Garcia, e o Campeonato de Judô se desvanesceu de minha mente como que por encanto. Não me recordo de nenhum detalhe das lutas, nem mesmo de como eu e meu pai conseguimos as medalhas que trouxemos para casa: a música que se fazia em São Paulo, a vida que vibrava em torno dessa música, passou a ser tudo que me interessava.
No dia seguinte, uma sexta-feira, saímos pela tarde para “dar uma banda”, como meus primos diziam, me ensinando uma expressão nova que eu raras vezes tive coragem de usar, por considerá-la possível apenas em São Paulo. Entrei pela primeira vez na vida em um estúdio de gravação, o da antiga RGE, se não me engano, na Rua Dna. Veridiana, onde Cely Campello gravava mais um disco, lá encontrando os Titulares do Ritmo, seis cegos musicalíssimos que faziam os vocais de apoio, o saxofonista Bolão, e pude ver meu primo Jurandir abafando a caixa da bateria com a gravata que usava, para que o som ficasse mais surdo, como o Tony queria. Na saída de lá, ainda tonto, comi o primeiro hambúrguer de minha vida, numa lanchonete americanizada da Av. Angélica chamada Gonçalito. No sábado experimentei as delícias da culinária paulistana: mais um hambúrguer no Burdog, uma lanchonete do lado do cemitério do Araçá, que meu primo Biguá fez questão de afirmar ser a fonte da carne do hambúrguer que eu estava comendo. Pelo sim, pelo não, não pedi o segundo. No domingo, nosso último dia, enfrentamos uma inesquecível comida italiana em um restaurante chamado Jardim di Napoli, do qual sou freguês até hoje, acompanhando-o desde essa sede original no Viaduto Maria Paula até o lugar que hoje ocupa, em Higienópolis. Jurandir não nos acompanhou: tinha que estar na televisão, no programa do Roberto Carlos, e eu só fiquei pensando amargamente porque não tínhamos ido com ele. Nessa época nem tudo era possível, como hoje.
Zé Rodrix

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Publicado no site CAFÉ BRASIL, do Luciano Pires, onde o Zé Rodrix é um dos colaboradores.
http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=5828

AMANHÃ EM LORENA!!!!
Clean
August 14, 2007 06:49 PM PDT

Amanhã, quarta, dia 15, show do Trio, na Praça Baronesa Santa Eulália - Centro , às 21 hrs .
NÃO PERCAM !!! Grátis!!!

LINK NOVO para o CD "10 ANOS JUNTOS"
Clean
August 14, 2007 06:43 PM PDT

Aí vai o link novo do 10 anos juntos:

http://rs132.rapidshare.com/files/36970035/Sa_Guarabyra_10_anos.zip

Já devidamente substituído no post original

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Quanto aos discos com proteção e demais links quebrados, estou passando todos para o 4 shared.

O Ônibus dos Sonhos - Sá & Guarabyra ( inédita )
Clean
August 13, 2007 12:11 PM PDT

Essa é a nova canção que nos foi apresentada no show de Porto Alegre ( aqui filmada pelo Emílio Pacheco)!!
Eu achei linda, e vcs???

PS: Obrigada, Emilio!!!

A Longa Noite
Clean
August 10, 2007 11:48 AM PDT

Algumas músicas são tão insuportavelmente lindas !!! A LONGA NOITE é uma dessas canções! Ouvi, pela primeira vez ao vivo, no último show , em Porto Alegre, e senti um momento mágico: aqueles momentos em que vc pode até morrer, que nada importa!

A Longa Noite
Sá/guarabyra

Você pra mim existe antes dos dias
E antes da longa noite existia
E, assim, pra te buscar
Foi preciso voar
Antes mesmo dos ares, das montanhas, do mar
E segui sempre a luz
Que o tempo guarda em cada olhar
E que ninguém pode apagar

E quando, enfim, o mundo fez seu mundo
Do nosso amor nasceu o vagabundo
Pois viver é buscar
É não deixar passar
Cada uma aventura
Ou vontades de amar

E, assim, faça-se a luz
Que o tempo guarda em cada olhar
Ninguém mais pode te apagar
Pois viver é buscar
É não deixar passar
Cada uma aventura
Ou vontades de amar

E, assim, faça-se a luz
Que o tempo guarda em cada olhar
Ninguém mais pode te apagar
Ninguém mais pode te apagar

SOY LATINO AMERICANO...
Clean
August 05, 2007 04:32 PM PDT
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O Airbus da TACA inclinou-se à esquerda. E mais, e mais... Parecia que ia estolar! Os passageiros do lado direito só viam o céu brilhante do verão andino, mas nós, do lado esquerdo, tínhamos à disposição o inesquecível cenário do vale do Urubamba, rasgado entre duas muralhas nevadas: verde e branco, verde e branco... Senti-me um pouco tonto e segurei a mão de minha mulher, lembrando o refrão de Belchior: “foi por medo de avião...”. Mas como não era a primeira vez, apenas sorri para ela. Estávamos realizando um sonho, e o sonho estava lá embaixo escondido em algum lugar. O avião finalmente nivelou e a comissária anunciou – como se a gente ainda não houvesse percebido... - a aproximação para a descida no Aeroporto Internacional de Cuzco, se é que se pode chamar “descer” o pouso de um avião numa pista a 3500 metros de altitude...
Algumas poucas horas depois eu já sentia os efeitos do soroche – o mal das alturas - já que em vez de descansar um bom dia inteiro eu me metera a andar por Cuzco, subindo e descendo ladeiras por entre cholas de saias coloridas e pivetes que insistiam em vender cartões-postais de todo tipo e gênero. Bufei, arfei e afinal, derrotado, cheguei exausto ao hotel onde me foi oferecido um bom chá de coca, santo remédio! Não pense que dá barato: não dá. O barato é livrar-se daquela sensação de que você pode morrer a qualquer instante vitimado por uma súbita ausência de ar nos pulmões. Bebi o chá, mastiguei as folhas de coca e fui dormir. Tinha que estar preparado para a festa de ano novo. Sim, queríamos raiar 2003 no meio daquela formidável salada de gente que sempre ronda ali pelo império inca: velhos hippies, estudantes nórdicos, esquerdistas latinos, americanos desconfiados e até mesmo burguesas famílias brasileiras passeiam com a lentidão exigida pela altitude, à sombra das igrejas coloniais de tijolos vermelhos deixadas pelos conquistadores espanhóis, com seus alicerces de pedras roubadas da fina artesania quéchua. A fisionomia do povo cusquenho, moreno, de maçãs salientes e sorriso discreto mal esconde a tristeza da derrota de um império. Até hoje não é conveniente ser espanhol por ali. Seja brasileiro, chileno, argentino, europeu, canadense, até mesmo americano. Mas espanhol...
Afinal, chegou o 31 de dezembro. Já menos sujeitos ao soroche, compramos um vinho e saímos em busca de farra, encrenca, ou o que desse e viesse. Afinal, nem todo ano novo a gente passa em Cuzco, não é mesmo? Chegamos à Plaza de Armas e ficamos perplexos com o espetáculo que surgia aos nossos olhos: a praça fervia com uma multidão de todas as cores, credos e nacionalidades que pulava abraçada à roda da grandiosa e dolorosa lembrança colonial: “Uh,uh,uh,uh!”, fazia o povo, e lá fomos nós pro meio daquela zona, garrafa de vinho na mão e uma sensação estranha de ser a pessoa errada no lugar certo ou vice-versa. Rodamos a praça até a garrafa acabar e resolvemos sair em busca de outra. Numa daquelas ruas fomos abordados por três pivetes. Enquanto eles nos distraíam tentando vender cartões postais, um outro surrupiava minha câmera do bolso do casaco. Gol do Peru! Só fui perceber a mágica quando comprava a segunda garrafa de vinho. O orgulho carioca ferido pela malandragem local só foi consolado no dia seguinte quando achamos uma câmera idêntica por um preço irrisório. “Viracocha é justo”, pensamos, reverenciando o velho deus quéchua.
Passada a ressaca do réveillon crioulo, focamos naquilo que nos havia levado até Cuzco: conhecer Machu Picchu, a cidade sagrada do império inca. Era preciso acordar cinco e meia da manhã e pegar o trem que nos levaria através do vale do indomado Urubamba até a raiz da montanha mágica, na vila de Águas Calientes, uma viela horizontal à margem de um ribeirão afluente.
Não queira saber o que é essa viagem. Ao seu lado corre o Urubamba, rápido, cruel, impiedoso, límpido, transparente, histórico, indomável. Acima de você ponteiam inacreditáveis e verticais paredões cobertos de verde, como que cuspidos para o céu por uma força insuspeita. Como esse meio ambiente poderia ter criado outro império que não o Inca? No meio daquela zorra ponteada pelo som das quenas e zampoñas eu pensava que afinal era feliz pelo simples fato de estar ali compartilhando visões do paraíso com centenas de criaturas parecidas comigo...
Em Águas Calientes entramos no ônibus que sobe o ziguezague montanha acima rumo a Machu Picchu. Na subida, imaginamos muitas coisas a partir daquela mágica viagem de trem: haveria alguma coisa melhor do que aquilo tudo que já víramos? Seria Machu Picchu mais folclore do que fato, uma coisa apenas turística e nada mística? A viagem de ônibus até o pico é na realidade um corta-onda diante da ferrovia: você vai subindo naquela coisa desengonçada, diferente da elegância do trem que corta o vale do rio selvagem. É só uma subida de serra, igual a tantas outras. É uma Rio-Petrópolis primitiva, metida a besta e corporativizada. Subir o Cristo dá de dez. Óquei, peruano, exagerei! Vamos chegar lá direto e nos deslumbrar com a força de uma civilização.
Nada é igual a Machu-Picchu. Não há outro lugar pra sentir o que você pode sentir lá. Eu, particularmente, sou um cara muito terra-a-terra. Não tenho nenhum ranço místico, esperança extra-sensorial, etc.. Sou chapado naturalmente pela realidade das coisas. Mas a visão da cidade perdida me impressionou. Fiquei pensando em como o aventureiro-arqueólogo Hiram Bingham, que descobriu a cidade no início do século 20, deveria ter se sentido enquanto tirava o mato de cima dos terraços quéchuas. Num dos mais íngremes, você jura que está prestes a despencar na vertical até o fio do Urubamba, lá abaixo.
Eu queria ter feito a trilha Cuzco-Machu Picchu em cinco dias a pé, subindo e descendo a cordilheira? Claro. Mas se já estava sendo vítima do soroche aos 3500 metros, imagine subindo os íngremes degraus da trilha inca, que chegam a quase 5000... Não ia dar. Preferi então voltar a Cuzco e sair por ali pelo vale, chapando com as gigantescas pedras negras da fortaleza inca de Sacsaywamán, onde a gente fica tentando descobrir como os filhos de Viracocha conseguiam cortar e empilhar de maneira tão precisa aqueles blocos titânicos. Embrenhamo-nos por dentro da fortaleza, sentindo o peso dos séculos e aquele estranho clima que paira sobre as ruínas incas, um misto de tristeza e grandiosidade que nos deixa humildes e reverentes. Assim mesmo, humildes e reverentes, embarcamos no trem de volta
a Cuzco. Às vésperas da partida para Lima, perguntamos no hotel onde as coisas aconteciam e a proprietária nos indicou o El Molino, um bar esperto e tão cosmopolita quanto poderia ser. Trajando minha melhor cara-de-pau, levei um CD de Sá, Rodrix & Guarabyra no bolso do casaco. Queria saber como soaríamos em tão vetusta e colonial cidade. Chamei o proprietário e ele ficou profundamente agradecido pelo CD. Presenteou-nos de volta com duas canecas com o nome do bar, as quais guardo em casa até hoje com todo o cuidado, ao lado do boizinho folclórico, protetor das casas cusquenhas, que minha mulher ganhou de uma pequena artesã durante um outro passeio a Ollantaytambo.Raros tesouros, os de amizade. Prefiro que partam meu inexistente vaso Ming em mil pedaços a perder sequer uma lasca de orelha do boizinho cusquenho.
Voltar à capital, que já havia sido nossa primeira escala na viagem, virou um bode. Quando desembarcáramos no aeroporto de Lima, na vinda, havia acontecido uma coisa estranhíssima: pegamos um táxi, uma Scénic tirada do ponto por insistência do guarda. No meio do caminho, o motorista simulou um enguiço e nos “vendeu” a um colega menos abençoado. Imediatamente depois de embarcados no segundo táxi, que mal conseguiu se arrastar até o hotel, vimos o primeiro dar meia volta em direção ao aeroporto. Detalhe: para ser taxista em Lima basta colar um adesivo escrito “táxi” no pára-brisa... E agora? Resolvemos apelar pro “especial” e desta vez chegamos ao hotel sem maiores incidentes, à custa, porém, de uma boa quantidade de verdes doletas.
À tarde, procurando um restaurante japonês, fomos parar num shopping que parecia saído de São Paulo. Fiquei lá de cima da falésia olhando o Oceano Pacífico, com quem eu já fizera amizade no quintal da casa de Neruda, na Isla Negra, Chile. O Pacífico é diferente, mais escuro, mais sério, parece perguntar a você se não seria do seu desejo jogar-se imediatamente daquela falésia e afogar-se batendo continência. Para entender Neruda em profundidade é preciso mirar o olho do Oceano Pacífico. Nosso Atlântico é um farrista, irresponsável e inconseqüente. Vide Ipanema.
Então, se você já viu a Torre Eiffel gloriosamente iluminada para o Natal, já se deslumbrou com o amarelo inacreditável de um outono no Central Park, já subiu ao topo do Vesúvio e passeou pelas ruas fantasmais de Pompéia, já viu o dourado das cúpulas do Kremlin, atravessou as pontes entre Buda e Pest e ajoelhou-se diante do esplendor do Taj Mahal, que bom! Mas não ouse morrer sem ir a Machu Picchu. Posso considerar isso uma desfeita pessoal.

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Reproduzido do Blog do Sá

Discografia SRG - complementação
Clean
August 04, 2007 10:44 AM PDT

O Luiz reclamou então aí vai a complementação da discografia do Trio, com o disco de 93 que na verdade é de 94:

Sá & Guarabyra

http://www.4shared.com/file/20371486/b964cb32/S__Guarabyra-1994.html

Lembrando que a agenda de shows para agosto está atualizadíssima, na lateral direita do blog!!!

Desde Uruguay
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July 25, 2007 06:31 PM PDT

Aproveitei a ida ao Festival de Inverno para dar uma esticadinha arrevesada no Uruguay e Argentina, muito rapida mesmo. Agora mesmo estou em um cyber paleontologico, no centro de Montevideo. Um frio de 4 graus lah fora e minha alma aquecida com los recuerdos del show e a possibilidade de ver Fito em Porto Alegre em alguns dias! Show esse que me rendeu fatos curiosos, como uma resposta oficial do secretario de cultura municipal às minhas reclamacoes, e a quem acabei por conhecer na noite do mesmo dia no show do Trio!
Mañana me voy a Bs As!!!
So estarei de volta a esse blog semana quem vem, e ai sim, postarei Durango I e o restante da discografia solicitada, bem como uma bem vinda discografia do Zeh Rodrix organizada pelo Renato!
¡¡¡Hasta pronto!!!

FESTIVAL DE INVERNO DE PORTO ALEGRE - Show "Nós lá em Casa"
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July 24, 2007 07:38 AM PDT

Mesmo show???Não!! Renovados: humor, ânimo, set list, canções novas, arranjos ( e andamento) originais para canções antigas( o que agradou muitíssimo à audiência)!
Platéia formada por fãs antigos e fiéis, novos fãs que nem haviam nascido, curiosos musicais e músicos gaúchos, entre eles Sepé Tiarajú e Raul Ellwanger .
Apesar da típica frieza ( aparente) da platéia gaúcha, via-se a emoção que representava , para a maioria, ver o Trio pela primeira vez ao vivo, e a dupla, após 20 anos de ausência!
Todos estavam ansiosos! Alguns sós os conheciam pelas músicas de novela e saíram encantados, prometendo pesquisar toda a discografia! Entreouvi alguém comentar: ”É bem mais do Roque Santeiro” o que me encheu de alegria! Só lamentei não ter um panfleto, como o que sugeriu Marlene um dia, convidando-os a conhecer mais sobre Sá, Rodrix & Guarabyra!
Encontramos a Iara e o Emílio, crítico musical gaúcho, com quem lamentavelmente, tive pouco tempo para conversar.
Do set list novo destaca-se a entrada de “Ônibus dos Sonhos” ( de Sá &Guarabyra) , linda, linda!
Particularmente foi uma forma muito linda de fechar um ciclo: ver um show na minha cidade foi muito emocionante. Algumas canções tomaram forma e gosto diferentes lá, de forma que ao ouví-las ontem foi reviver ainda mais intensamente meus 15 anos!

Discografia Completa de Sá, Rodrix & Guarabyra
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July 14, 2007 01:58 PM PDT
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1972 - Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente & Futuro
http://www.4shared.com/file/17955743/78ec10d4/PASSADO_PRESENTE__FUTURO_.html

1973 – Sá, Rodrix e Guarabyra – Terra
http://www.4shared.com/file/19005808/3fdeee80/Passado_Presente_Futuro__72_-Terra__73_.html
(esse novo link contém os dois discos acima)

1973 – Sá e Guarabyra – Nunca (com “O Terço”)
http://www.4shared.com/file/10383126/e396b9ea/S_e_Guarabyra_-_Nunca_-AISPORECORDS.html

1975 – Sá e Guarabyra – Cadernos de Viagem
http://www.4shared.com/file/19512363/279ffd5/Caderno_de_viagem.html

1977 – Sá e Guarabyra – Pirão de Peixe com Pimenta
http://www.4shared.com/file/18488421/82d2177c/Piro_de_Peixe_com_Pimenta.html

1979 – Sá e Guarabyra – Quatro
http://d.turboupload.com/d/349967/Quatro_AISPORECORDS.zip.html

1983 – Sá e Guarabyra – Dez anos juntos
http://rs132.rapidshare.com/files/36970035/Sa_Guarabyra_10_anos.zip

1984 – Sá e Guarabyra – Paraíso Agora
http://www.4shared.com/file/12094436/4dfa38ce/Paraiso_Agora.html

1985 – Sá e Guarabyra – Harmonia
http://www.4shared.com/file/18489981/c8590bc0/Harmonia.html

1987 – Sá e Guarabyra – Cartas, Canções e Palavras
http://www.4shared.com/file/11969497/a6cfe48b/S__e_Guarabyra-Cartas-canes-e-palavras.html

1990 – Sá e Guarabyra – Vamos Por Aí
http://www.4shared.com/file/10335067/a3844882/Vamos_Por_A.html

1997 – Sá e Guarabyra – Rio-Bahia
http://www.4shared.com/file/19873553/a6bb51bf/Rio_Bahia.html

1999 – Sá e Guarabyra – Orquestra Sinfonia de Americana ao Vivo
http://rapidshare.de/files/15077439/Sa___Guarabyra-Orquestra_Singonica_de_Am.rar.html

2001 – Sá, Rodrix e Guarabyra – Outra Vez na Estrada
Parte 1: http://www.4shared.com/file/14299816/aaa4efc4/Outra_vez_na_estrada-parte1-.html
Parte 2: http://www.4shared.com/file/19518962/1754aaf1/Outra_vez_na_estrada-parte2.html
Inéditas: http://rapidshare.com/files/38453582/S___Rodrix___Guarabyra_-_Outra_Vez_Na_Estrada.rar.html

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Nessa discografia não inserimos as coletâneas ou os discos solo, que virão à seguir.
Agradecemos à Lizete e ao Otávio!

Show SRG no SESC VILA MARIANA
Clean
July 10, 2007 02:32 PM PDT
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Como a música não pára , ontem aconteceu o famoso show de Sá , Rodrix & Guarabyra , marcado e remarcado e confirmado para o último dia de feriadão em SP. O que poderia ter sido um dia terrível transformou-se em um sucesso, com o teatro do SESC VILA MARIANA ( enorme: 600 lugares) lotadinho. Alguns amigos, fãs de carteirinha, acabaram ficando de fora: ingressos esgotados desde sexta feira!
Alegria total, o show esteve lindo, com os “meninos” felizes , a galera do lado de cá não menos feliz cantando tudinho; músicas novas no set list. Perfeito!
Mais ainda ficaria mais perfeito: no foyer, Sá e Zé Rodrix revelam que já estão compondo novas canções e prometem disco novo para 2008! CD novo significa tour, novo show e quem sabe, um novo DVD! E lá vamos nós...ainda uma vez mais pra estrada!

Mais fotos do show: http://www.flickr.com/photos/marlenefotos/

MOMBOJÓ ENLUTADO
Clean
July 07, 2007 02:45 PM PDT
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Os fãs do MOMBOJÓ acordam hoje entristecidos com o falecimento do seu flautista Rafael. Difícil imaginar aquele grupo tão jovem e tão entrosado, alcançando um sucesso (justificado) tão rapidamente, sem um dos seus vértices!

Enterro
Mombojó perde o músico O Rafa
Publicado em 06.07.2007, às 19h05
http://jc.uol.com.br/2007/07/06/not_143655.php

Do JC

Foi sepultado no fim da tarde desta sexta-feira, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, o corpo do flautista, violonista e trombonista da banda Mombojó, Rafael Torres, conhecido como "O Rafa" ou "Pirulito". O músico de 24 anos morreu de madrugada, vítima de um ataque cardíaco logo depois de chegar em casa, vindo de uma festa. Rafael foi ainda levado ao Hospital da Restauração (HR). Ele era portador de trombocitose, doença hematológica que causa aumento de plaquetas no sangue.

Além do Mombojó, O Rafa tocava nas bandas Del Rey, Trio Pouca Chinfra e a Cozinha e Os Emboás. Devido à morte do artista, o show que a Del Rey realizaria neste sábado no Spirit Music Hall foi cancelado. Neste sábado, o músico tocaria também com o Trio Pouca Chinfra na Merceária Amélia.

Com a morte do músico Rafael Torres, da banda Mombojó, "o Recife perde um dos seus maiores músicos. O Rafa era um cara que tinha uma energia muito boa, era amigo pra toda hora, estava sempre lá quando a gente precisava", afirmou o cantor China, vocalista da Del Rey, durante o velório do músico, realizado na capela do Cemitério de Santo Amaro. "O Rafa era um cara muito espiritualizado, aprendi muito convivendo com ele", ressaltou Felipe S., vocalista e companheiro da Mombojó e Del Rey.

Na terça-feira, o músico estrearia o projeto Café del Jazz, no Café Porteño, voltado à reinvenção de tangos famosos. Ao seu lado, os músicos Márcio Silva (da banda Zé Cafofinho), Ângelo Mongiovi (da Mula Manca & a Fabulosa Figura) e o pianista Victor Araújo. Segundo a direção do Café Portenho, ainda não foi decidido se os músicos vão dar continuidade ao projeto com o falecimento de Rafael Torres. A Trama, gravadora do Mombojó, enviou nota para a imprensa lamentando a morte de Rafael.

CARISMA - O Rafa era sempre uma figura carismática em todos os projetos que fazia parte. O músico exalava um ar non sense no palco, e era o alvo preferido das brincadeiras dos seus companheiros nos shows. Durante as apresentações da Del Rey, voltado ao repertório de Roberto Carlos, O Rafa tomava o microfone e imitava os trejeitos de "Sua Majestade". Ao fim da imitação, o músico deixava o público com uma frase, que virou quase seu jargão: "Onde quer que você esteja, você sempre estará lá".

Surgido em 2001, o Mombojó foi o grupo responsável por "oxigenar" a cena musical recifense da década, após o estouro do mangue beat nos anos 90. Seu primeiro álbum, Nadadenovo, de 2003, deixou claro como Recife estava antenado com a reviravolta que a internet promovia na indústria fonográfica. Dando de ombros para gravadoras, os músicos disponibilizaram, gratuitamente, todas as suas músicas pelo seu site oficial. O resultado não poderia ter sido melhor: as canções viraram sucesso entre os internautas, e o grupo passou a lotar shows em todo o Brasil, inclusive participou de grandes festivais como o TIM Festival.

A decisão, fincada na tradição punk do faça-você-mesmo, rendeu contrato com a Trama para o segundo álbum, o elogiado Homem-espuma. Ao contrário dos grupos da geração anterior, que relatava e berrava crônicas da vida sob o sol da RMR; o Mombojó veio com uma sonoridade que se equilibrava entre o samba, ritmos latinos, efeitos eletrônicos e letras subjetivas.

Se a década de 90 queria exacerbar sua identidade, o Mombojó (sempre sintonizado com os novos tempos) nunca quis ser um grupo do Aqui. Mas do Agora. Sempre irônicos com sua obra, a maioria dos integrantes do grupo, junto com o cantor China, deu início ao bem-sucedido projeto Del Rey. As músicas de Roberto Carlos voltaram às massas. Desta vez, às massas jovens. O Mombojó foi/é a prova que o Recife sabe ser pop, inteligente e rir muito disso tudo

Discografia do Toninho Horta ( Novos Links)
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June 24, 2007 02:06 PM PDT
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Quase 1 ano após reunir em uma listagem todos os links da discografia do Toninho me vi frente a frente discutindo isso com... o próprio Toninho!
Encorajei-me a renovar os links e postá-los novamente, para deleite dos que tem escrito para esse podcast . Dessa vez eles irão meio desorganizados: alguns foram deixados para trás, por dificuldades maiores ou menores, seja capacidade de upload ou logística. Mas a cabo de algum tempo, e com paciência, até o LIVE IN MOSCOW estará
aqui!
( para abrir os links, copie e cole )

Disco Beto Guedes, Novelli, Toninho e Danilo Caymi (“do banheiro”)
http://www.mediafire.com/?bm2gwdimmxt

1979 Terra Dos Pássaros (True Space)
ttp://www.4shared.com/file/18484039/d8cdb96b/Terra_dos_P_ssaros.html

1980 Toninho Horta(EMI)
http://www.mediafire.com/?3yxj9cgex6i

1989 Moonstone( Polydor )
http://www.4shared.com/file/18484845/9029323f/Toninho_Horta-Moonstone.html

1989 Diamond Land (Verve/Forecast )
http://rapidshare.com/files/6906757/88TONINHOHDIAMONDL.rar.html
http://rapidshare.com/files/11020800/Toninho_Horta.rar.html

1995 Durango Kid, Vol. 2( Big World )
http://www.mediafire.com/?4s94jus020e

1995 Foot on the Road (Polygram)
http://rapidshare.com/files/15212673/_1994__Foot_On_The_Road.rar.html

1996 Sem Você: Toninho Horta & Joyce (Collegium/1996)( Biscoito Fino / 2006)
http://www.badongo.com/pt/file/954593

1997 Toninho Horta & Flávio Venturini (Dubas)
http://www.4shared.com/file/18482738/8feec0a4/1997_-
_Flavio_Venturini_e_Toninho_Horta_-_No_Circo_Voador_-.html

1999 - Nicola Stilo & Toninho Horta (via veneto)
http://rapidshare.com/files/12133561/Nicola_Stilo.zip.html

2004 - Com o pé no forró
http://rapidshare.com/files/1241062/2004_Toninho_Horta_Com_O_P__No_Forr_.rar

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Pra Ouvir: São Sebastião das Águas Claras, de Edu Negão ( Participação Toninho Horta)

Olhos Abertos ( Zé Rodrix / Guttemberg Guarabyra)
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June 17, 2007 02:13 PM PDT
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Essa é especial para uma pessoa que conheci virtualmente (duvidei), conheci um pouquinho mais lendo ( duvidei ainda mais), e agora mais um pouquinho ouvindo . (Tá, “tendii tamem”!)

Elis Regina - Olhos Abertos ( Zé Rodrix / Guarabyra) do disco ELIS, de 1972.
Essa é especial para uma pessoa que conheci virtualmente (duvidei), conheci um pouquinho mais lendo ( duvidei ainda mais), e agora mais um pouquinho ouvindo . (Tá, “tendii tamem”!)

Elis Regina - Olhos Abertos ( Zé Rodrix / Guarabyra) do disco ELIS, de 1972.

Atravessando uma ponte de noite, no meio da chuva
Cercada pelo silêncio daquela cidade do interior
Depois da ponte uma estrada de terra, molhada pela chuva
Cercada pelo silêncio e sem nenhum pedaço de amor

Vendo os olhares desertos de tantas pessoas antigas
Tantas pessoas amigas querendo um cigarro e um carinho
Gente que puxa uma briga na estrada, com os olhos brilhando
Precisa só de um abraço, bem forte e bem dado

E eu quero encontrar as pessoas
De mãos e olhos abertos
Sem me preocupar com dinheiro e posição

Eu preciso encontrar as pessoas
Ficar de mãos dadas com elas
Conversar com a boca e os olhos do coração

SESC Interlagos
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June 15, 2007 06:16 PM PDT
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Descendo a lomba eu pensava “o que vim fazer aqui?”, e ia correndo, seguindo o som no ar, que lá pelas tantas misturou-se ao forró que tocava no salão (“Que loucura, caos total, ai, onde estou me metendo??”) , e seguia furando a multidão. Um paredão de casacos, toucas e cachecóis me separavam do palco, decidi correr pela lateral e avançar: acabei na famosa “fila A1” (piadinha interna: o gargarejo, fãs e loucos misturados no mesmo delírio!).
Cara a cara com o Sá (por algum complô do Universo), pude assistir “vingada” seu strip. Quando tirou seu trench coat vi o pedacinho da camiseta que usava por baixo da blusa e já antevi a cara dos meus filhos, Flamenguistas doentes (coitados!). Sacou de sua camisa, triunfalmente, revelando o uniforme tradicional do glorioso tricolor das Laranjeiras: Fluminense! Naquela hora queria ter às mãos latas de talco ou farinha! A cara da minha filha foi espetacular!! Valeu, Sá!!!
Marlene & cia estavam bem em frente ao Guarabyra e só nos encontramos no final. Que poderia ter sido melhor: por uma questão de segurança eles ficaram longe do público, separados por uma grade (o qual meu filho chamava de zôo) e saíram muito rapidamente, depois de alguns cumprimentos (“sua doida!...” mal sabia ele... rs) e fotos do trio (tudo muito rápido). Peninha! Mas também nós estávamos mortos: tínhamos acordado às 5, dirigido mais 5 de estrada, sem falar nos tantos quilômetros rodando à esmo na cidade, perdidos em Itaquera, Interlagos, etc Queríamos cama ! Amanhã teria mais!

SR&G
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June 15, 2007 06:11 PM PDT
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Sá TRICOLOR!!!

SR&G
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June 15, 2007 06:05 PM PDT
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Guarabyra

SR&G
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June 15, 2007 05:58 PM PDT
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Zé Rodrix

Fotos, fotos e mais fotos!
Clean
June 13, 2007 05:21 PM PDT

Nosso espaço no FLICKR reunindo todas as fotos aqui publicadas, ou não, e os últimos shows!

Show do Guarabyra em Guaratinguetá
Clean
June 11, 2007 05:47 PM PDT

Próximo dia 13, quarta, acontecerá o show LEMBRANÇAS do FUTURO, do Guarabyra, em Guaratinguetá, como parte dos festejos de aniversário da cidade! O endereço correto está na seção agenda, aí do ladinho!
Enquanto outros shows não acontecem, aí está, devidamente "liberado", um pedacinho do show: "É preciso amar muito mais". Gravado no lançamento do disco, no Bourbon St.

SEMANA CHEIA - Agenda de shows de Sá, Rodrix & Guarabyra; Toninho Horta e Almir Satter
Clean
June 04, 2007 01:48 PM PDT

Feriadão animado, apesar do frio, com mil shows em SP:

dia 7/6 - Almir Satter - SESC Itaquera - 15 hrs
S,R & Guarabyra - SESC Interlagos - 20 hrs

dia 9 e 10/6 - Toninho Horta e Joyce vão apresentar repertório do disco 'Tom Jobim: Sem Você', que foi gravado e lançado no Japão.

09/06, Sábado, às 21h
10/06, domingo, às 18h

SESC Vila Mariana
rua Pelotas, 141
Vila Mariana
telefone: 11 5080-3000

dia 10/6_ Guarabyra solo: Recordações do Futuro - SESC Itaquera - 15 hrs

dia 13/6 - Guarabyra em Guaratinguetá - Show comemorativo pelo aniversário da cidade -Praça Conselheiro Rodrigues Alves- 21 hrs

dias 14 e 15 - Sá, Rodrix & Guarabyra - SESC Vila Mariana.

rua Pelotas, 141
Vila Mariana
telefone: 11 5080-3000

IMPOSSÍVEL PARAR DE DANÇAR
Clean
May 29, 2007 08:27 AM PDT
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Show de SÁ , RODRIX & GUARABYRA dia 7 de junho, feriadão, no SESC INTERLAGOS!

Programação completa:

SANTO GRÃO NA FESTA DE SÃO JOÃO
O Café é o tema central da Festa Junina deste ano. A programação abrangerá a influência desse grão na gastronomia, cultura e desenvolvimento brasileiro, através de ambientação cenográfica, shows, espetáculos de dança e quitutes a base de café. De 07 a 24 de Junho, das 16h às 22h. Terceira idade , dia 15/06, das 9h às 16h.

Amauri Falabella Trio

Mais Maria do Que Zé
Forró.

Os catira ás de ouro
Grupo folclórico- Mauá

Sá, Rodrix, Guarabyra & Banda

Praça Pau-brasil. 1
Dia(s) 07/06 Quinta
SESC Interlagos

NA ESTRADA - Luiz Carlos Sá
Clean
May 24, 2007 01:56 PM PDT
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O PRIMEIRO SUCESSO A GENTE JAMAIS ESQUECE !
( mesmo que tenha sido no cabaré da Tia Neném)

A noite estava inacreditavelmente quente e estrelada. Nós fumávamos em silêncio na varanda da casa de fazenda no Arrozal, quatro rapazes em férias. Eu, Máriozinho e Gilson éramos ainda adolescentes. Zé Ivan, o mais velho, era recém formado em medicina. No Rio, estávamos os três primeiros aprendendo a tocar, com planos de formar um grupo. Mário aprendia baixo, Gilson, bateria e eu, violão. Zé Ivan arranhava na percussão e era o feliz proprietário de um inefável fusquinha cabriolé, daqueles de teto solar, nosso transporte pra aprontar em algumas das cidades próximas.
O Arrozal daquela época não passava de um pequeno distrito de meia dúzia de casas: morria antes das nove. Mas em menos de meia hora poderíamos chegar a Volta Redonda ou Barra Mansa, e - naquela noite de verão em particular - nossos hormônios em ebulição clamavam por alguma coisa pra fazer, alguma coisa grande... Foi Zé Ivan quem falou primeiro:
- Vocês conhecem Piraí?
- Não – respondemos eu e Máriozinho, quase em uníssono. Gilson disse que já tinha estado lá, mas de passagem.
- E se a gente desse um pulo lá agora? – insistiu o Zé.
- A essa hora? - retruquei – dia de semana? Já são quase onze. Vai estar tudo fechado.
Zé Ivan sorriu de lado:
-Tem o cabaré da Tia Neném...
Arregalamos os olhos. O cabaré da Neném era famoso em todo o sul do estado do Rio. Lindas mulheres. Boa comida, tudo que era tipo de bebida, muito movimento. Um verdadeiro desejo de consumo para garotos da zona norte em idade de descobrir as coisas da vida, naquela ainda puritana e mal começada década de 60, pré–revolução sexual.
Tia Neném, freqüentada por fazendeiros cheios da grana, era cara para bolsos estudantis. Mas Zé Ivan, pelo jeito, já vinha arquitetando o plano havia algum tempo:
- É o seguinte: saindo agora a gente chega lá antes da meia noite. É quando o bicho começa a pegar mesmo. A gente não precisa ficar com as meninas (aí um “oh!” decepcionado soou dentro das três cabeças mais novas, que só pensavam naquilo...), é só tomar uma ou duas, ver o movimento e se mandar. Senão a gente vai ficar aqui sem fazer nada. Olha só: a primeira cerveja é por minha conta. Depois vocês se viram, cada um por si.
Logo dito, logo feito. Entramos no fusquinha e tocamos pra Piraí. Passamos a cidade e rodamos ainda alguns quilômetros numa escuríssima e tortuosa estradinha de terra. De repente, depois de uma curva, fiat lux! Do meio do capim surgiu uma casa iluminada por uma profusão de lâmpadas de todas as cores: Tia Neném. Pra dizer a verdade, era mais luz que outra coisa. A casa devia ter tido seus tempos de glória, mas agora dependia bastante dos watts coloridos pra parecer coisa melhor. Não importava: para nós era o mais luxuoso dos castelos. Estacionamos o carro e fomos indo o mais marrentamente possível pra entrada, onde dois zelosos e gigantescos gorilas de terno nos barraram:
-É de menor?
Zé Ivan foi tomando a frente e exibindo a carteirinha de médico que já tanto nos livrara de situações semelhantes:
- Estão comigo, chefe.
O gorila-mor olhou nossas roupas de classe média e decidiu que provavelmente gastaríamos algum lá dentro.
- Vai entrando. Mas se sujar vai ter que sair tudo pelo porão.
O lado de dentro do cabaré era mais de acordo com a fama: um vasto e enfumaçadíssimo salão ocupado por dezenas de mesas, com uma pista de dança onde os pares se agarravam sob a fantasmagórica luz negra que era um must da época. Mas o que primeiro atraiu nossos olhares foi o palco, onde cinco músicos tocavam um velho samba-canção.
Fui reparando nos pares. As mulheres eram, em sua maioria, jovens, algumas teriam com certeza a nossa idade. Os homens eram mais velhos, muitos deles de terno. Éramos ETs naquele ambiente e algumas mesas nos olhavam e sorriam de soslaio. Comecei a achar que estava escrito “primeira vez” na minha testa. Afinal sentamos numa das mesas próximas do palco e pedimos cerveja. Ali dentro não tinha “de menor”: pedia, bebia. Passamos a rodada do Zé Ivan e pedimos outra, vasculhando disfarçadamente nossos bolsos e calculando quantas cervejas ainda poderíamos beber. O conjunto tirou mais uma meia dúzia de velhos sambas da cartola e parou pra descansar. Um dos músicos veio vindo em direção à nossa mesa, acenando. Gilson o reconheceu:
- Paulinho!
Paulinho, amigo de Gilson, tocava numa orquestra de baile de Volta Redonda. Conversamos alguns minutos sobre música. Ele reclamou:
- Pombas, o Benê, o guitarrista, é o maestro aqui da onda. Mas não sabe tocar bossa nova! Só rola isso aí que vocês ouviram.
Diga-se de passagem que nós quatro éramos radicais: tudo aquilo que não fosse bossa nova ou jazz nós rotulávamos de “brega” e pronto. Não tocávamos de jeito nenhum. Paulinho continuou:
- O Gilson falou que vocês tocam. Não rola uma canja aí? Eu garanto. Falo com o Benê e dou uma força no sax.
Levantou-se:
- Aí, vai começar outro set. Depois vocês atacam! Vamos lá!
Paulinho foi tocar e a gente ficou sem saber o que fazia. ”É agora” – dizia o Zé Ivan, que não tocava nada. “É fria”, amarelava Máriozinho, sempre cioso de micos reais e imaginários. Mas eu sempre carreguei comigo aquela fome de tocar, como diria o Ney, “em qualquer canto”:
- Vamos lá! A gente toca o que está ensaiado e pronto.
Gilson reforçou:
- O Paulinho sabe tudo. Qualquer buraco ele conserta.
Nosso repertório consistia, claro, de uma maciça maioria de hits de bossa nova e uns três ou quatro standards de jazz. O conjunto do Benê tocou mais uns vinte minutos e parou de novo. Paulinho pegou o microfone:
- Senhoras e senhores: vamos ouvir agora uma rapaziada lá do Rio que vai tocar umas bossas pra gente!
Gelei geral. E se desse tudo errado? Paulinho tapou o microfone e sussurrou pra nós:
- Como é que é o nome do grupo?
Branco geral. Lembrei-me do nome que tínhamos discutido na semana anterior, inspirado por nossa paixão por cinema e falei:
- Nouvelle Vague!
Paulinho preferiu calar-se e, sem nome mesmo, bater palmas para que subíssemos ao palco. A platéia permaneceu cética e continuou conversando sobre assuntos certamente mais interessantes que um quarteto de playboyzinhos metidos. Peguei a guitarra, olhei pra trás, vi que estavam todos prontos e... muito nervosos. Sussurrei para eles:
-“Samba de Verão” e depois “Garota de Ipanema”...
E atacamos. Os senhores de terno nos olhavam como se fôssemos bois desobedientes que resistiam a pastar. Mas as meninas foram se iluminando, e nós junto. Algumas vinham dançar sozinhas na beira do palco. Quando acabamos “Samba de Verão” e atacamos direto em “Garota de Ipanema”, elas já davam gritinhos e os senhores, evidentemente, começaram a sorrir também. Era a glória. Para abreviar, descemos do palco ovacionados. Tia Neném mandou uma rodada de cerveja grátis para a nossa mesa. E as meninas, ah, as meninas...
Na semana seguinte voltamos ao cabaré da Tia Neném. Mas como nada é perfeito, a memória do povo é curta e o conjunto do Benê não tocava naquele dia, saímos em branco. Pior: antes tivéssemos saído em branco, porque quando estávamos entrando no fusquinha do Zé Ivan, um bebum de terno claro começou a gritar lá da porta:
- Olha lá! São aqueles metidos de novo. Uns guris de m... que pensam que tão com tudo!
Veio andando pra cima da gente:
- Não tão com nada! só tocam essa p... de música de m...!
Achamos graça. Era nossa primeira vaia. Zé Ivan, mais experiente, não achou tanta graça assim.
- Vamos indo. Vai dar rolo.
Ligou o carro e começou a manobrar. O bebum veio andando e começou a se coçar demais pro nosso gosto. Acabou por abrir o paletó. Alguma coisa metálica brilhava no cós da calça dele:
-Volta aqui, seus p... vou mostrar pra vocês o que é tocar!
Agora ele estava claramente tentando tirar um revólver do cós da calça.
-Sujou! vamos embora!
O fusquinha arrancou derrapando as rodas de trás. Passamos pela pequena ponte de madeira, única saída de lá, já apertando o botão de pânico. O bebum já estava de arma na mão, mas para sorte nossa, tropeçou e caiu. Gilson abriu o teto solar e pôs meio corpo pra fora:
- Vai se f..., seu m...
Mas o bebum, amparado por aquele deus que protege os bêbados e as criancinhas levantou-se como se fosse um boneco de mola, de revólver na mão e tudo, e sentou o dedo. Gilson mergulhou de volta no banco de trás:
-Vaaaai, Zé!
Nunca mais voltamos à Tia Neném.
Mas o primeiro sucesso sabe como é... a gente não esquece jamais!

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NA ESTRADA é o nome da coluna escrita por Luiz Carlos Sá na Revista BACKSTAGE.

Foto: Sá, Rodrix & Guarabyra no show de ago/2006 no SESC ITAQUERA
( cortesia da Rita)

Pra ouvir: Morar sem paredes - Luiz Carlos Sá

Guarabyra tem o que dizer
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May 19, 2007 07:37 AM PDT
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Aquiles Rique Reis

Guttemberg Nery Guarabyra Filho, ou simplesmente Guarabyra, ou mais simplesmente ainda, Gut, tem coisas a dizer. E as diz cantando, poetando.

Feito pássaro que não mente, ele voa, roda o mundo, aprendendo a reconhecer as próprias pegadas. Inutilmente o amor quis voltar; encontrou-o descrente. Frente a frente com as pontes, atravessou-as. Fez perguntas, "você se lembra?", e as respondeu: "Nós nos amaremos". E seguiu a vida. Colocou as peças no tabuleiro e teve a sorte a seu lado; mas também a teve contra. Sorte que lhe mostrou um paraíso sorridente. À solidão ele afirma que é preciso amar muito mais. E ama desde as primeiras horas das manhãs bonitas do sertão até o lusco-fusco que anuncia a noite e suas gotas de orvalho. Feito o velho caboclo, aquele que nada lhe tira o sossego, repete velhas e boas histórias aquecidas em fogo caipira. E olha o horizonte. E vê o futuro. E lembra-se dele como se fosse hoje.

Gut tem o que dizer, por isso lançou seu segundo álbum solo, Guarabyra Lembranças do Futuro (gravadora Velas). O CD tem 13 músicas, todas com letras suas. Duas são com Renato Correa, "Velhas Histórias" e "É Preciso Amar Muito Mais"; uma é com Luiz Schiavon e Vitor Martins, "Manhãs Bonitas do Sertão"; duas são só dele, "Nós Nos Amaremos" e "Inutilmente"; e oito são parcerias com Luis Carlos Sá, seu companheiro de dupla há mais de 15 anos, e, juntos, formaram com Zé Rodrix o trio Sá, Rodrix & Guarabyra.

Abro um parêntese: contou-me o Gut a história da formação do trio. Sá e Zé queriam mesmo era formar uma dupla. Porém, sem lugar para ensaiar, bateram à porta de Guarabyra, que morava com dois amigos jornalistas esportivos (José Trajano e Toninho Neves) num amplo apartamento. Como nenhum dos três moradores se importou em ceder espaço para os ensaios, a futura dupla deu início aos trabalhos. Só não contavam com a intromissão de Gut, que dava palpites nos arranjos e recomendava uma ou outra vocalização. Bem impressionados com os pitacos recebidos, restou a Sá e Zé Rodrix convidarem o bicão para formar um trio. Parêntese fechado.

Em Guarabyra Lembranças do Futuro, as letras são plenas de referências pessoais de Gut. Nelas, percebe-se o que pensa e sente seu autor. Existenciais, elas remexem no arquivo do passado e do presente de Gut e o eleva ao futuro. Coração aberto, o canto sai pelas frestas da memória e ganha ares de verdade libertada a fórceps. Trabalho mais autoral, impossível.

O cuidado com a produção e com os arranjos, a cargo do violonista e guitarrista Webster Santos, permite a Gut deslizar sua voz, tornando-a cúmplice do que tem a dizer seu dono. A mixagem do CD é ótima! Nela se percebe cada nuance pretendida em cada frase dos arranjos. Nela, o som tirado do piano acústico tocado por Yaniel Mattos se fez delicado, assim como delicioso ficou o coro feito pelo contrabaixista Pedro Baldanza e mais Dorca Alves e Jorge Cavalcanti; por ela, a percussão de Tostão Cunha ganhou ares de parceira na música, e a bateria de Ângelo Kanaan resultou harmoniosa com a melodia. Graças à mixagem bem-feita, a voz de Gut desempenha seu papel: mostrar cada sílaba que compõe o universo guarabyriano.

As letras de Gut passeiam por versos ora depressivos, feitos os de "Inutilmente" (Quando o amor quiser voltar para mim/ Encontrará um coração descrente/ Que amou querendo ser feliz/ E acabou amando inutilmente); ora esperançosos como os de "Nós Nos Amaremos" (Quando o sol caminhar mais crescente/ Quando as sombras no chão de setembro/ Na primeira manhã quente e clara/ Se alongarem brincando com o vento/ De mãos dadas com o sentimento/ Nós/ Nós enxergaremos tão claro/ a luz do momento raro,/ Que nos amaremos/ Nós nos amaremos...). Lindos!

Gut tem o que dizer. Abre o coração e revela o que lhe vai ao peito. Entoa canções. Dá som às palavras. Solta o verbo. Solta a voz. Solta as amarras e perambula por espaços futuros que se abrem à sua passagem.

Aquiles Rique Reis, vocalista do MPB4 e autor de O Gogó de Aquiles

Crítica de Aquiles publicada na Gazeta Digital:
http://www.gazetadigital.com.br/colunistas.php?key=Aquiles+Rique+Reis&codcaderno=17&GED=5683&GEDDATA=2007-05-14

(agradecimentos à Marlene Alves)

Guarabyra tem o que dizer 2
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May 19, 2007 07:34 AM PDT
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O guitarrista

Guarabyra tem o que dizer 3
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May 19, 2007 07:33 AM PDT
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Backing vocal

ARMINA
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May 17, 2007 05:59 PM PDT
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Essa é daquelas músicas marcantes, cuja audição faz explodir os sentimentos. Tinha certeza de que já havia ouvido essa canção em um filme, apoteótica. Estava certa: foi em “Os Deuses e Os Mortos”, do Ruy Guerra. Mas deve ter sido em qualquer outro filme daquela época, não lembro mais e não creio que em 71 tenha visto algum filme do Ruy Guerra!
Mas era daquelas músicas que mesmo em 73 deixaria seus tios apaixonados. Classificação essa que surgiu ali por 76, quando meu Tio Araújo passando pelo meu quarto ouviu ao longe, do disco TROPICÁLIA, o Hino de Nosso senhor do Bonfim e à seguir LINDONÉIA. A Tropicália ganhou ali um fã, ele gostou tanto que tive a incumbência de copiar numa fita as canções que ele havia gostado ( Batmacumba não estava incluída!)

Sobre ARMINA, fala Thiago Fernando Secco (http://tarkusblogprog.blogspot.com)

O maestro, arranjador e compositor Wagner Tiso formou no inicio dos anos 70, uma banda que tinha como objetivo inicial dar suporte aos shows do então “astro” mineiro Milton Nascimento. (A banda, aliás, foi formada a pedido do próprio Bituca).
Assim, despretensiosamente, tem inicio no Brasil um dos maiores nomes do gênero progressivo, ao lado de Som Nosso de Cada Dia, Mutantes, O Terço, Bacamarte e Casa das Máquinas.

O que era pra ser apenas uma banda “opening act”, ganha forma, corpo e o nome de Som Imaginário. O grupo, apesar de ter sido formado no Rio de Janeiro, contava basicamente com músicos mineiros e possuía a sonoridade que, entendo ser o alicerce principal do movimento “Clube da Esquina”.

Passaram pelo grupo alguns gênios da música nacional, como Wagner Tiso (teclados), Luís Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão); fredera (guitarras), Zé Rodrix (teclados, voz e flauta), Laudir de Oliveira e Naná Vasconcelos (percussão), Nivaldo Ornelas (saxofone), Toninho Horta (guitarras), Noveli (baixo) e (ufa!) Paulo Braga (bateria).

Em 1973, gravam o LP "A Matança do Porco" que, pra muitos, é o álbum mais progressivo do grupo contendo canções de Wagner Tiso como "Armina" e a faixa-título, escrita originalmente para o filme "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, que concorreu ao Festival de Berlim dois anos antes. O álbum conta com a participação especialíssima do próprio Milton Nascimento na faixa-título. De modo geral, acho uma obra completa. Há influencias de música popular brasileira da época, de jazz e do mais puro progressivo tupiniquim. Ainda em 1973, participaram do LP "Milagre dos peixes", do “padrinho” Milton Nascimento.

O grupo se desmancharia em meados dos anos 70, com cada integrante partindo para respectivos trabalhos solo. Destaque para Zé Rodrix, que ao lado de Sá e Guarabira, formariam uma espécie de Crosby, Stills and Nash brasileiro.

***********
A versão aqui é do disco WAGNER TISO - UM SOM IMAGINARIO 60 ANOS ( gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 2005, com Nivaldo Ornellas, Toninho Horta, Robertinho Silva, Novelli, entre outros)

PRÊMIO TIM 2007
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May 17, 2007 04:15 AM PDT
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Ainda que eu ache alguns ítens discutíveis (confesso chorei no filme deles, e admiro a competência e o talento, mas Zezé de Camargo & Luciano melhor dupla, sei não...) além de parecer ter sido patrocinado pela Globo (Beira Mar como melhor canção????...será que a existência só é possível numa novela das 8?), mesmo achando o último do Alceu ( Ao Vivo no Marco Zero) uma revisão do melhor dele embalado na animação do povo em pré carnaval, ou seja, a mesma coisa, FORRÒ PARA CRIANÇAS mereceu justamente o PRÊMIO TIM do MELHOR DISCO INFANTIL !

Meu filho colocou o cd todinho no seu ipod e levou pra escola. Lá se chocou ao saber que nem sua professora de música conhecia Jackson do Pandeiro. Mas "Chiclete com banana" conheciam, mas o "Canto da ema" conheciam, mas "Sebastiana"( "A, e, i, o u, ipisilone") conheciam...aaaaaaahhh, bem....Menos mal...
O disco é um apanhado de canções do Jackson do Pandeiro (as mais populares) regravadas por outros artistas (conhecidos) com a produção do Zé Renato. Poderia - e deveria - ser um disco para adultos, mas é direcionada às crianças. Projeto gráfico lindo! E a inserção (que fascina as crianças) de alguns trechos de canções e entrevistas do próprio Jackson com seu jeito peculiar de cantar os RRRRRRRRs!!

FORRÓ PARA CRIANÇAS
Ano: 2006
Gênero: 4 a 07 anos
Procedência: Nacional
Biscoito Fino; ASIN: 7898324756559

Faixas


1. Quadro Negro - Alceu Valença
2. Morena Bela - Chico Buarque
3. Forró em Limoeiro - João Bosco
4. Sina de Cigarra - Maria Rita
5. Coco do Norte - Silvério Pessoa
6. Cantiga do Sapo - Zé Renato
7. Sebastiana - Eduardo Dussek
8. Amor de Mentirinha - Crianças
9. Tum, Tum Tum - Roberta Sá
10. Forró em Campina - Elba Ramalho
11. Vendedor de Caranguejo - Vários
12. Canto da Ema - Renato Braz
13. Chiclete com Banana - Zélia Duncan
14. Cajueiro - Crianças e Severo


Pra ouvir: Sebastiana c/ Eduardo Dusek

PRÊMIO TIM 2007
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May 17, 2007 04:14 AM PDT
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O que fazer num feriadão longo, de inverno, em São Paulo??? SHOWS, MUITOS SHOWS!!!!
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May 16, 2007 04:52 PM PDT

O feriadão promete corações à mil, encontros de amigos, FESTAS JUNINAS e Sá, Rodrix e Guarabyra matando a nossa saudade de ouvi-los ao vivo!!! No meio de tudo tem Toninho Horta com minha palestrante favorita do Lar de Tereza, Joyce! E pra finalizar, no domingo à tarde, Guarabyra solo.

1.Show do Trio no feriado do dia 7/6
O show faz parte da festa de São João do SESC Interlagos e o trio se apresenta por último!

Programação completa:

SANTO GRÃO NA FESTA DE SÃO JOÃO
O Café é o tema central da Festa Junina deste ano. A programação abrangerá a influência desse grão na gastronomia, cultura e desenvolvimento brasileiro, através de ambientação cenográfica, shows, espetáculos de dança e quitutes a base de café. De 07 a 24 de Junho, das 16h às 22h. Terceira idade , dia 15/06, das 9h às 16h.

Amauri Falabella Trio

Mais Maria do Que Zé
Forró.

Os catira ás de ouro
Grupo folclórico- Mauá

Sá, Rodrix, Guarabyra & Banda

Praça Pau-brasil. 1
Dia(s) 07/06 Quinta
SESC Interlagos

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2. TONINHO HORTA & JOYCE

Toninho Horta e Joyce vão apresentar repertório do disco 'Tom Jobim: Sem Você', que foi gravado e lançado no Japão.

Dia(s):
09/06, Sábado, às 21h
10/06, domingo, às 18h

SESC Vila Mariana

rua Pelotas, 141
Vila Mariana
São Paulo - SP
cep 04012-000
telefone: 11 5080-3000

Ingressos: R$ 20,00.
R$ 15,00 (usuário matriculado).
R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
10,00 (a partir de 60 anos e estudantes).

************

3. Só Guarabyra

Apresenta-se sozinho, tendo a oportunidade de protagonizar um momento especial na sua consolidada carreira. Este show reflete a trajetória profissional do artista, traduzida em sua nova atitude que perpetua a essência de um compositor sempre antenado com o presente e com a verdade existentente em suas canções. O show é composto de belas canções, sucessos de mais de 30 anos de carreira.

O show faz parte da Festa Junina do SESC INTERLAGOS:

VALE DO RIBEIRA: CAIPIRAS, CAIÇARAS E QUILOMBOLAS
Este ano,a Festa Junina do SESC Itaquera apresenta o Vale do Ribeira, as culturas e costumes destas comunidades, com especial atenção à produção artesanal e as manifestações culturais.

Praça de eventos. Preços de Portaria. 1
Dia(s) 10/06 Domingo, 15h
SESC Itaquera

ATENÇÃO COMPOSITORES & LETRISTAS de plantão: Curso " As Canções" com Zé Rodrix
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May 11, 2007 09:25 AM PDT

Reproduzindo o convite original:

Curso "As Canções"

Dedicado à vocês, que sabem fazer música, este curso ensina a compor letras e arranjos. Serão 03 aulas com o compositor Zé Rodrix.

Aula 01: os alunos trazem uma de suas canções preferidas, que serão analisadas em conjunto.
Aula 02: os alunos trazem uma canção de sua própria autoria, que serão analisadas em conjunto.
Aula 03: os alunos trazem uma canção nova, feita a partir do que se discutiu nas duas primeiras aulas, e elas são trabalhadas até a perfeição.

Os trabalhos serão registrados e os alunos receberão um CD com todas as musicas feitas no curso.

Sobre Zé Rodrix:
Zé Rodrix, nome artístico de José Rodrigues Trindade, é um compositor, muti-instrumentista, cantor, publicitário e escritor brasileiro.
Autor de canções que alcançaram grande sucesso em sua própria interpretação, como "Soy latino americano", ou na de outros cantores, como "Casa no campo", composta em parceria com Tavito, que se tornou um clássico na voz de Elis Regina. Além de jingles memoráveis no mercado publicitário nacional, ficou famoso por sua facilidade em compor melodias e por seu timbre de voz característico. Zé Rodrix é também um músico completo e literalmente, desde que nasceu em 1947, filho de mestre-de-banda, estudou música, tendo frequentado o Conservatório Musical do Rio de Janeiro e a Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil.
É maestro e arranjador, além de tocar todos os instrumentos de teclado, violão e ocarina. Sempre criativo, multiplicar talentos é com ele mesmo.
Hoje é também poeta e escritor, com dois romances já publicados.

Venha, participe, vc irá se surprender com seu talento para compor!!

Horário: 19-23hs, dias 21, 28 de maio e 04 de junho
Investimento: R$ 400,00 à vista ou 2X R$ 215,0

Data: Segunda-feira, Maio 21, 2007
Hora: 19:00
Local: Rua Itápolis, 1167 Pacaembu Metrô Consolação
São Paulo

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Um dos dons do MESTRE é, além de ministrar o conhecimento, explorar o que o(s) seu(s) pupilos têm de melhor. Extrair o melhor, fazer com que ascendam também!


Guarabyra e a cantora goiana Guida
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May 04, 2007 07:18 AM PDT
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que participou do show apresentando uma canção sua e dando novo tom ao Pássaro, junto com Guarabyra.

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May 04, 2007 07:03 AM PDT
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LEMBRANÇAS DO FUTURO - O show
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May 04, 2007 06:47 AM PDT
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Devo confessar que estava apreensiva, os músicos haviam se atrasado, a passagem do som recém estava sendo feito quando chegamos ao Bourbo Street.
A entrada do Gut foi tímida, mas parece que relaxou ao ver tantos amigos cantando juntos as canções e já no final estava em êxtase: contando causos, rindo e até direcionando o olhar em certas canções!
A banda...a banda é especial! Dá pra sentir o clima de companheirismo e tinha pensamentos sádicos ao ver o guitarrista se empolgar cada vez mais...Calculei o quanto havia de espaço entre o banco e o final do palco, pensei comigo: é dessa vez que ele vai....rs...Mas tb isso era calculado: empolgação mas sem perder a técnica, jamais! O backing vocal, parecido com o JC do Sampa Crew, era fofo: por algumas vezes quis entrar embaixo da mesa, escolhida pela Marlene, ao ver que o backing ria das minhas performances...rs...Na última canção, Sobradinho (sempre Sobradinho! ...Adeus, adeus, adeus...), levantaram-se para uma coreografia de backing vocal... ADOREI! Quero tb! Será que precisam de uma terceira voz?????rs....Depois foi super simpático ao se despedir!
O Gut...ah, o Gut! Estava radiante com o novo trabalho, apresentou ainda algumas canções de festivais e à capella, improvisado, Casaco Marrom.
Já ao final algumas canções de Sá & Guarabyra fez alguns fãs mais exaltados confundirem os shows no Bis. Mas esqueceu de Ribeirão e Jeito de Viver ( quem sabe se algum dia entram no show tb), músicas mais com o perfil do disco.
Capítulo à parte o respeito e o carinho que nos dedica, aos fãs...no camarim, quando pela segunda vez estava sendo "conduzido" para fora, e nós lá dentro aguardávamos pacientes pelos tradicionais cumprimentos, ele se desculpou que precisava atendernos ...e VOLTOU! Uma voz, lá fora, foi ouvida: "Vc não tem fãs, tem seguidores!" Eu diria mais: Nem fãs, nem seguidores, mas amigos...amigos carinhosos que retribuem tanto carinho e respeito que recebem !! Nesses atos vc mede a grandeza do homem! A paciência como ele encara, um a um; a emoção de todos ao vê-lo pela primeira vez, é tudo muito emocionante!

Lá fora conversamos ainda mais uma vez, e empolgadas que estávamos, saímos de lá ( muito depois) com a adrenalina a mil, a
milhão!
Aí nos perdemos, teve a contra mão, o guarda, mas é outra estória...rs

Na foto: Detalhe do Guarabyra em 2 tempos, com 13 anos e agora

LEMBRANÇAS DO FUTURO ( O SHOW SOLO DO GUTTEMBERG GUARABYRA)
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April 25, 2007 03:45 AM PDT
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Pra Ouvir: É Preciso Amar Muito Mais

Enfim o lançamento oficial do CD do mesmo nome será dia 2 de maio, às 21hrs. Aí seguem os demais dados:

Bourbon Street Music Club
Tel.: (11) 5095-6100
Rua dos Chanés, 127 - Moema - São Paulo
Ingressos à venda no local.

Multis usam jabá para censurar a produção musical brasileira -
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April 17, 2007 06:15 AM PDT

Sérgio Rubens de Araújo Torres
16/07/2004
Hora do Povo

O principal papel cumprido pelo jabá pago pelas multinacionais para que suas músicas toquem no rádio e na TV tem sido o de impedir que o público tenha acesso à maior parcela do que de melhor se produz em termos de música brasileira. Mais do que um meio imoral e ilegal de promover as vendas, o jabá converteu-se numa forma intolerável de censura

De janeiro a junho de 2004, a Warner lançou sete CDs de música brasileira (incluindo pop/rock cantado em português): Kelly Key (Ao Vivo), Os Travessos (Ao Vivo), Catedral (O Sonho Não Acabou), Detonautas (Roque Marciano), O Rappa (O Silêncio que Precede o Esporro), Gino e Geno (Os Sucessos), Nana, Dori e Danilo (Para Caymmi). O faturamento anual da Warner Music Brasil é da ordem de R$ 170 milhões.

No mesmo período, a gravadora CPC-UMES, cujo faturamento anual é cerca de quatrocentas vezes menor, também lançou a mesma quantidade de CDs: Brazilian Trombone Ensemble (Um Pouquinho de Brasil), Céline Imbert e Marcelo Ghelfi (Vinícius, Sem Mais Saudade), Claudia Savaget (Caminhando), Gesta (A Chave de Ouro do Reino do Vai-Não-Volta), Vésper (Ser Tão Paulista), Estação Caixa-Prego (Brasileirando), Mário Eugênio (Sonoridade).

Não vamos falar de qualidade musical e consistência cultural. Com exceção da família Caymmi, os outros seis discos lançados pela primeira dificilmente passariam nos critérios de seleção da segunda. Os sete CDs da CPC-UMES apresentam o melhor grupo de trombones do mundo, a maior diva do nosso canto lírico, a intérprete preferida de Cartola, um conjunto armorial apresentado por Ariano Suassuna, um vocal avalizado pela presença ao vivo e a cores de Chico Buarque numa das faixas, uma alegre incursão pelos ritmos nordestinos, um violão de suavidade comparável a do saudoso Paulinho Nogueira.

O fato mais significativo é que no plano quantitativo a produção (de música brasileira) de uma pequena gravadora nacional tenha atingido o mesmo patamar de uma das cinco mega-corporações multinacionais que assolam o nosso mercado.

Alguém poderia pensar que a CPC-UMES se constitui numa exceção entre as gravadoras nacionais e que a performance da Warner não é representativa do desempenho de suas co-irmãs.

Fixemo-nos então na Universal, a maior das cinco, tanto no Brasil quanto no mundo, empresa que inclusive apresenta-se como “um raro caso de vitalidade cultural na indústria fonográfica”.

Consultando a relação de integrantes de seu cast, encontraremos pérolas de inquestionável raridade: Babado Novo, É o Tchan, Carla Xibombom Cristina, as apresentadoras de televisão Babi e Gabi, Netinho, Paulo Ricardo, Kid Abelha, Nando Reis... Quanto à “vitalidade cultural”, não há, portanto, diferença perceptível entre Universal e Warner.

De janeiro a junho de 2004, a Universal lançou doze CDs de música brasileira. A Biscoito Fino, gravadora nacional, criada há menos de cinco anos, lançou dezenove: Joyce, Sérgio Santos, Paulo Moura, João Carlos Assis Brasil... e até Michel Legrand, interpretando Luis Eça, só para humilhar a oponente.

Restam Sony, BMG e Emi. Juntas, lançaram, sempre de janeiro a junho de 2004, vinte e nove CDs. Confrontemos esse número com a produção das seguintes gravadoras nacionais: Kuarup, Indie, Velas, Eldorado, Rob Digital, Dubas, Lua, Movie Play, Trama, Camerati, Núcleo Contemporâneo, Jam, Som da Maritaca, Marari, Atração, Acari, Carioca, Rádio MEC, Revivendo, Cid, Zabumba, Lumiar, YB, MCD, Visom, Palavra Cantada, Albatroz, Elo, Sonhos e Sons, Minas, Lapa, Pôr do Som, Maianga, Net, Reco-Head, Natasha, Nikita, Dabliú, Fina Flor, Pantanal, Galpão Crioulo, Sapucay, Zan, Paradoxx, Candeeiro, Baratos Afins, Paulus, Deck, Chororó, Barulhinho, Acit, Quitanda, Terreiro, Aconchego, Chita, Outros Discos, Top Tape, Villa Biguá, Play Art, Azul, Pau Brasil. Chegaremos facilmente a 150 CDs, contra 29 das três majors.

Acrescentemos, ainda, uma meia centena de CDs lançados por gravadoras nacionais não relacionadas na lista, e outra meia centena produzida por artistas independentes, sem o concurso de qualquer gravadora. Teremos 276 novos lançamentos, contra 48 das cinco majors. Para que o mapa fique completo, é necessário situarmos a produção da Som Livre. Ao contrário das demais gravadoras nacionais, o braço musical das Organizações Globo possui grande poderio econômico e fácil acesso à mídia, porém encontra-se hoje limitado quase exclusivamente ao lançamento de trilhas de novelas produzidas a partir de fonogramas cedidos pelas mega-concorrentes.

Vê-se que as gravadoras nacionais e artistas independentes alcançaram uma produção que, tomada em conjunto, é significativamente superior à das cinco multinacionais, em termos de qualidade e quantidade. No entanto, a situação se inverte quando comparamos as respectivas participações nos mercados de execução pública e venda de CDs. Warner, Universal, Sony, BMG e Emi monopolizam 85% de ambos. Sem a Som Livre, gravadoras nacionais e artistas independentes, somados, não passam de 3%.

Trata-se de uma situação inteiramente absurda, insustentável, mantida de forma criminosa pelo jabá que as multinacionais pagam para que suas gravações sejam executadas até a exaustão nas emissoras de rádio e televisão. O uso e abuso dessa modalidade de suborno faz com que, cada vez mais, qualidade e diversidade, marcas registradas da música brasileira, sejam banidas dos meios de comunicação e, conseqüentemente, das prateleiras das lojas.

Para se aquilatar o nível atingido por essa deformidade, destaquemos alguns artistas que estão fora dos casts das cinco multinacionais: Paulinho da Viola, Alceu Valença, Gal Costa, Toquinho, Bethânia, Erasmo Carlos, Lobão, Edu Lobo, Geraldo Azevedo, Elomar, Inezita Barroso, Beth Carvalho, Nei Lopes, Alcione, Luiz Carlos da Vila, Jair Rodrigues, Theo de Barros, Fagner, Belchior, Leci Brandão, Sérgio Reis, Renato Teixeira, Almir Satter, Monarco, Ivone Lara, Almir Guineto, Jane Duboc, Leny Andrade, Cristina, Oswaldo Montenegro, Francis Hime, Marcus Vinicius, Roberto Menescal, Sérgio Ricardo, Jards Macalé, Fátima Guedes, Tavinho Moura, Elza Soares, Ataulfo Alves Jr., João Donato, Joyce, Dominguinhos, Tom Zé, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Eduardo Gudin, Carlinhos Vergueiro, Zizi Possi, Walter Franco, Johnny Alf, Claudete Soares, Elton Medeiros, Cláudio Nucci, Zé Renato, Alaíde Costa, Emílio Santiago, Moraes Moreira, Carlos Lira, Germano Mathias, Amelinha, MPB-4, Quarteto em Cy, Olívia Hime, Olívia Byington, Fafá de Belém, Miucha, Kleiton e Kledir, Sá e Guarabyra, Guilherme Arantes, Cida Moreira, Ednardo, Luiz Melodia, Duardo Dusek, Anastácia, Nando Cordel, Cátia de França, Gerônimo, Marinês, Demônios da Garoa, Lula Barboza, Reinaldo, Wilson Moreira, Sueli Costa, Paulo César Pinheiro, Célia, Pery Ribeiro, Luiz Vieira, Carmélia Alves, Irmãs Galvão, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Paulinho Tapajós, Mestre Ambrósio, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura, Sivuca, Turíbio Santos, Sebastião Tapajós, João Carlos Assis Brasil, Nelson Freire, Mário Zan, Wagner Tiso, Egberto Gismonti, Toninho Horta, César Camargo Mariano, Heraldo do Monte, Hermeto Pascoal, Nonato Luiz, Armandinho, Izaías Bueno de Almeida, Déo Rian, Altamiro Carrilho, Carlos Poyares, Maurício Einhorn, Naná Vasconcelos, Quinteto Violado, Antônio Adolfo, Renato Borghetti, Orquestra Tabajara e toda e qualquer orquestra.

Poderíamos continuar citando mais duzentos ou trezentos nomes de primeira grandeza que já integraram os casts das multinacionais, mas foram excluídos ou se retiraram em conseqüência da estratégia monopolista que ganhou terreno nos anos 70 e consolidou-se na década de 90: vender o máximo de cópias do mínimo de títulos, através do uso generalizado do jabá.

Djavan seria um bom nome para encabeçar a lista, pois lança em julho seu novo CD pela Luanda Records. Mas, para que não fique a impressão de que a música brasileira vive uma crise de renovação, preferimos prosseguir destacando alguns artistas cujas discografias foram construídas, desde o início, dentro das pequenas gravadoras nacionais e da produção independente: Antônio Nóbrega, A Barca, Quinteto em Branco e Preto, Yamandu Costa, Mônica Salmaso, Vanessa da Mata, Dorina, Ceumar, Xangai, Paulo Simões, Ná Ozzetti, Moacyr Luz, Guinga, Celso Viáfora, Tom da Terra, Flor Amorosa, Vésper, Comadre Florzinha, Renato Motha, Titane, Zé Geraldo, Neto Fagundes, Filó Machado, Rosa Passos, Márcia Salomon, Carmen Queiróz, Fábio Paes, Pedro Osmar, Maricenne Costa, Arrigo Barnabé, Rumo, Vital Farias, Paulinho Pedra Azul, Sérgio Santos, Ana de Holanda, Gereba, Jussara Silveira, Marlui Miranda, Vicente Barreto, Dércio Marques, Josias Sobrinho, Suzana Salles, Selmma Carvalho, Vange Milliet, Simone Guimarães, Nilson Chaves, Passoca, Glória Gadelha, Walter Alfaiate, Délcio Carvalho, Noca da Portela, Luis Tatit, Pedro Camargo Mariano, Bule-Bule, Oliveira de Panelas, Celso Machado, João de Aquino, Maurício Carrilho, Túlio Mourão, Cristóvão Bastos, Banda Mantiqueira, Nelson Ayres, Laércio de Freitas, Banda de Pífanos de Caruaru, Dinho Nascimento, Antônio Madureira, Papete, Osvaldinho da Cuíca, Paulo Freire, Roberto Correia, Milton Edilberto, Duofel, Radegundis Feitosa, JP Sax, Quarteto Maogani, Caíto Marcondes, Hamilton de Holanda, Nó Em Pingo D’ Água, Aquilo Del Nisso, Pagode Jazz Sardinha’s, Cézar do Acordeon, Luis Carlos Borges, Oswaldinho, Quarteto de Cordas da Paraíba, Madeira de Vento, Choro de Varanda, Jota Gê, Bocato, Uakty, Rodoldo Stroeter, Paulo Bellinati, Benjamin Taubkin, Ulisses Rocha, Teco Cardoso, Jazz Sinfônica. Neste ítem, poderíamos relacionar também mais cem ou duzentos artistas de primeira linha.

Somando os casts atuais da Warner, Universal, Sony, BMG e Emi, não encontraremos mais que trinta e cinco artistas desse nível.

O caudal de criatividade e diversidade que nutre as gravadoras nacionais e a produção independente, e mantém viva a música brasileira, vem sendo posto cada vez mais longe da mídia e do público pela praga do jabá. Segundo informações fornecidas pelo sr. André Midani, alto executivo da indústria fonográfica por mais de 40 anos, a despesa anual das cinco majors com jabá, no Brasil, fica entre R$ 71 milhões a R$ 95 milhões.

O resultado dessa política foi a crise do mercado. O faturamento da indústria fonográfica caiu de R$ 1,4 bilhões para R$ 1 bilhão, entre 1998 e 2002 – os dados de 2003 ainda não foram divulgados pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores Discográficos). Embora as majors tenham posado de vítimas, atribuindo a crise à pirataria, é fácil verificar que a venda de CDs falsificados é apenas uma das conseqüências – e não a mais grave – da estratégia criminosa de corromper os meios de comunicação para manipular a demanda e concentrá-la sobre um número cada vez mais reduzido de lançamentos.

Poderia parecer que Warner, Universal, Sony, BMG e Emi mudariam de estratégia ao contabilizarem os prejuízos e avaliarem os riscos impostos à galinha dos ovos de ouro. Como isso não ocorreu, é de se supor que estejam sendo tangidos pela crença de que o desfibramento da música brasileira lhes possibilitará, finalmente, ganhar o mercado para o pop internacional – sonho seguidamente frustrado pela obstinada resistência do povo a consumir prioritariamente música cantada em inglês.

Miopia ou sabotagem, o fato é que o principal papel cumprido pelo jabá tem sido o de impedir que o público tenha acesso à maior parcela do que de melhor se produz em termos de música brasileira. Mais do que um meio imoral e ilegal de promover as vendas, o jabá converteu-se numa forma intolerável de censura.

Na abertura do Fórum Cultural Mundial, o presidente Lula sublinhou a necessidade de não nos rendermos à constatação de que “a produção cultural no mundo é dominada por uns poucos oligopólios”. O Brasil é um exemplo de como essa dominação é exercida: reduzindo drasticamente as gravações de música brasileira e usando o jabá para impedir que a produção feita à sua revelia chegue ao público.

O patrimônio musical brasileiro, apesar de vasto, não é inesgotável. Sem que o povo tenha acesso aos seus melhores frutos, através do rádio e da televisão, mais cedo ou mais tarde ele acabará sofrendo uma atrofia de graves proporções.

O Ministério da Cultura pode continuar fingindo que isso não é de sua conta. Talvez o ministro sinta-se até constrangido por ser um dos últimos sobreviventes do cast da Warner, condição que certamente não facilita a intervenção isenta do ministério na questão. Mas sem uma ação governamental firme, que obrigue as multinacionais a praticarem a concorrência, como determinam as leis vigentes, os prejuízos à cultura e à economia nacionais tornar-se-ão incalculáveis.

Ao contrário de outros prestigiosos setores da cultura brasileira, o que as gravadoras nacionais e artistas independentes cobram do Estado não é dinheiro para a produção. O que o setor pretende é que sua produção, que é maior e melhor que a das multinacionais, não continue sendo impedida de circular, pela prática imoral e criminosa do jabá.

SOBRADINHO é tema da campanha do GREENPEACE
Clean
April 09, 2007 05:36 PM PDT

Festa do GREENPEACE : MUDE O CLIMA no Rio de Janeiro, na quarta feira, dia 11 à partir das 23 hrs., no Teatro Odisséia ( Lapa).

Mas o que tem a ver a festa do GREENPEACE com Sá, Rodrix & Guarabyra? Tudo! Guarabyra cedeu o uso da canção SOBRADINHO para essa campanha!

Mais informações:
Pocket show de Wander Wildner
DJ Lucio K, Bid (SP), Dub Wise (Donatinho, Maria Joana, Felipe Pinaud e Marlon Sette), B. Negão e DJ Castro e Marcelinho da Lua (part. Ângelo B e Marlon Sette)
Ingressos
R$ 10 para público e convidados com lista vip

Lembranças do futuro - Tarik de Souza
Clean
April 03, 2007 04:59 PM PDT

Lembranças do futuro
Estava relendo essa critica do Tarik de Souza e deu vontade de trazê-la de volta. ( Esse comentário é da PI que brilhantemente resgatou uma crítica ao relançamento de Harmonia e O Paraíso Agora, em CD duplo, disco esse ainda em catálogo.)

Inicialmente um trio, com a participação de Zé Rodrix (formação reeditada no ultimo Rock in Rio), o duo base do rock rural formado pelo carioca Luis Carlos Sá e o baiano Gutemberg Nery Guarabyra nunca foi pretensioso. O próprio apelido dado ao estilo que criaram (e levaram à boca do povo, mesmo sem a fixação do rótulo) já denota desapego ao cabecismo. Tanto Rodrix quanto os outros dois são especialistas em melodias ganchudas e não por acaso mantiveram uma carreira paralela no território sintético (e grudento) do jingle, com a façanha notável na década de 70 de levantar a venda de um refrigerante através de uma única peça publicitária, que acabou saindo em disco ("Só tem amor/ quem tem amor pra dar/ é no sabor de Pepsi..."). Por isso, nesses dois títulos acoplados da dupla, O Paraíso Agora, de 1984 e Harmonia, de 1985 pululam hits (ou ainda candidatos a) de melodia assobiável e letra fluente, das que aquecem as rodinhas de violão e dão aquela levantada na galera de qualquer show. Misturando Luiz Gonzaga, Crosby, Stills, Nash & Young, Simon & Garfunkel, João Pacífico & Raul Torres, eles mandam entre outras, Cheiro Mineiro de Flor, Capitão Meia Noite, Roque Santeiro, Dona e Me Faça um Favor, esta a primeira canção composta por eles ainda em 1968, com uma proposta programática que valeria para as demais: "Cante uma canção que fale de amor/ e que seja bem fácil de se guardar".
Embarreira um pouco esse rio musical cristalino o tecladismo vigente nos 80 e que hoje soa datado. No primeiro disco, sob a tutela de Ruriá Duprat, Rhodes 88, Emulator, Polysix, Yamaha, Prophet Five ainda obedecem sincronia com os violões Ovation (outra praga da época) de aço e nylon da dupla. Já em Harmonia, vários arranjos grandiloqüentes desmentem o título e banalizam canções (ou xotes, baiões, catiras, sempre estilizados). Uma delas, no mínimo mereceria regravação sem tanta pompa tecladista. Trata-se de Lembranças do Futuro, de bela melodia e letra que homenageiam a falecida poeta Ana Cristina César, trabalhando sobre um poema de Emily Dickinson traduzido por ela. Pena que o tamanho reduzido do encarte impeça a reprodução das letras como no LP original, mas ao menos a ficha técnica foi copiada na edição em CD. Valeu o cuidado.

(Tárik de Souza)

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Obrigada, Pi e todos amigos que "colaboram" com essa página!

Lembranças do Futuro , o disco
Clean
April 03, 2007 01:17 PM PDT
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Chegou meu disco, ontem, junto com o Avhram, o bebê do David!!! Mazel Tov para ambos!
Já devorei, coloquei no meu ipod e ando com o Guarabyra para todos os lados!
Aparentemente os CD esgotaram-se, nos primeiros dias.Bom Sinal!
E o show está prometido para logo,logo!
A programação visual do Cd está linda ( suspeita para falar) e o texto do encarte, nem se fala.
A foto da capa é do pré adolescente Gut, com 14 ou 15 anos, em Bom Jesus, quando trabalhava como assistente de fotógrafo.
E a foto que está à seguir,me foi "presenteada" pela Marlene. É seguramente, a mais linda do album: Gut com o maestro Rogério Duprat, morto ano passado.

As Origens e as Histórias do Rock Rural
Clean
April 03, 2007 11:58 AM PDT

Rock Rural: as primeiras canções da estrada

Por Fernando Rosa (editor de Senhor F)

O rock rural nasceu da junção do folk-rock e das sonoridade regionais nacionais, que, no início dos anos setenta, fundiram-se sob o clima e o comportamental hippie que envolvia parte da juventude brasileira.

Transformando-se em estilo musical, o rock rural foi marcado pelo pioneiro mix rock-erudito-regional do grupo O Terço, pelo lado pop dos mineiros do Clube da Esquina e pelo folclore de diversas regiões do Brasil. Evidenciando a "transa" da época, entre os diferentes gêneros, a revista/jornal Rolling Stone trazia em meados de 1972 enorme entrevista com o "rei do baião" Luiz Gonzaga em suas páginas.

Mas a mistura já vinha sendo germinada desde meados dos anos sessenta, expressa em diversas intervenções e gravações, algumas delas praticamente desconhecidas. O tropicalismo, de certa forma, em canções como 2001 (com Os Mutantes, ou mesmo com Gilberto Gil), abriu as portas para o encontro do rock — e da guitarra elétrica — com todas as formas da música nacional, incluindo as manifestações mais tradicionais.

Antes disso, por volta de 1966, o maestro Rogério Duprat e Chico de Assis já tinham tentato desenvolver a fórmula juntamente com o grupo O'Seis, o pré-Mutantes. Ainda sem o devido valor, os brasilienses Os Primitivos, por outro lado, já produziam em 1967 um mix de rock à la Byrds com clássicos do folclore como Mulher Rendeira, Luar do Sertão e Asa Branca. E, no VI Festival Internacional da Canção Popular, realizado em 1971, Zé Rodrix acendeu a luz do candiêro com a canção Casa No Campo, acompanhado pelo grupo Faia, depois regravada por Elis Regina, e transformada em clássico da música brasileira.

Adelaide 2 Abr(1 dia atrás) Espécie de pais da invenção, o trio Sá, Rodrix & Guarabira foi o primeiro grupo a chamar a atenção com a novas mistura sonora, com os álbuns 'Passado, Presente e Futuro' e 'Terra', lançados em 1972 e 1973, respectivamente. O primeiro trazia as músicas 'Zepelim', 'Ama Teu Vizinho', 'Juriti Butterfly', 'Hoje Ainda é Dia de Rock', 'Cumpadre Meu' e o hino 'Primeira Canção da Estrada', hits do rock brasileiro dos anos setenta. Com uma bela e ecológica capa, 'Terra' reunia outros clássicos como 'Os Anos 60', 'Blue Riviera', 'Pendurado no Vapor' e 'Mestre Jonas', especialmente, que afirmaram a presença do trio — depois dupla: Sá & Guarabira — no cenário musical até hoje.

Autores do clássico álbum 'Em Busca do Ouro', lançado em 1972, o grupo Ruy Maurity Trio também merece estar entre os precurssores do gênero. Liderado por Ruy Maurity, irmão do pianista Antônio Adolfo, o grupo produziu um dos maiores sucessos do rock rural e do início dos anos setenta — a canção 'Serafim e Seus Filhos'. Inicialmente com uma sonoridade mais tradicional, o grupo teve vida curta, cedendo lugar para a carreira solo de Maurity, que gravou diversos álbuns e produziu trilhas para novelas.

Os pernambucanos Quinteto Violado com seu disco homônimo de estréia, por sua vez, inauguraram um nova ponte entre as sonoridades regionais — desta vez, a nordestina — com o rock, além daquela engendrada pelo triunvirato Alceu Valença-Zé Ramalho-Geraldo Azevedo e, mesmo, Raul Seixas. Trazendo uma longa versão de 'Asa Branca', o disco lançado em 1972 abriu o caminho para outros grupos, mais roqueiros, ou mais tradicionais, como Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial, Santarén e o psicodélico Ave Sangria — de Marco Polo, Ivinho e Paulo Raphael.

Adelaide 2 Abr(1 dia atrás) Com mais peso para o samba e para o frevo, os Novos Baianos também botaram pitadas do rock rural em seu caldeirão, especialmente com o super-hit 'Preta Pretinha', presente no clássico 'Acabou Chorare', de 1972.

O gênero encontrou igualmente guarida em outros estados e regiões do país, além de Minas Gerais e Nordeste, especialmente no Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

No Sul, destacaram-se o trio Inconsciente Coletivo, o grupo Almôndegas — de onde saiu a dupla Kleiton & Kledir, e ainda o pouco conhecido grupo Os Tápes, que produziu em seus dois únicos álbuns — lançados pelo selo Marcus Pereira — um som voltado para o resgate das sonoridades indígenas regionais.

Em São Paulo, o interiorano Paranga (de quem o grupo Cokeluxe regravou 'Bobão', em versão rockabilly), o urbano Flying Banana (liderado por Passoca) e os "latinos" Tarancón e Raíces de América foram os responsáveis pelo desenvolvimento do gênero.

Na Bahia, liderados por Capenga e Gereba, despontou o Bendegó, um dos mais importantes e criativos grupos dos anos setenta — de onde saíram Vermelho e Hely para formar o 14 Bis que, em parte, sustentou sua carreira na herança do rock rural dos anos setenta.

No início dos anos oitenta, alguns grupos seguiram produzindo bons discos na linha do rock-regional-hippie-rural, como os brasilienses Mel da Terra e Por do Sol, o gaúcho Saracura (que tinha o Tangos & Tragédias Nico Nicolayweski entre seus integrantes), o matogrossense Tetê & Lírio Selvagem (liderado por Tetê Espíndola), o catarinense Grupo Expresso e, ainda, o paranaense Blindagem (com sonoridade estradeira e letras ecológicas de Paulo Leminski).

Adelaide 2 Abr(1 dia atrás) Em meados dos anos noventa, grupos como Cascabulho, Skeik Tosado e Comadre Florzinha (só de meninas), trataram de retomar o caminho aberto por Odair Cabeça de Poeta nos idos dos setenta, atualizando as sonoridades regionais nordestinas. O álbum Baião de Viramundo, lançado em 1999, reunindo, além dos acima citados, outros como Otto, Nação Zumbi e mundo livre s/a, fechou o século pagando tributo a Luiz Gonzaga que, segundo Raul Seixas, era primo-rítmico de Jerry Lee Lewis.

Mas, além da influência dos sons eletrônicos, alguns grupos ainda aventuraram-se a retomar a velha fórmula, com destaque para o gaúcho Cowboys Espirituais, formado por Julio Reny, Frank Jorge (ex-Cascavelletes & Graforréia Xilarmônica) e Márcio Petraco (ex-TNT). Em um belo álbum lançado pelo selo Trama, recheado de violões, steel guitars e harmonias vocais, onde — parafraseando a letra de A Primeira Canção da Estrada (de S, R & G), eles oferecem a velha carona para levar o ouvinte até, pelo menos, a canção mais próxima, longe da poluição sonora que infesta o "mercado" sonoro desta virada de século.

Depois, vieram Os Pistoleiros, donos de um dos melhores discos desta primeira metade de década e, mais recentemente, Vanguart e Supercordas... Mas isso, já história para mais adiante...

(Publicado ontem no UOL)
*************

Contribuição de Adelaide do Julinho.

NÓS NOS AMAreMOS e outras novidades fresquinhas do Gut
Clean
March 30, 2007 12:17 PM PDT

O Juarez, muito atento, notou e a Pi reclamou: no site do Submarino a canção 8 está escrita de forma errônea: O correto é NÓS NOS AMAREMOS. Eu, distraída e apressadinha como só, acabei dando "barrigada" !
O SUBMARINO já está vendendo ( e entregando) o CD: a Marlene já correu e garantiu o primeiraço! É dela tb o fiminho que está nesse post, um pedacinho do show do Guarabyra no Centro Cultural São Paulo, em 2006.
O show de lançamento foi adiado "sine die" ( que medo disso...rs...odeio prazos e coisas sem prazo) , bem como nosso encontrão de Ubatuba!

Enquanto o Gut não vem, vou me divertindo com o TONINHO HORTA : Show do Toninho e GUINGA, hoje e amanhã ( dia 31/03) no Teatro Rival, Cinelândia. Tá linda a parceria: a entrevista na MPB FM deu uma amostrinha do show. Nem acrediteisurprised Tonhinho ficou tão "acariocado"...rs

http://www.youtube.com/watch?v=u9CtfDTxFoo

Lembranças do Futuro - Guarabyra ( novo CD Solo)
Clean
March 27, 2007 03:30 PM PDT
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O novo CD solo do Guarabyra já está disponível, para pré-venda, no SUBMARINO:
http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=2&ProdId=1932363&ST=SR

'Lembranças do Futuro reflete a trajetória profissional de Guarabyra, traduzida em canções como Fogo Caipira, Tabuleiro, Nós Nos Amaremos e Manhãs Bonitas do Sertão, que fez parte da trilha sonora na novela Sinhá Moça, exibida recentemente pela Rede Globo.

Outras canções do CD como Frente a Frente, Lembranças do Futuro, Roda o Mundo e Velhas Histórias são destaque desse trabalho. Uma nova atitude que traduz a essência de um compositor sempre antenado com o presente."
( Press release do disco)

Faixas

1. Lembranças do Futuro
2. Fogo Caipira
3. Velhas Histórias
4. Manhãs Bonitas do Sertão
5. É Preciso Amar Muito Mais
6. Paraíso Agora
7. Tabuleiro
8. Nós nos Amamos
9. Você se Lembra
10. Frente a Frente
11. Inutilmente
12. Roda o Mundo
13. Pássaro

SILVÉRIO PESSOA lança DVD CABEÇA ELÉTRICA/ CORAÇÃO ACÚSTICO
Clean
March 11, 2007 07:01 PM PDT
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Antes de repetir a turnê Europa / Ásia, o "galego" lança em SP o DVD do disco ( ganhador do prêmio TIM) CABEÇA ELÉTRICA / CORAÇÃO ACÚSTICO, dia 31 de março. Quem ainda não viu o show ( ano passado ele esteve no RJ e em SP lançando o disco) deve aproveitar pq Silvério é único! Carismático, consegue equilibrar a modernidade e a tradição num trabalho que consegue apaixonar múltiplas gerações. Minha filha traduziu o que é Silvério: Jackson do Pandeiro reencarnado no Rogério Skylab. Mas ainda é pouco: tem que ir conferir! E se apaixonar!!!
na foto: Silvério na Av. Vieira Souto, lançamento do Carnaval de PE no Rio de Janeiro!
Pra escutar: Cipó de goiabeira

Na rede, no ar, na estrada: o NOVO BLOG DO SÁ!
Clean
March 11, 2007 06:39 PM PDT
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Notícias fresquinhas, fotos, poesias, crônicas, tudo do Sá pelo Sá:

CADERNOS DE VIAGEM

http://luizcarlossa.blogspot.com

"A Nova Estrela " no Canal Brasil
Clean
March 09, 2007 05:56 PM PST
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CURTA NA TELA:CLÁSSICOS- INÉDITO
A NOVA ESTRELA - Direção: André José Adler
Horário(s): duração: 8 min
12/03 - 19:00
13/03 - 14:00
14/03 - 04:00

A Nova Estrela é um curta de André Adler, proibido pela ditadura por anos, foi recuperado e no YouTube alcançou sucesso, possibilitando sua mostra a (talvez) outro público através da Tv à Cabo ( Canal Brasil), 35 anos depois da sua produção.
O curta conta com a participação do SOM IMAGINÁRIO ( música de Wagner Tiso) , Milton Nascimento, Tania Scher( ela foi ou não uma das "certinhas do lalau") , até Gal aparece! Um belo excercício de "Onde está wally?". E para os que não viveram aquela geração, "quase inacreditável", como disseram meus filhos.
Com vcs, o próprio autor:
http://andreadler.blogspot.com/2007/03/nova-estrela-chega-televiso.html

Foto: Zé Rodrix e Claudinha

Sá & Guarabyra Ao Vivo com Orquestra Sinfônica de Americana
Clean
February 06, 2007 04:17 PM PST
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Ficha técnica:
Ano: 1999 ( em alguns lugares aparece como 2001)
Gênero: MPB
Procedência: Nacional
Indie Records; ASIN: 7898420120971

Faixas


1. Espanhola
2. Dona
3. Caçador de Mim
4. Sobradinho
5. Lembranças do Futuro
6. A Longa Noite
7. Quem Saberia Perder
8. Capitão da Meia - Noite
9. Rio Bahia
10. Harmonia
11. Desenhos No Jornal
12. Foi Um Vento Que Levou


Link estalando de novinho ( aos poucos vou vencendo a preguiça e recolocando a discografia dos meninos, do Tavito e do Toninho Horta):

capa original do disco ( ainda disponível em catálogo)
Pra escutar: Desenhos no Jornal

FOOT ON THE ROAD ( Toninho Horta)
Clean
February 06, 2007 09:31 AM PST
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Atendendo à pedidos, aí vai novamente o link para baixar FOOT ON THE ROAD (1995):

http://rapidshare.com/files/15212673/_1994__Foot_On_The_Road.rar.html

Pra ouvir: Foot On the Road ( Pé na estrada)
Capa original do disco.

Dois mil quilômetros num Aero...o quê??? ( Luiz Carlos Sá)
Clean
February 05, 2007 03:17 PM PST
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O italianíssimo Giovanni era de costume uma pessoa calma e bonachona. Raramente deixava transparecer aquela intensidade emocional que a gente acha ser comum a todos os habitantes da Grande Bota. Talvez ele fosse do norte, sei lá, ou quem sabe ele preferia fazer o gênero cool, que decerto seria mais condizente com um dono de boate naquela conturbada Brasília de 1967. Nossa capital federal, em seu sexto ano de existência, era uma coisa bem esquisita: atolada na poeira vermelha que entrava pelas narinas e roupas, parecia ter sido cuidadosamente deixada ali no cerrado por um Deus cansado de carregá-la nas costas. Mas como todo faroeste que se preza, Brasília era também fascinante e - atraído por esse fascínio - lá estava eu, sentado numa banqueta do palco da Cave des Rois (a boate do Giovanni) ensaiando com meu parceiro, o tecladista e arranjador Paulinho Machado, uma nova música pra colocar no show que fazíamos de terça a domingo com Beco na bateria, e... quem no baixo, meu Deus, faz tanto tempo! Dividiam o palco conosco dois cantores: a Glória, uma mulata suingadésima e o Ney, um rapaz tímido de voz estranha e carismática, que o Brasil consagraria alguns anos mais tarde com o sobrenome Matogrosso. Não entendi o porquê da súbita e esbaforida entrada do normalmente discreto Giovanni, interrompendo o ensaio aos gritos e acenos. Parando em frente ao palco, o italiano tomou fôlego e despejou:

-Sá, você tem que se mandar daqui.

Comecei a abrir a boca, atônito, mas ele não me deu tempo e continuou:

- Sabe aqueles dois rapazes de terno que sentaram na mesa do meio ontem? – agitado, ele sacudia o dedo na direção da tal mesa.

- Eu vi. Os caras não bateram palmas nenhuma vez, por isso reparei neles.

- Pois é, catso! Eles eram do DOPS!

Ah, o famigerado Departamento de Ordem Política e Social, os censores da ditadura. Os porões, as prisões, as torturas...

- Do DOPS! – exclamamos eu e Paulinho, em uníssono. No show da noite anterior tínhamos estado particularmente empolgados e soltáramos os cachorros no golpe militar. Eu despejara boa parte do meu repertório de canções “de protesto”. O público em geral fora ao delírio, mas eu me lembrava bem dos dois mauricinhos estáticos tomando seus uísques sem mover um músculo que não os da boca.

- Mas como...

- Tenho gente lá dentro – respondeu Giovanni antecipando minha pergunta - Como é que você acha que a gente pode ser dono de boate nesta cidade?

Fez uma pausa dramática, desta vez bem italiana do sul, e quase sussurrou:

- Eles vêm atrás do Sá aqui hoje à noite. Vão esperar ele cantar aquela música do cangaceiro...

- Atrás só do Sá... e nós? Perguntou Paulinho

- Foi uma música aí de cangaceiro que o Sá cantou que deixou os caras irados!

- A “Cantiga Cabra do Cão” – murmurei. Era uma parceria minha com Chico de Assis de letra particularmente virulenta...

- Isso! Aí vão te levar em cana.

Suei frio. DOPS em Brasília era coisa feia. Começamos imediatamente a fazer os planos para a minha retirada. Era uma da tarde. Rodoviária já! Giovanni nos levou ao apartamento do Paulinho, onde eu estava hospedado. Arrumei a mala em tempo recorde. Antes das duas já estávamos na rodoviária. Mas havia alguma coisa estranha no ar. As pessoas se acotovelavam à boca dos guichês, discutindo e gesticulando. Cheguei mais perto e perguntei a um senhor de óculos que parecia angustiado com alguma coisa:

- O que é que está havendo?

- Não tem nada saindo pra lugar nenhum – falou ele – A chuva acabou com um monte de estrada por aí. Tem barreira caindo, cidade sendo inundada, rio transbordando... Um caos total!

Lembrei-me das notícias que eu lera no jornal da véspera. Tragédias no Rio. Inundações em Minas. Mas eu não previra que as coisas fossem chegar naquele ponto.

- Pra lugar nenhum mesmo?

- Bom pra umas cidades aqui perto ainda vai... Mas pra Rio, São Paulo e BH não sai nada.

Olhei pro Paulinho, desanimado. Giovanni foi rápido:

- Já pro Aeroporto!

Isso dito, isso feito. Lá nos fomos. Mas no Aeroporto o caos era idêntico. Em 67, no Brasil, avião com radar ainda era uma certa exceção. Com o tempo péssimo nas capitais do sudeste, os vôos estavam sem previsão de partida. E mesmo que saíssem, com a confusão nas estradas, já estavam todos lotados pelos próximos dias. Saí do meio daquela muvuca e fui sentar, já pensando em pegar um táxi pra Goiânia só pra me livrar da amável visita que os dois amiguinhos de terno certamente quereriam me fazer. Rolava uma conversa entre dois sujeitos ao meu lado que me chamou a atenção:

- Não posso ficar aqui parado não, rapá! – dizia o mais afobado, gordinho, meio careca, com a cara avermelhada e um inconfundível sotaque carioca.

- Mas vamos sair de que jeito? – respondeu o outro, magrelo, alto e bigodudo, de terno sem gravata. Pareciam uma versão cabocla de Laurel & Hardy.

- Já te falei. Vamos de carro. A gente passa por Goiânia, sai pelo interior de São Paulo, entra em Campinas, corta pela Dom Pedro e já sai depois de Jacareí. A Dutra só não dá passagem perto de São Paulo. De Jacareí em diante já vamos direto pro Rio.

- São o quê... quase dois mil quilômetros! Eu não dirijo. Como é que você vai segurar essa onda tendo que estar no Rio amanhã à noite?

Antes que eu pudesse detê-la, minha pessoa já estava de pé em frente ao gordinho despejando duzentos argumentos por segundo a favor da minha imprescindível presença naquele plano deles: eu dirigia, eu rachava a gasolina, eu tinha que estar no Rio na noite seguinte (mentiiiiira!), eu era o máximo, eu isso, eu aquilo. Gordo e Magro dobraram-se à minha imodesta enxurrada. Meia hora depois eu me despedia de Paulinho e Giovanni, deixando abraços pra banda, Ney e Glória e embarcava no Aero Willys do gordinho.

O que seria um Aero-Willys? – pergunta você, a não ser que tenha boa memória ancestral ou seja um fanático colecionador de velharias nacionais automotivas. O Aero-Willys era um dos primeiros carros fabricados por aqui. Queixo-duro, motor de jipe, banco inteiriço na frente, três marchas na coluna de direção, ruim de curva... carro de tio! O Gordinho saiu pilotando, comigo ao lado e com o Magro e um outro caroneiro de última hora atrás. Nos primeiros duzentos quilômetros, Gordinho já cabeceava. Assumi a barca debaixo de tempestade. O Aero bailava como uma dançarina tailandesa, aquaplanando à vontade nas intermináveis baixadas goianas. A noite fechou e visto que o Gordo, o Magro e o outro carona roncavam com os anjos, continuei na pilotagem. Quando a manhã chegou já estávamos no estado de São Paulo. O Aero arfava, exausto, mas eu não lhe dava trégua: pé no fundo o tempo todo. Paramos num posto pra abastecer e a turma acordou. Gordinho pegou o volante e saiu fazendo aquilo que eu chamo de “ultrapassagens de cadáver”. Enxergasse ou não, ele mandava bala. Duzentos outros quilômetros depois do posto pedi arrego:

- Deixa que eu levo...

Gordinho não se fez de rogado: passou pro banco de trás, pôs o Magro pra frente e partiu direto pra sua terceira fase de meditação astral, morto para este mundo. O Magro desandou a falar e me manteve acordado. Aí vimos o aviso na placa: “pedágio a 500 metros ”.

- Tem troco aí? – perguntei ao Magro.

- Troco?

- É, pra pagar o pedágio.

- Vedágio?

Me veio a luz. O Magro não sabia o que era pedágio. Aliás, pedágio no Brasil em 67 só mesmo ali na Anhanguera. Expliquei o caso pra ele, que puxou umas moedas do bolso. Peguei as moedas, abri o vidro, reduzi pra segunda e pisei no freio.

Lembro até hoje da cara perplexa do caixa ao ver aquele Aero-Willys passando direto com o motorista tentando inutilmente atirar as moedas pra dentro da cabine. Meu pé foi até o fundo e o freio... nada! Aí percebi que tinha deixado acionado o freio de mão. Explico: nesses carros velhos o circuito era único. Se você esquecia o freio de mão puxado, o de pé acabava.

E lá fui eu, reduzindo no tempo que nem louco naquele queixo-duro miserável. Parei uns cem metros adiante, vendo a patrulha rodoviária chegar pelo retrovisor. Tudo explicado, pedágio pago, seguimos em frente. O episódio não abalou em nada a paz absoluta do Gordinho, que seguiu roncando e – graças a São Cristóvão – não fez menção de querer dirigir.

Seguimos eu e o Magro em interminável conversa até um Rio de Janeiro completamente arrasado por chuvas e enchentes. Eles me deixaram na porta de casa e nos juramos amizade eterna em honra de nossa aventura. Jamais reencontrei o Gordo, o Magro ou o carona, de quem sequer o nome eu soube. Mas sabe Deus do que eles e aquele improvável Aero-Willys me livraram a cara...

Crônica publicada na revista Backstage

**Em breve o Blog do Sá!!**

*****
Pra escutar: Inaiá ( ao Vivo em 1966)

Aniversário do TAVITO!!!!
Clean
January 23, 2007 11:12 AM PST
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Tavito faz anos e convida a todos a partilhar a sua felicidade de viver pra cantar:

"Olhaeee, moçadíssima. Sexta-feira haverá um showfestança pra comemorar mais um de meus incontáveis aniversários, no Villaggio Café, aprazível Barante (bar + restaurante) que fica na Praça Dom Orione, 298, na bela Belavista, aquela das cantinas pecaminosas, repletas de macarrões e pernas de cabrito. Haverá convidados - inúmeros - de surpresa, que é para afoguear o espetáculo, enquanto a galera descansa as orelhas de minha voz, roufenha e tosca. Vai ser bacana, o lugar é ótimo e tem precinhos assim, ó, pequeninos e convidativos. Comigo estarão, como é de praxe, o guitarrista multidedos Nando Lee e o percuteiro maluco Fábio Schmidt, arrebentando cordas e couros sem dó. Ah, vale reservar - o local é confortável, mas não é grande. O telefa de lá é 3251.3730. Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço / Tav "

Zé Rodrix no Claro Q É Rock - Multishow
Clean
November 20, 2006 02:34 AM PST

Meu "faro" pro Mestre é incrível e zappeando às 7 da manhã, pra acordar, o encontro no programa do Frejat "CLARO Q É ROCK" . Canal Multishow da Globosat, repeteco dias 20 às 15:30 e dia 25 às 17:30.
Tentarei gravar para colocar no ar, será que consigo????

SILVÉRIO PESSOA no Rio de Janeiro
Clean
November 13, 2006 05:11 PM PST

Um fds 100% pernambucano: sábado show no Circo Voador divulgando o Carnaval Multicultural de Recife, com direito à presença do Prefeito ( oxi vontade de lhe lascar um abraço!!!) e do recém eleito Governador Eduardo ( oxi vontade de lhe lascar um beijo!!!...rs). Frevo doido até às 4 e meia da manhã! Com Lula Queiroga, Spok Orquestra de Frevo, Lenine, Otto, Lirinha( do Cordel), Silvério Pessoa, Alceu Valença, Yuri Queiroga, tanta gente boa!!! Caboclinhos 7 Flechas, Maracatú Estrela Brilhante, Catirina e seu marido recepcionando so brincantes!!!!
Domingo foi hora de colocar todo mundo na rua: Ipanema "freveu" com a ajuda do Monobloco ( não tá na hora de mudar um pouquinho o repertório, agregar novas canções????).
Hoje foi o show do Silvério Pessoa na Modern Sound: chegamos cedíssimo, até antes dele mesmo! E acabamos por conquistar um upgrade, pois todas as mesas estavam tomadas! A emoção da matriarca da família foi demais: chorou muito, cantou Jackson do Pandeiro e jurou que uma canção do Silvério era antiga, conhecida!
Rende-se, ela tb, à nova música pernambucana!
A musica que está aqui: NAS TERRAS DA GENTE, é a que mais emociona essa massa de migrantes que, como minha família, foram nômades pelo Brasil ( e mundo) até encontrar seu lugar!

***************
Não percam amanhã, dia 14, show do Silvério pessoa no Mistura Fina, na Lagoa. Ingressos popularíssimos: R$ 5,00!!!
Imperdível oportunidade de vê-lo e saber porquê ele ganhou o prémio TIM de melhor disco regional !

Na mesa com o Gut!
Clean
November 10, 2006 06:42 AM PST

Comunicado importante da Adelaide:

"Güt, o restaurante do Gut
O nome é assim: Güt, com trema. Fica em Ubatuba, na Praia de Fortaleza (São Paulo). Dizem as boas línguas — e os melhores paladares — que é ótimo. E o dono está sempre por lá (mas não faz parte do cardápio, meninas!)

Endereço: Rua Custódio Alves Barreto, 69. Pegando a estrada Caraguatatuba-Ubatuba, entrar logo depois do Km 69, na Praia Dura, e seguir as setas da Pousada Refúgio do Corsário. Ao terminar esta estradinha, já está na Fortaleza, bem no ponto final do ônibus Fortaleza-Ubatuba (é a única linha). A rua do restaurante começa aí, na praça do ponto final do ônibus e o Güt está a cerca de 100 metros.

Vai ter réveillon lá. Reservas com Erika, pelo tel.: (12) 3848-2322"

Güt quer dizer bom, lembra "gout" ( gosto) e não deixa de ser o apelido do "lindo" ( sem levar em conta o trema e os sotaques...rs).
Não quero fazer falsas expectativas, mas tomara que seja parecidinho ao Beijupirá, com o astral gostoso e comidinhas interessantes.

Mombojó na hora da verdade ( O Globo)
Clean
October 30, 2006 05:22 AM PST

Ao abrir (pontualmente) o palco Stage na noite do sábado, o Mombojó, que há dois anos era apontado como uma promessa, pôde mostrar que se tornou uma banda de verdade.

Num show inspirado - que teve o repertório balanceado entre os dois discos do grupo - os meninos de Recife mostram que amadurecem a cada apresentação. Os integrantes, assim como 80% do público que enchia a tenda durante o show, saíram há pouco tempo da adolescência, e os "mombojovens" sabem se aproveitar da juventude para dar uma lufada de ar fresco na música pop que se faz no Brasil.

O descompromisso da banda de seguir algum gênero pré-estabelecido é uma de suas maiores virtudes. Eles podem passar da quase-bossa "Merda" para a porrada-rock de "Faaca" sem perder o embalo do show ou a identidade do grupo. Sem vergonha nenhuma, eles inserem elementos de funk melody em "Pára-quedas", de Jovem Guarda em "Adelaide", ou uma base brega em "Swinga", por exemplo.

A performance de "Swinga", aliás, marcou no palco a anarquia musical a que se propõe o Mombojó. No meio do refrão, o tecladista Chiquinho soltou a base da música e saiu do palco, acompanhado pelo flautista Rafael, enquanto o baixista Samuel tomava uma cerveja e o vocalista Felipe S. dançava em cima da caixa de som. Brincadeira juvenil com atitude rock'n'roll.

No fim do show, mesmo os que (ainda?) não conheciam a banda se renderam à sempre catártica "Deixe-se acreditar" e seu refrão-chiclete do bem "Tudo pode ser, nada vai acontecer, não tema: esse é o reino da alegria".

Confira o set list:

1 - Discurso burocrático / A missa
2 - Homem-espuma
3 - O mais vendido
4 - Merda
5 - Faaca
6 - Adelaide
7 - Fatalmente
8 - Pára-quedas
9 - Nem parece
10 - Swinga
11 - Tempo de carne e osso
12 - Realismo convincente
13 - Deixe-se acreditar

*****
Pra ouvir, vou repetir Swinga ( O HD do outro PC foi pro espaço, então temporariamente ficaremos privados de algumas opções. Pelo menos até encontrar o primeiro CD...rs). Aí então teremos Deixe-se acreditar. Por enquanto vou rezando e acreditando que vamos recuperar todo o conteúdo do HD!

TAVITO amanhã em São Paulo!!!!
Clean
October 25, 2006 04:02 AM PDT
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"Amigos, nesta quinta, dia 26 de outubro, às nove da night, estarei entoando minhas cançonetas no Villaggio Café, agradabilíssimo estabelecimento sito (!?) à Praça D. Orione, 298, Bela Vista, Sumpaulo, terra da garoa, oh que terra boa que me recebeu com tanto afeto e carinho. Não fosse pelas canções, que são realmente bacanas (dizem), que seja pela qualidade dos convidados confirmados (o fogoso Zé Rodrix e a canora Adriana Dre) e dos não confirmados (Paul McCartney, Bono Vox, Sheryl Crow, Elton John e Diana Krall, apresentados pela bela e enorme Angelina Jolie e seu ex, o louroazedo Brad). A banda oficial, Ananeu & os Precários, não se apresentará desta vez - mandando como "sub" dois de seus principais componentes, o guitarrista multidedos Nando Lee e o percuteiro maluco Fábio Schmidt, o alquimista dos couros, xiques e badalos. Tudo isso para atraí-los, ó amigos queridos, para que se deixem mergulhar de cabeça num mundo mágico de sonoridades um tanto ultrapassadas - visto que contém harmonia, melodia e poesia presentes o tempo todo - mas ainda válidas e pujantes de energia. Recomendo que cheguem cedo; o lugar é ótimo, serve comidinhas suculentas e bebida honesta a precinhos sumários, mas não é grande. Mas sosseguem, há espaço suficiente para todos os que quiserem, por duas horinhas, sublimar o bate-estaca infame de Inácio e seus Geraldos, aquela horrível banda que está todo o tempo nas TVs e nas rádios a nos castigar os ouvidos com suas canções de tragédia. O couvert é de apenas doze merréis per capta, dinheirinho abençoado para nós outros, artistas de fé e de plantão, ganho com com o que temos de melhor a oferecer: nossa arte, que é, como todos sabem, a mais autêntica expressão da liberdade. Falei, disse, escrevi e espero cês lá... beijos a todos/as / Tav "

Foto: Tavito no show do Centro Cultural ( junho/2006)

Pra escutar : Tavito - Jeito de Viver ( Sá / Guarabyra)

Rio Consagra MOMBOJÓ
Clean
October 24, 2006 01:38 PM PDT
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O primeiro disco do Mombojó se chamava "Nadadenovo". Uma ironia, porque a banda de Recife, que se apresenta sábado no Tim Festival, é justamente uma das novidades mais agradáveis da atual geração, misturando rock, samba, jazz, eletrônica... Agora no novo CD, mais uma provocação. Na música de trabalho, eles cantam: "Não quero ser o mais vendido".

- Claro que queremos vender. O que a gente não deseja é vender a qualquer custo. A música tem que vir em primeiro lugar - explica o trompetista e violonista Marcello Campello.

A prova de que Campello, Felipe S. (voz), Marcelo Machado (guitarra), Vicente Machado (bateria), Samuel (baixo), Chiquinho (teclado e sampler) e Rafa (flauta) estão se despedindo da cena independente é a mudança para São Paulo, marcada para o ano que vem.

- Lá vai aumentar a possibilidade de circular pelo interior e ampliar nosso público - diz Campello.

Certos hábitos, porém, não se abandonam. "Homem-espuma" está sendo lançado pela gravadora Trama, mas, como o primeiro CD, pode ser baixado de graça no site (www.mombojo.com.br).

- A internet foi uma excelente ferramenta de divulgação que encontramos - opina Felipe S.

Graças à rede e ao boca-a-boca, que aumenta a cada show, nas apresentações do Mombojó é normal ver o público cantando junto todas as músicas. Nada que se compare - por enquanto - ao sucesso da Del Rey. Na bem-sucedida banda paralela, que ajuda a pagar as contas, o repertório é exclusivamente de covers de Roberto Carlos.

- Em Recife, o Mombojó se apresenta a cada seis meses. A Del Rey toca toda semana. Fazemos shows em aniversário de 15 anos, casamento, formatura... - conta Felipe.

A música que dá nome ao novo CD surgiu em 2004, depois de um grave acidente de carro quase tirar Marcello Campello de cena. "’Homem-espuma’ fala da efemeridade da vida. Num dia você está vivo. No outro, morre. Vira espuma. Meu acidente deixou todo mundo chocado. Felipe fez a música nesse clima. Eu me identifico muito com ela", diz Campello.

Constantemente comparado ao Los Hermanos, o Mombojó cultiva uma admiração artística e profissional pelos cariocas. "Eles estão bem sem forçar a barra. Nem todo mundo age assim. O D2, por exemplo, está crescendo. Mas eu já vi um show dele em São Paulo num lugar enorme em que só foram 400 pessoas. Isso é dar um passo maior do que a perna", alfineta Felipe S.

O Mombojó se apresenta, às 23h, no sábado, na Marina da Glória, abrindo para Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs. O ingresso custa salgados R$120.

(por Herica Marmo do Jornal Extra/RJ)

Pra ouvir: O Mais Vendido
(Eu quase nunca coloco a faixa título, ou a mais tocada, aqui, mas aí vão meus desejos que esse show bombe!)

PARABÉNS, Luiz Carlos Sá!!!
Clean
October 15, 2006 01:17 PM PDT
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Que fã sou eu que já ia esquecendo do seu aniversário??? Retornando do cinema onde fomos ver Wood & Stock, Sexo, orégano e rock'n'roll, lembrei da data de hoje: ANIVERSÁRIO DO DR. PEREIRA ( como o R. adorou isso...rs...só o chama assim)!
Parabéns, felicidades ( sempre), esse olhar de menino ( sempre), muita luz pra criar essas coisas lindas que sempre me surpreendem!!!

De presente, para escutar: Só tem amor ( Campanha da Pepsi inesquecível!)

LÔ BORGES de A a Z
Clean
October 15, 2006 08:35 AM PDT
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LÔ BORGES
DE A A Z
por Leonardo Bomfim

A - Alunar
Composição de Lô e Márcio Borges, a “beatlemaníaca” "Alunar" está presente no disco Milton – 1970 – de Milton Nascimento. Um folk-rock psicodélico de primeira, com direito a órgão, guitarra fuzz e belo arranjo vocal!

B - The Beavers
Milton Nascimento obrigou os irmãos Borges e amigos a assistirem ao filme A Hard Day's Night dos Beatles. Não deu outra, depois do filme, Lô, Yê Borges, Beto Guedes e Márcio Aquino montaram o The Beavers, praticamente uma banda cover dos quatro rapazes de Liverpool.

C - Crosby, Stills, Nash & Young
Uma influência assumida de Lô (e de todo aquele pessoal). Basta ouvir os discos Clube da Esquina e o primeiro solo de Lô para notar que os quatro mestres do folk-rock norte-americano estão em toda a parte. “Trem de Doido” confirma o verbete.

D – Drogas
O negócio do Clube da Esquina era muita cachaça e um pouco de maconha pra fazer a cabeça. No entanto, muita gente afirma que alguns versos de “Trem Azul” fazem referência à heroína entrando na veia. O próprio Lô assumiu anos mais tarde: “O pessoal acha que a gente era Beatles, mas o negócio era mais Rolling Stones...”

E – Ela
Uma das mais apaixonantes canções de Lô, presente no disco A Via-Láctea de 1979. Preferida de muitos casais, é bastante pedida nos shows, embora nem sempre executada. Lô costuma dizer: “essa é boa de tocar com banda...”

F – Meu Filme
Disco de Lô lançado em 1996, predominantemente acústico, com percussões climáticas e muito violão. Destaque para “Pura Paisagem” e a parceria com Caetano Veloso “Sem Não”.

G – João Gilberto
Lô Borges é responsável pelo lado mais rock da mpb, o que não o impede de sempre fazer referências a João Gilberto e ao pessoal da Bossa Nova. Antes de Milton empurrar os Beatles goela abaixo dos Borges, os irmãos eram totalmente ligados à música brasileira. Lô sempre lembra que uma de suas maiores honras foi ter a música “Trem Azul” gravada por Tom Jobim. Volta e meia o mineiro toca em shows acústicos alguma canção do mestre, como “Desafinado” ou “Corcovado”.

H – Hippie
Depois de lançar seu primeiro disco solo em 72; Lô pegou a estrada e foi conhecer o Brasil inteiro, viajando praticamente como um hippie; cabeludo, sem muito dinheiro e com violão embaixo do braço. Não é a toa que muitas de suas músicas falam de estrada. Ele só voltaria a gravar em 1979.

I – Internet
Lô está ligado na atual importância da internet para um músico. Quatro músicas de seu próximo disco, intitulado BHANDA, estão disponíveis para audição em www.myspace.com/loborges. E ainda existe um site oficial, www.loborges.com.br constantemente atualizado.

J – Jeep
Uma das mais bonitas interpretações de sua carreira é uma homenagem ao Jeep de Toninho Horta. "Manoel, O Audaz", parceria de Horta e Fernando Brant é muito pedida nos shows. Toninho Horta sempre gravou guitarra nos discos do Lô, e deixou sua agradável voz registrada em um dueto na belíssima canção “Feliz Aniversário”, do disco Sonho Real de 1986.

L - Lennon & McCartney
A influência dos Beatles foi determinante na música de Lô. Em 1970, o jovem compositor intimou Márcio Borges e Fernando Brant a fazerem alguma poesia que lembrasse as coisas dos ingleses. Foi assim que nasceu o hino fuzz “Para Lennon & McCartney”.

M – Museu da Loucura
A fantástica letra de “Trem de Doido” encontra-se no museu da loucura, em Barbacena – Minas Gerais. Em bom “mineirês”, “Trem de Doido” significa algo sensacional. É o melhor adjetivo para definir a canção...

N – Nuvem Cigana
Aproveitando a loucura, a música mais psicodélica do disco Clube da Esquina, “Nuvem Cigana”, parceria de Lô e Ronaldo Bastos, traz um dos versos mais belos da história da música brasileira: “Eu vivo em qualquer parte do seu coração/Se você deixar o coração bater sem medo”. Foi regravada por Lô no disco também intitulado Nuvem Cigana de 1982.

O – Os Borges
A grande família Borges era repleta de músicos. Nico, Lô, Telo, Solange, Márcio, Yê, Marilton e os pais Salomão e dona Maricota gravaram o sensacional disco Os Borges em 1980, que apresentava desde canções infantis – “Os Sapos” - , pérolas de beleza rara – “Um Sonho Na Correnteza” e “Um Outro Cais”, e bastante folk-rock psicodélico – Eu Sou Como Você É, “No Tom De Sempre” e “Qualquer Caminho”. Um clássico.

P – Patinete
Uma patinente. Foi por causa dela que Lô Borges e Beto Guedes se conheceram. O adolescente Beto estava brincando em Belo Horizonte quando Lô o viu, se apaixonou pelo brinquedo e na mesma hora quis comprar o modelo. Começou aí uma das parcerias mais legais da música brasileira, responsável por “Equatorial” e “Feira Moderna”, entre outras.

Q – Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor
A canção mais bonita de seu disco mais recente Um Dia E Meio, de 2003. Milton Nascimento também a gravou no seu Pietá.

R - Radar Tantã
Banda mineira fundada na década de 90 que partilha uma adoração mútua com Lô Borges. No disco Um Dia E Meio, há a música “Qualquer Lugar”, parceria com César Maurício do Radar Tantã. Volta e meia Lô inclui alguma outra música da banda mineira em seus shows acústicos.

S - Stereolab
A banda franco-inglesa é apaixonada por música brasileira. Marcos Valle, Eumir Deodato, Caetano Veloso e Egberto Gismonti estão entre os favoritos, mas em um programa da MTV, durante a tour dos caras no Brasil em 2001, um dos integrantes mostrou a capa do disco Clube da Esquina e afirmou: “This is the best!”

T – Tênis
Foi por pura timidez que nasceu uma das capas mais bonitas da música brasileira. O tênis que estampa o primeiro disco solo de Lô só entrou ali porque o jovem compositor não queria ver seu rosto na capa. Acabou casando perfeitamente com a poesia livre e o clima “estradeiro” do disco.

U – Uakti
Banda experimental nascida no final da década de 70 que fabrica seus próprios instrumentos. Começaram a parceria com Lô no disco Meu Filme e até hoje mantém contato próximo.

V – A Via Láctea
O disco essencial de Lô Borges. Lançado em 1979, a obra-prima traz canções memoráveis como “Clube da Esquina 2”, “Ela”, “Chuva Na Montanha”, “Equatorial”, “Vento de Maio”, “Sempre-Viva”, “Tudo O Que Você Podia Ser”... É hit que não acaba mais.

X – Esquina
É praticamente impossível achar algo com a letra X que remeta à carreira de Lô, então fiz uma assossiação poética, já que a letra X é o encontro de duas retas, ou seja, uma esquina. Tão esquina quanto o encontro das ruas Paraisópolis e Divinópolis no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte. Esquina de tantos clássicos, tanta poesia, tantos amigos e de tantos sonhos que nunca vão envelhecer.

Z – Zé Rodrix
Zé Rodrix fez parte do grupo Som Imaginário, que acompanhou Milton Nascimento no disco Milton de 1970. O grupo foi o primeiro a gravar “Feira Moderna”, composição de Lô e Beto Guedes. Mais tarde o compositor montou Sá, Rodrix e Guarabyra, trio de rock rural que dialogava bastante com a música do Clube da Esquina.

 

Harmonia no S. Anália Franco
Clean
October 10, 2006 05:20 PM PDT

A Marlene estava guardando essa preciosidade no seu cel por 2 meses!
Ficou lindo! Agradecemos à Marlene esse momento de Harmonia!

Show Sá, Rodrix & Guarabyra em Goiânia/GO
Clean
October 10, 2006 02:17 PM PDT
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Data: Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
Hora: 18:30
Local: Flamboyant Shopping Center
Cidade: Goiânia/GO

Detalhes:
Flamboyant In Concert: último show da temporada será com Sá, Rodrix & Guarabyra!! Na Praça 2 do Shopping, gratuito!!! ( acho, isso é somente um palpite, que se deva retirar ingressos antecipados)

Foto: Show do SESC/Itaquera/SP ( agosto/2006)
Cedida pela Rita

Pra escutar: Agua Corrente (do Pirão de Peixe com Pimenta)

NOVIDADES DE GUARABYRA (Entrevista hoje na TV Gazeta)
Clean
October 06, 2006 09:53 AM PDT
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No programa Todo Seu, de Ronnie Von, TV Gazeta, de 22:00 às 24:00h. Pela Net, em São Paulo, Canal 11. Pela Directv, no Brasil, Canal 225. Ou via satélite, na freqüência 1040-H.

As novidades são sobre o novo CD solo e a mudança de ares que irá promover ao seguir de malas, bagagens, Pc e violão pro litoral paulista, onde pretende se radicar, abrir um restaurante, escrever livros, finalizar canções, etc( os dois últimos são por minha conta e risco!).
Acho que tb ele estava precisando de uma "Nova canção da estrada"!!!
Desejamos, de coração, sorte ao Gut na nova vida! Se tudo der certo, em breve atracaremos no cais dessa praia ( sem trocadilhos)!!

*****
A canção veio como um presente: buscava há dias, semanas, quase meses. De repente algo piscou, e ela estava lá! Até desconfiei...logo hoje???!!! E aí chegou a PORTA DO FAROL, do disco Paraíso Agora.
Presságio?? Que sejam bons os presságios que a tenham trazido !

NORUEGA, GELO e ALEGRIA
Clean
October 03, 2006 05:11 PM PDT
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Vocês devem estar estranhando o título, mas esse é o nome do Samba Enredo ( acho que o primeiro e único), composto pelo Luiz Carlos Sá ( e Paulinho Machado). Essa pérola foi a Pi que achou, e o Juarez Pinheiro traz a estória atrás do samba:

“"Noruega, Gelo e Alegria", na estrutura, é um samba-enredo. Mas na verdade foi uma brincadeira do Luis Carlos Sá. Não sei se a versão que ouvi da história está correta, mas parece que um diplomata gaiato, que percebeu a brincadeira, comentou ao cônsul/embaixador da Noruega. Este, ao tomar conhecimento da "homenagem", teria procurado o "Doutor Pereira" para agradecer em nome do povo de seu país. O "Bom Doutor", ao se ver nessa sinuca, teve de fazer as maiores contorções para explicar o espírito da música. Por sorte era dotado de senso de humor o norueguês, tendo entendido direitinho, e contraído uma bela amizade com o "Bom Doutor". Diz a lenda que esse encontro gerou boas gargalhadas e acarretou no consumo de boas doses da melhor vodca....finlandesa.

Se não foi bem assim que aconteceu, publique-se a versão.”

Aí vai, para apreciação de todos: "Noruega, gelo e alegria” ( Umas e Outras)

Sá & Guarabyra em EnCONTROS NOVA BRASIL FM
Clean
September 29, 2006 12:19 PM PDT

Sá e Guarabyra e Kleyton & Kledir estarão no ENCONTROS NOVA BRASIL FM, domingo das 16h00/17h30, e o melhor é que dá para acompanhar pela net!!!

Rádio Nova Brasil FM 97,7

O site é http://www.novabrasilfm.com.br/

Bem Vindo, Diogo Sá!
Clean
September 24, 2006 06:13 PM PDT

Nasceu hoje, dia 24 de setembro de 2006( 2º de Tishrei de 5767), às 10:20h de uma linda manhã libriana, em Belo Horizonte, com 3,800 gr e 48 cm, o cabeludo Diogo Sá.
Vida longa, saudável e feliz.

Pai, mãe e bebê passam bem.

(Palavras de Adelaide do Julinho)

Que Diogo venha carregado de bençãos, juntinho ao ano novo ( Rosh Hashaná), e ao início da primavera, que sua vida seja doce, criativa, abençoada! É o desejo desse blog e dos fans!!

Homem de Neanderthal
Clean
September 19, 2006 03:14 PM PDT

Este é o mês do Sá, mesmo! Há menos de 30 dias do aniversário, um presente dos céus chegando, tudo perfeito...esperamos!
E finalmente consegui a última música do compacto lançado em 1970, com Luis Carlos Sá e a Charanga ( quem souber os componentes d'A Charanga, por favor, poste aqui!)!
Aí vai o "O Homem de Neanderthall" ( todos créditos para oTito! ).

Sá - Como tudo começou : MINHA (quase) EMPOLGANTE HISTÓRIA: SER OU NÃO SER?!
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September 11, 2006 05:19 PM PDT
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Consegui esse música hoje e a paixão foi imediata: tinha que colocar aqui, fazendo par com o texto do Sá que acabei de ler essa semana. Tudo estalando de novo! Divirtam-se:

Episódio 1 – O Banco

Minha mãe não se conformava com o filho que, na flor dos dezessete anos, vivia de violão debaixo do braço. Eu, Gilson e Máriozinho Pires subíamos e descíamos a rua Conde de Bonfim todas as noites, parando aqui e ali, na casa de amigos ou na rua mesmo pra tocar e cantar. Aporrinhávamos os pais das namoradas, as turmas rivais, os gerentes do clube, os guardas-noturnos (rolava isso na época...), todos e tudo: saíamos a bordo do jipe do Gílson arregaçando o Alto da Boa Vista, a Usina, a Muda, a praça Saenz Peña e – nos fins de semana – a própria e nesse tempo longínqua zona sul com o velho Di Giorgio 36 do meu pai, que, ao contrário da minha mãe, achava a maior graça nisso tudo. Não raro eu chegava em casa tarde da noite, de porre, mal conseguindo encarar o buzum na manhã seguinte pra ir ao distante Colégio Andrews, além-túnel. Isso não podia continuar, pensou mamãe, armando seu plano sinistro: eu teria que ter um... emprego!
Ora, mas pra mim eu já tinha um emprego: era cantor e às vezes, na falta do Helio Celso, guitarrista do grupo Nouvelle Vague, que fazia bailinhos aqui e ali pelo bairro, arrecadando uma merreca suficiente pras cervejas e noites na filial tijucana da boate do Sargentelli, onde volta e meia tocavam meus ídolos bossanovísticos. Que mais eu queria?

No fim desse mesmo ano passei no vestibular de Direito, o que abrandou a angústia materna. Mas achei a faculdade uma droga. Só o que me compensava era sair depois da aula com meus novos amigos, Gustavo e Jorginho, para fazer a mesma coisa que fazia no tempo de colégio: farra. Agora, as aulas eram noturnas e eu já tinha carro. Demorou!

Vendo que eu “não tomava jeito” nem com a perspectiva de um futuro bacharelado, mamãe se apavorou e apelou com meu pai:

-Sílvio, você tem que dar um jeito nesse menino! Um emprego!

Pressionado, meu pai cedeu e descolou uma entrevista num banco do centro da cidade. Meu pai era uma pessoa que persuadia no papo: não consegui escapar. Fiz a entrevista e como estava “altamente recomendado”, fui efetivado no banco. A barra ia pesar: trabalhar de meio dia às seis, comer rapidinho e sair direto pra Faculdade Candido Mendes, ali na praça XV

Até hoje me lembro do meu primeiro dia de “trabalho”, conforme definia minha mãe que nunca acreditou em nenhum emprego que não tenha marcação de ponto: Fui designado para o Departamento de Compensação, na sobreloja do prédio, que ficava ao lado da Galeria dos Empregados do Comércio, na Avenida Rio Branco, Rio. Era uma sala escura e comprida, com uma confusão de gente e telefones. Minha função era conferir os códigos dos cheques de outras praças.

No começo achei até divertido: falava com o Brasil inteiro, as recepcionistas eram charmosas e o meu chefe era uma figura folclórica, de suspensórios, que sempre nos policiava com um olhar grave. Isso provocava em nós, funcionários, crises incontroláveis de riso quando ele, seu Aristides, esticava os suspensórios até o máximo e os deixava estalar de volta na imensa barriga:

- Ele gosta é de apanhar! – dizia o Sérgio ao meu lado

- Que nada! – retrucava Lurdes, loura de olhos muito azuis que levantava a galera só na passagem - ele gosta é de bater!

No meio disso tudo o que realmente me intrigava era uma sala envidraçada que ficava ao fundo da nossa extensa galeria, com um cara solitário que aparecia de vez em quando. Ninguém ao certo sabia quem ele era ou o que fazia:

- É gente do Sindicato! (falava o Paulinho, um magrelo de Vila Isabel) e nele ninguém põe a mão.

Nesse entretempo, para relativo desgosto materno, a carreira musical só fazia progredir: minha amiga Luhli fora contratada pela Philips e, produzida por João Araújo e João Mello, gravara três músicas minhas, das quais uma, “Baleiro”, já começava a tocar nas rádios. Como se isso não bastasse, meu companheiro tijucano de esbórnia, Máriozinho Pires, filho do médico da EMI – Odeon, me apresentara a Milton Miranda, diretor artístico da gravadora. Milton se amarrou nas minhas músicas e em menos de um ano eu tinha hits nas rádios, cantados por Pery Ribeiro, Rosa Maria (hoje Colyn), MPB4 e Nara Leão. O primeiro grande sucesso foi com Pery, quando eu ainda estava no Banco. “Giramundo” tocava dia e noite no Brasil inteiro. Numa bela tarde, seu Aristides me chamou, esticando os inevitáveis suspensórios:

Tem um sujeito aí querendo falar com você.

Espantei-me. Quem iria me procurar naquela cloaca?

-Você tem quinze minutos. Vou descontar do seu tempo de lanche.

Saí e fui até a ponta da galeria, de frente pra tal sala envidraçada, onde me esperava um cara meio gorducho, de terno e gravata desarrumados:

- Prazer. Sou Aloísio Santana, da Editora Vitale. Nós estamos interessados em editar suas músicas.

De repente, pelo canto do olho, percebi que o Homem do Sindicato, lá na sala envidraçada, se levantava. Desviei o olhar do Aloísio e olhei pro cara, um magrelo alto de olhos claros e cabelo escorrido que me acenava um frenético “não”. Espantado pela reação do sujeito, hesitei:

- Ah... Não sei...

Aloísio me pareceu perplexo. Eu havia reagido intuitivamente à energia do cara da sala envidraçada. Não tinha uma idéia muito exata do que significava editar músicas e resolvera obedecer aos gestos de uma pessoa que parecia entender o que estava acontecendo ali do lado de fora. E o cara continuava a fazer gestos, sinalizando pra que eu mandasse o Aloísio embora. Foi o que fiz.

- Olha, eu tenho que trabalhar... Dá pra você voltar depois do expediente?

Aloísio concordou, decepcionado, e saiu. O sujeito da sala envidraçada abriu sua sagrada porta e veio ao meu encontro:

- Olá. Você é quem?

Fiquei besta. Quem era eu como? Ele insistiu:

- Se o Aloísio Vaca Brava veio te procurar, você é compositor. Eu também sou. Sou o Durval Ferreira, você já ouviu falar de mim?

Durval Ferreira! Um de meus ídolos bossanovísticos! Autor de “Chuva”, “São Salvador”, “Batida Diferente” e outros clássicos instrumentais da bossa nova que eu tentava – e nem sempre conseguia - tocar! Guitarrista que tinha inventado metade das levadas que eu tentava e – mais uma vez, nem sempre conseguia - imitar! Não acreditei:

- Nossa... Durval! Cara, curto demais suas músicas... Aquela batida...

Ele descartou rapidamente a tietagem:

- Mas me conte. O que é que o doido do Vaca Brava quer contigo?

A custo consegui dizer quem eu era e falar das minhas músicas.

- “Giramundo” é seu? – ele gargalhou – não é à tôa que eles estão atrás de você!

Em menos de uma hora, sob o distante mas persistente e perturbador olhar do seu Aristides, Durval explicou-me o complicado mecanismo das edições musicais e me aconselhou a pedir oitocentas pratas pela edição. Fiquei branco. Eram dez salários meus da época.

- Pode pedir que ele vai te dar.

Dito e feito. Quando Aloísio voltou no final do dia, fechamos por oitocentos bagarotes. Só então Durval saiu da sala, gozando e surpreendendo o Aloísio, que ainda não havia reparado na presença dele:

- Aí, Vaca Brava, pensou que ia se dar bem? É meu peixe...

Terminamos a noite os três tomando todas num bar da Cinelandia, às custas da Vitale. Uns dias depois, descontado o cheque, pedi demissão do Banco e cheguei em casa cheio de marra, dinheiro ao vivo na mão. E diante dos olhos arregalados de minha mãe e do mal disfarçado sorriso orgulhoso do meu pai, lasquei:

- Pai, mãe, agora sim eu sou compositor. Profissional!

Pena que dali em diante nunca mais foi tão moleza...

***********
"O dia do grilo" - Luis Carlos Sá e A Charanga ( 1971)

Foto: Show do Trio no Shopping Anália Franco(SP), dia 27/08/2006
Sá em primeiro plano.

Discografia do Toninho Horta
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August 10, 2006 03:13 PM PDT
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Essa fiz bem rapidinho, em retribuição à alguém, e ficou tão boa que resolvi publicar: Como os links foram recolhidos por aí ( grata, Felício!), e na maioria não testados por mim, se não estiverem funcionado os links, basta deixar um recadinho.

Disco Beto Guedes, Novelli, Toninho e Danilo Caymi (“do banheiro”)
http://rapidshare.de/files/11268846/Beto_Guedes_e_outros__do_vinil_.zip.html

1979 Terra Dos Pássaros (True Space)
http://rapidshare.de/files/19842558/Terra_dos_P_ssaros.zip.html

1980 Toninho Horta(EMI)
http://rapidshare.de/files/19541515/Toninho_Horta.rar.html

1989 Moonstone( Polydor )
http://rapidshare.de/files/20237100/Toninho_Horta-Moonstone.rar.html

1989 Diamond Land (Verve/Forecast )
http://rapidshare.de/files/20973700/Diamond_Land.zip.html

1989 Toninho Horta & Flávio Venturini: No Circo Voador (Dubas )
http://rapidshare.de/files/20721848/1997_-_Flavio_Venturini_e_Toninho_Horta_-_No_Circo_Voador_-.zip.html

1992 Once I Loved (Polygram )
http://rapidshare.de/files/21147553/Once_I_Loved.zip.html

1993 Durango Kid (Big World)
http://rapidshare.de/files/21147872/Durango_Kid.zip.html

1994 QUALQUER CANÇÃO CHICO BUARQUE
http://rapidshare.de/files/21068144/Qualquer_Cancao_Chico_Buarque.zip.html

1995 Durango Kid, Vol. 2( Big World )
http://rapidshare.de/files/21150011/Durango_Kid_2.zip.html

1995 Foot on the Road (Polygram)
http://rapidshare.de/files/22294832/_1994__Foot_On_The_Road.rar.html

1996 Sem Você: Toninho Horta & Joyce Collegium
http://rapidshare.de/files/21125878/Joyce___Toninho_Horta_-_Sem_Voc_.zip.html

1997 Toninho Horta & Flávio Venturini (Dubas)
http://rapidshare.de/files/20721848/1997_-_Flavio_Venturini_e_Toninho_Horta_-_No_Circo_Voador_-.zip.html

1997 From Belô to Seoul (True Space )
http://rapidshare.de/files/23497767/TONINHO_HORTA_FROM_BELO_TO_SEOUL.rar.html

1998 From Ton to Tom (Independente)
http://rapidshare.de/files/20208327/toninho_horta_-_from_ton_to_tom_-_um_tributo_a_tom_jobim_-__1998_.rar.html

1999 - Nicola Stilo & Toninho Horta (via veneto)
http://www.badongo.com/file/811191

2000 Serenade (Truspace )
http://rapidshare.de/files/21129703/Serenade-Durango_Kid.zip.html

2000 Quadros Modernos (Independente)
http://rapidshare.de/files/21150248/Quadros_Modernos.zip.html

2004 - Com o pé no forró
http://rapidshare.de/files/19490298/Toninho_Horta_-_Com_O_P__No_Forro.rar.html

**************
Céu de Brasília (Show no Circo Voador , c/ Flávio Venturini, em 97)

Novidades do Zé Rodrix -
Clean
August 10, 2006 09:07 AM PDT
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Mais novidades do Zé Rodrix ( o homem tá igual ao funk “não pára, não pára, não pára , não!!!”):

1. Peça do Zé Rodrix ( e Miguel Paiva ) estréia no RJ

LAVANDERIA BRASIL

Escrita por Miguel Paiva e Zé Rodrix, a comédia que estreou no Teatro dos Grandes Atores faz uma crítica social por meio da história de um casal em crise financeira porque o marido não recorre a falcatruas. Paula Burlamaqui, Felipe Camargo, Marcos Breda e Marília Medina formam o elenco.

Teatro dos Grandes Atores
No Shopping Barra Square

2. SUCATA DE LUXO

A banda fez show ontem com participações especiais do Zé Rodrix, do Carlos Malta e do Alex Góes. Muuuuuuuuuito gostoso o som da banda, swingado, o que está sendo rotulado de "samba funk"! Pra ter uma idéia gravaram com a Vitória Régia, a (ex)banda do Tim Maia. Não posso negar que fiquei curiossísima para conhecer o baterista: matemático PHD, professor apaixonado e compulsivo, e que desenvolve um método de estudo da matemática para deficientes visuais através de sons e ritmos, chamado “drummath” ( que sintomaticamente é matemática, em inglês, e parte do seu nome). Como resistir à isso????????
E andava com saudades do Carlos Malta!
A versão deles para "Soy latino Americano" saiu muito melhor do que eu esperava ( cheque aí embaixo)!
www.sucatadeluxo.com.br

3. Por último, mas não menos importante:

Show do Sá, Rodrix e Guarabyra, dia 13/08/06 em Itaquera/SP ( SESC ITAQUERA) às 15 hrs.
Houve um mal entendido, mas o horário confirmado é esse mesmo!

FELIZ DIA DOS PAIS para o trio, particularmente para o Sá!

Toninho Horta & Rudi Berger
Clean
August 09, 2006 08:05 PM PDT
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Devo estar na TPM, mas música boa me dá vontade de chorar mesmo! E foi o que aconteceu ontem...como é genial o Toninho!!! E a Lena , e o Yury, e todos os outros...e o prazer de conhecer o Rudi Berger (admito minhas limitações: violinista em jazz, parei no Stephany Grapelli e no Jean Luc Ponty , ambos há quase 30 anos atrás). Como é que ele vivia no Brasil e eu não o conhecia?????

Toninho Horta & Rudi Berger
na foto

Pra ouvir:
"Where are you" Rudi Berger interpretado pelo Toninho & Orquestra Fantasma
do CD "Foot on the road", de 1994

Ama teu Vizinho
Clean
August 09, 2006 07:55 PM PDT

Ama seu vizinho como a ti mesmo, foi feita quando os três dividiam um apartamento ( acho que estava mais para comunidade) em Ipanema. Devia ser igual à comuna do Sérgio e da Carmem Cynira, um entra e sai de “parceiros” dividindo sofás, geladeiras, colchões e pq não...roupas. O que a “história” conta é que o pobre do vizinho homenageado era o Domingos de Oliveira, e certamente entre as crianças citadas está a Maria Mariana, tadinha! Aqui eu dedico essa canção aos meus pobres nobres vizinhos, Sura Berditchevsky e Othon Bastos, e os plebeus tb, como a Paula e meu odioso síndico, afinal o movimento aqui só morre por algumas poucas horas, quando o sono silencia a todos!
OBS: Hoje em especial vai para outra Paula , cujo talento musical descobri hoje meio por acaso, durante o show do Sucata de Luxo.

Ama teu Vizinho
Sá, Rodrix & Guarabyra

Discografia de Luiz Carlos Sá
Clean
August 01, 2006 11:13 AM PDT
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O Sá é um compositor prolífico, e a cada descoberta me espanto...tanto quanto um adolescente explorando seu trabalho.
A última descoberta foi por acaso, quando me foi solicitada uma música de um compacto que não consta na sua discografia ( não na disponível): ele teve algumas canções gravadas por um grupo da jovem guarda chamado Los Lobos! É dele a obra prima "Criaturas da Noite", e tb "O Burro Cor de Rosa" com o Serguei!

1. Inaiá/Rei do quilombo (1966) RCA Compacto simples
2. Milhões de anos luz além (1970) Compacto simples
3. "O Homem de Neanderthal" / "Povo do Ar"
Odeon Compacto simples ( 1971)
4. Viajante/Ribeirão (1972) Odeon Compacto simples

**************
"O Povo do Ar" - Luiz Carlos Sá

Prêmio Tim
Clean
July 29, 2006 08:09 PM PDT

Prêmio Tim recheadinho de delícias: ( indicados em diversas categorias, sem nenhuma ordem)

1. Spock Orquestra de Frevo (`Premiado)
2. Dj Dolores ( Premiado na categoria de música eletrônica)
3. Silvério Pessoa
4. Kleyton & Kledir
5. Bia Bedran
6. A Cor do Som
7. Sampa Crew
8. Caju & Castanha
9. Casuarina
e muito mais...
Como esse post tá desatualizado, a premiação foi dia 25...fica só a recomendação que ouçam esse povo todo...

Pra animar, Silvério Pessoa no clipe da música "Nas Terras da Gente"

ATENÇÃO SP: Show do Zé Rodrix ( comediante) hoje (29/07)!!!!
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July 29, 2006 06:23 AM PDT

Mais uma faceta do Mestre ( repasso o convite ):

Amigos:
Amanhã, sabado 29 de Julho, estarei no Teatro FOLHA ( Patio Higienopolis, 2º piso) participando como comediante convidado do NUNCA SE SÁBADO, um Saturday Night Live feito à meia-noite. Varios grupos de comedia se revezam e ganham nota da plateia, para saber se voltam. Garanto que é divertido: pelo menos hoje no ensaio eu me acabei de rir....
beijos a todos
Z.Rodrix

Retomando a discografia: PARAÍSO AGORA ( 1984)
Clean
July 28, 2006 03:01 PM PDT
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9 O paraíso agora (1984)
RCA Victor LP

1.Capitão Meia-noite (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
2 Cheiro mineiro de flor (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
3 Fogo caipira (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
4 Portal do farol (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
5 A longa noite (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
6 Animais domésticos (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
7 Quando provei teu doce (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
8 Minha companhia (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
9 Fogo-pagô (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)
10 Paraíso agora (Luiz Carlos Sá - Guarabyra)

http://rapidshare.com/files/161140/Paraiso_Agora.rar.html
(Agradecimentos à Lizete!)

Pra escutar : Paraíso Agora

SHOW Sá, Rodrix & Guarabyra em Sampa!
Clean
July 27, 2006 02:46 PM PDT
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Contagem regressiva para o show , faltam 17 dias! (ainda 17????)
Só pra lembrar: Dia 13 de agosto ( domingão), no SESC ITAQUERA, às 15 hrs, Show do Sá, Rodryx & Guarabyra.Precinho camarada ( sócios R$ 3,00 e não sócios R$ 6,00). Já descobri até o caminho das pedras para "estrangeiros": Metrô até Itaquera, depois lotação ( que é assim que em SP e no RS chama-se Van) GLEBA.
Vamos lotar o lugar, dizem que é grande, não sei...assim quem sabe os meninos se empolgam e façam um "à pedidos"

*********
Pra ouvir: "Vamos por aí" ao vivo em 1972

Foto : Sá, Rodrix & Guarabyra no show do Festival de Mariana 2006
(foto: Natália Torres)

Como os pinguins...
Clean
July 26, 2006 09:48 AM PDT
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Tantos dias e tantas coisas acontecendo...shows pelo Brasil , e eu vendo pingüim surfar na minha frente! Sério! Veio descendo a onda quando me viu reverteu e voltou novamente a descer na outra. Entre uma e outra ia nadando veloz e alegremente de um lado a outro . Nem comento da temperatura da água, ninguém merece...ai, queria que Pernambuco fosse ali...
Enfim, já chegou pra mim o dia em que vc levanta e acha que fez a primeira parte de tudo que queria e agora chegou sua vez...estou embalando “filho novo”, novos projetos, vontade de sair e começar algo além, onde os pingüins nadam à vontade!

*************
Pinguim de Magalhães

Nome científico: Spheniscus magellanicus;
Onde encontrá-los: na costa Sul do continente Sul Americano;
Rota Migratória: no inverno, saem com destino ao Norte do Chile pelo Pacífico e com destino a costa brasileira pelo Atlântico;
Altura: 70 centímetros;
Peso: 2,7 e 4,8 quilos;
Filhotes: nascem 42 dias após a postura dos ovos;

***************

canção:
Segunda Canção da Estrada
Sá e Guarabyra
Composição: Sá e Guarabyra

Quero ir prá casa,
Não vejo minhas coisas,
Desde o começo de abril.
Um relógio velho me espera, parado,
Desde o começo de abril.
Tenho uma menina
Que eu encontrei na estrada,
Dizendo que volta comigo,
Prá descansar um pouco da vida
Que a gente escolheu.

Thururu hei, areia na varanda,
E contas de vidro na mão, Thururu hei, comida na mesa,
Lençol, travesseiro e colchão, um colçhão.

Já chegou prá mim
O dia em que você levanta,
E acha que fez,
A primeira parte de tudo o que queria,
E agora chegou sua vez,
De plantar raízes na terra de onde veio,
Tirando vida nova do chão,
E logo depois voçê volta prá estrada,
Prá ver o que ainda não viu.

Thururu hei, areia na varanda,
E contas de vidro na mão,
Thururu hei, comida na mesa,
Lençol, travesseiro e colchão, um colchão.

Espanhola
Clean
July 18, 2006 11:31 AM PDT

Esse vídeo reúne 3 paixões: Guarabyra, Beto Guedes e Flávio Venturini.
O curioso é que o Venturini, segundo o Cláudio Venturini em entrevista recente, não gosta de tocar "Espanhola"!!! (deve ser como eu que "passo" as "televisivas"...rs)
Aí vai um trecho da entrevista:

Veja bem: a gente luta uma vida toda como músico pra ter uma música reconhecida. Mas eu acho estranho, também, quando um músico chega e se recusa... O Flávio, por exemplo, autor de “Espanhola” com o Guarabyra, o Flávio não gosta de tocar “Espanhola”. Ele não gosta!

Ele não gosta, mesmo... Ele toca comigo, quando eu tô, às vezes, fazendo algum show com ele, porque a gente toca de uma outra maneira. Mas, com as bandas que normalmente o acompanham, que não tem esse... ele fala que esse “6 por 8 mineiro” é meio difícil de tocar... Só quem é da terra é que sabe fazer...

Aí, então, ele reclama... Ele não gosta de tocar... A última vez eu vi a platéia... Foi até estranho... Desde a primeira hora em que ele pisou no palco, o pessoal gritava, pedindo “Espanhola”... Aí, chegou lá pela décima-quinta música, ele pegou e falou assim: “Olha, gente... A Espanhola, da última vez em que eu a vi... Ela tava no alto do World Trade Center... No dia 11 (de setembro de 2001)...”

Fonte:http://www.programapainel.com.br/entrevista/entrevista_mostra.php?id=7

Com vcs, ao vídeo registrando esse raro momento!!

Agora é a vez de Brasília receber o show do Zé Rodrix & Tavito!!!!
Clean
July 17, 2006 02:36 PM PDT
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Como sempre, reproduzo as palavras ágeis do Tavito ( ler esse convite é forma de deixar esse show ainda mais saboroso):

Vejam só. Estamos acontecendo, moçada. Depois de lotarem nossos shows em três cidades e nos colocarem em rede no Jornal Nacional - naquele gigantesco Show da Virada Cultural - neguinho resolveu mandar essa dupla de garotoas (garotões coroas) pra Brasília, bombar as orelhas dos centroplanaltinos com suas cançonetas cheias de melodia, harmonia, poesia e afeto (um tanto fora de moda, portanto), mas capazes ainda de revirar o zóinho das moças e encher o peito dos rapazes de ardência viril. Descontando o besteirol, é isso aí: Tavito & Zé Rodrix rides again no Music Station, Shopping Pier 21, dias 21 e 22 deste Julho corrente, em plena gloriosa capital federal, onde moram nossos queridos deputados, senadores, ministros e todos os politicantes que decidem os destinos dessa Terra Papagalli, como a nominavam os portulanos quinhentistas. Será emocionante e cívico; tocaremos até o arrebatador Hino da Copa, num momento não muito adequado, é verdade, mas demonstrando de forma vibrante e febril nossa paixão verde-amarela. Cores à parte, o show é bão que só. Levaremos conosco Nando Lee, guitarrista de fina cepa, cognominado nas altas rodas musicais "Nando Dedos de Ventania". E a receita continua a mesma, querdizer, canções que a galera conhece misturadas a outras que a galera nem suspeita da existência (mas há de gostar), temperadas com boas palavras e aquele astral, como sempre, lá nos píncaros. O Music Station é um local lindo, agradabilíssimo e espaçoso; é por isso que conto com vocês, amigos de fé, para prestigiar o espetáculo, enchendo o espaço com suas vibrações luminosas de bem-querença. É só? Não, falta o horário da bagaça, 21:30 e noite adentro; e o nome do show, "A casa no começo da rua". E o ingresso baixou pra vinte mangos por cabeça (no flyer está trinta, erradão). Bão, acho que agora é só. Beijos a todos(as) / Tav

Pra ouvir: Pé de Vento ( Tavito)

Todo tempo é tempo
Clean
July 16, 2006 06:38 PM PDT